DIZem BUCHA

Não adianta procurar, pois aqui, você não vai achar nada para te agradar! Mas, se mesmo assim você quiser espiar, sinta-se livre para "DIZemBUCHAR". Frase do momento: Não há nada mais triste do que ter ciência de uma impossibilidade.



Sábado, Julho 23, 2005


Questionário Cinematográfico



1. Qual seu filme favorito?

- Eu gosto de tantos que já nem tenho mais "o favorito". Então vou citar o que já foi o meu favorito - O Sexto Sentido, de M. Night Shyamalan. Eu adoro histórias que me façam chorar e neste filme eu chorei tanto, que sai do cinema em prantos, cheguei em casa e ainda fiquei uns 15 min "fungando" (aconteceu o mesmo com À espera de um milagre).

2. Qual o último DVD que você comprou?

- Não compro DVDs, nem CDs... só gasto o dinheiro dos meus pais em livros (faculdade etc..). Não sou uma pessoa muito consumista, sei lá.


3. Quais os cinco últimos filmes que você viu?

- serve cinema, vídeos ou DVDs?! Bom, em vídeo, acabo de assistir A montanha dos sete abutres (Ace in the Hole) - É um clássico de 1951, dirigido por Billy Wilder (primeiro filme que assisto dele) que trata sobre o poder de manipulação dos meios de comunicação. A história (fictícia) do jornalista Charles Tatun (kirk Douglas) que, para voltar a trabalhar em grandes jornais, precisa fazer uma grande reportagem e não mede esforços para alcançar o que deseja, mesmo que para isso precise modificar a realidade. Sem dúvida uma grande crítica a imprensa marron (sensacionalista). Achei bem bacana a narrativa e os diálogos são, por vezes, divertidos: como em uma cena em que Kirk Douglas chega em um jornal para oferecer seus serviços e diz que se nada acontecer ele sai a rua e morde a pata de um cachorro - usando aquele velho conceito jornalístico sobre o que é, ou não, notícia. Foi uma indicação de um professor de redação, o mestre Leonel (ainda terei aulas com ele, se Deus quiser).

- ainda em vídeo, Olhos Famintos 2 (Jeepers Creepers 2), de Vitor Salva, Ray Wise e Jonathan Breck. Uma porcaria, escolhida por meu irmão. É ridículo, muito pior que o primeiro, nem sei se vale a pena comentar sobre a história. Não assistam.

- em DVD, O Resgate de Harríson (Flower's Harríson), de Elie Chouraqui, é uma narrativa com ares de documentário (embora fictício) sobre o amor e a coragem de uma mulher, jornalista, que não aceita a notícia de que seu marido, um fotografo de guerra, esteja morto, na Iugoslávia, e vai resgatá-lo, mesmo não sabendo, ao certo, onde encontrá-lo. É um filme bem interessante, principalmente p'ra mim que desejo me tornar uma correspondente de Guerra. Fez-me pensar sobre a questão da violência sexual com as mulheres nos conflitos - relacionando a questão de correspondentes mulheres. Mas, ainda assim, me fez ter muita vontade de trabalhar em Guerras. Indicação e empréstimo do grande (e fofo) