Não adianta procurar, pois, aqui você não vai achar nada para lhe agradar! Mas se mesmo assim você quiser espiar, sinta-se livre para "DIZemBUCHAR".
Frase do momento: Quero meu cérebro de volta!
Sábado, Janeiro 19, 2008
Menos limite.
É possível que parte das pessoas que se arriscam a entrar aqui não tenham assistido a Meu nome não é Johnny, ainda. Porém, acredito, todos já devem ter ouvido falar na película e/ou na frase que define a personagem principal:
“Ele tinha tudo, menos limite”.
A história é essa mesmo: um privilegiado membro da classe média (alta) do Rio de Janeiro, puxa um beck na adolescência, da maconha passa a cheirar, depois começa a vender para os amigos e dali para a cidade toda. Sem jamais precisar pisar em uma favela, acabou se tornando um dos maiores vendedores de drogas do asfalto carioca. Tudo fácil assim, sem maiores complicações, até o dia em que foi preso. Mas esta narrativa eu não quero contar. Quem ainda não conhece, visite o site oficial.
Não obstante, por mais nonsense que possa parecer, tenho que admitir que senti um pouco de inveja do sr. João Guilherme Estrella ou, ainda, de sua namorada Sofia e aquela galera toda que aproveitava cada momento, deixando o futuro para depois. Claro, guardadas as devidas proporções. Afinal, não tenho a menor vontade de me drogar, tornar-me uma viciada, muito menos traficante.
A questão toda se encontra nessa palavrinha chave: limite. O tenho em excesso. Chega a ser desgastante, viver nesta eterna preocupação com as conseqüências de cada ato, deixar os minutos passar sem saboreá-los com o devido valor. Parece até que vim ao mundo para servir de platéia, por mais que deseje ser a protagonista.
Para mudar este roteiro, já pensei até em beber, tomar um belo porre, mesmo. O problema é que meu metabolismo não ajuda, o máximo que fico é com sono. A euforia proporcionada pelo álcool se quer passa perto do meu córtex cerebral (sic). Ou seja (cerveja), perdeu playboy (dhã)!
Então só me resta mesmo aproveitar os momentos de êxtase que o cinema é capaz de oferecer. E em Meu nome não é Johnny, são muitos. A começar pelos maravilhosos diálogos que percorrem o filme – como o da noite que João (Selton Melo) conquista Sofia (Cléo Pires). Vale muito a pena conferir, não apenas esta cena, mas todas as outras deste belo produto nacional.
João Guilherme Estrella: Ó lá, ó lá, ó lá minha deusa de marfim!
Godoi: Deusa de quê? De massinha?
J.G.E.: Não, de marfim, Godoi!
Laura: Ó ta sem o varetão(?) de Niterói!
Julinho: Ó se liga, hein, xará?! Acho que o varetão de Niterói pula miudinho na mão dela.
J.G.E.: O que é pular miudinho, brother? Por que isso?
G. A mulher é bailarinha?
J. Bailarina? Hehe... É baladeira, hormonal, saidinha.
J.G.E.: Baladera, hormonal, saidinha, faz maluco perder o sono, é meu número? Vô lá!
J.G.E.: E aí Sophia, tudo bem?
(...)
(...)
Sofia: E aí, conta aí...
J.G.E.: Não... 'tamos aí! E o brunão?
S. O que tem o brunão?
J.G.E.: 'Tá contigo lá em Niteróis, fazendo as coisas dele lá?!
S. 'Cê quer saber se a gente 'tá junto?
J.G.E.: Eu até gostaria, viu!?
S. Você é sempre assim, dá 500 voltas pra chegar em alguém?
J.G.E.: Não, não é que é alguém, é você. Eu fico meio nervoso assim de falar contigo.
S. Ah, pega bem até!
J.G.E.: Ah, então vou seguir nervoso, seguir nesse caminho!
S. E aí, ‘cê sabe que o mundo pode acabar amanhã, né? E a gente tem que curtir a vida, então eu vou te ajudar 'tá? Quer sair comigo?
J.G.E.: Então não é melhor a gente ir logo, antes que o mundo acabe?
postado por: INGRID GUERRA 2:40 AM DIZemBUCHA aí!!
