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Frase do momento: Quero meu cérebro de volta!
Sábado, Dezembro 01, 2007
Jornalistas no front
Ingrid Guerra
Os correspondentes de guerra são, de certa forma, incansáveis observadores da morte e das imperfeições humanas. Trabalham sob tensão e risco permanente. Precisam ter bons conhecimentos de história e geografia, além de idiomas. Mas, acima de tudo, devem estar preparados física e psicologicamente para enfrentar situações adversas. Ainda assim, esta é uma das atividades mais almejadas pelos profissionais da área, como confirma o jornalista Rodrigo Lopes, enviado ao Oriente Médio durante o conflito entre Líbano e Israel em 2006, pelo jornal gaúcho Zero Hora:
“Uma guerra para mim era um sonho profissional. Acho que é um fato jornalístico de grande envergadura que revela o ser humano por completo: o que ele tem de melhor e de pior”.
No entanto, as razões para que milhares deles se desloquem, desde o século XIX, sempre que uma nova guerra é travada vão além da importância do fato em si. José Hamilton Ribeiro, repórter especial da rede Globo e antigo correspondente da revista Realidade, que perdera a perna esquerda ao pisar em uma minha quando cobria a Guerra do Vietnã, as enumera:
“Um pouco é vaidade; um pouco, espírito de aventura; um pouco, ambição profissional; e muito é a sensação, entre romântica e missioneira, de que faz parte de sua vocação estar onde a notícia estiver, seja para ali atuar como testemunha da história, seja para denunciar o que estiver havendo de abuso de poder (político, psicológico, econômico, militar), seja para açoitar a injustiça, a iniqüidade e o preconceito. Após tudo isso, uma pitada de falta de juízo”.
P.S. Quem quiser ler a reportagem completa precisa acessar meu blog-portfólio porque o Blogger não me permite colocar um texto tão extenso aqui. Ou seja, só acesse-o se estiver disposto a ler muito. Sei que sou suspeita para falar... mas, vale a pena. Revelações surpreendentes estão em "Anti-heróis da história".