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Terça-feira, Janeiro 15, 2008
Uma "pessoinha" fofa, carinhosamente apelidade de Le Baratin, me enviou esta música dizendo que ela havia sido, praticamente, feita para mim (tá, não foram bem estas palavras, mas tá valendo). Eu gostei e acho que tem a ver mesmo... então, aí vai!
A Seta e o Alvo
Eu falo de amor à vida,
Você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte.
Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa,
Mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo: "Te amo!"
E você só acredita quando eu juro.
Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra. Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.
E o que era?
Era a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar.
Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade. É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa não te espera!
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?
Sempre a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?
postado por: INGRID GUERRA 1:47 AM DIZemBUCHA aí!!
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Quarta-feira, Janeiro 09, 2008
Coisas que perdemos pelo caminho
Tal como 1933, para Dominic Molise, 2007 foi para mim um ano ruim. Ambos jovens, prestes a conquistar o tão suado diploma e cheios de sonhos, os quais, com o passar dos meses, se destruíram. Porém, fomos até o fim, convictos de nossas escolhas, apesar de transformados pelo árduo percurso.
Pode parecer exagero, drama ou tolices de uma menina mimada, para quem está de fora. Ainda assim, não irei me privar deste desabafo, ou melhor, do enterro, sem polpa ou cerimônia, definitivo e protocolar desta data.
Nunca foi tão fácil dar adeus aos 375 dias que deixei para trás, nas primeiras horas de 2008. Cada precioso minuto foi “degustado” da melhor forma possível: balançando o esqueleto e sacudindo a cabeleira até as 4 da manhã, ao som de Joan Jett, entre tantos outros. Tudo para espantar qualquer indício de baixo astral.
Afinal, ele esteve presente em muitas etapas do meu amadurecimento (?). Como no dia em que apresentei minha monografia à banca examinadora – após muitas noites sem dormir, latinhas de Red Bull e xícaras de café sem efeito. Ouvir os professores dizendo que minha análise, apesar de interessante, era muito jornalista, pouco acadêmica e incompatível com uma monografia, me fez questionar o papel do orientador e perder a fé no ensino real. Demorei um pouco para entender que esse comentário seria a maior prova de que nasci mesmo para ser Jornalista (leia-se: repórter).
Contudo, a ziquizira continuou ao meu lado e novamente tive de engolir a seco palavras duras. Desta vez do professor Leonam, no último dia de estágio de Aperfeiçoamento de Texto, dizendo que eu sabia que aquilo (a matéria sobre garotos de programa que esperei um ano e meio para fazer) não era uma grande reportagem. E o pior de tudo é que tive de concordar com ele, embora tenha me empenhado ao máximo (e entrevistado 3 deles) para fazer um bom trabalho, realmente não consegui deixá-la completa (afinal, não foi possível falar com um especialista no assunto).
Estes dois episódios me marcaram tanto que dali em diante não consegui fazer nada de forma produtiva. Nem mesmo ler meus autores favoritos parecia prazeroso, quem dirá qualquer outra coisa. Isolei-me em um limbo intelectual.
Por outro lado, como uma compensação, o recesso de quase meia década sem beijar chegou ao fim e tive acesso a um dos melhores abraços do mundo. Para quem sabe valorizar pequenos atos, o simples modo como alguém segura a sua mão pode revelar maravilhas e provocar sentimentos inconfessáveis.
Mas no mundo real nem tudo é azul e a mesma pessoa que, por ventura, fora capaz de tamanha delicadeza, talvez nunca troque mais do que meia dúzia de frases comigo. E como uma legítima rejection junkie será exatamente este Snoopy quem irá me roubar algumas horas preciosas, que poderiam ser infinitamente melhor aproveitadas.
Ainda assim, os segundos continuaram a passar e a recuperação precisou ser feita ao longo do caminho. Sob muitas lágrimas e tentativas de fuga, a ilusão de que até o dia da formatura tudo estaria bem, eu empregada e meus problemas acabados foi diminuindo. Embora, no fim, parte disso até tenha sido verdade e o ano acabado infinitamente melhor do que começou. Todavia, a ingenuidade a respeito da vida foi tirada de mim, ainda que a esperança persista com uma força renovada neste 2008.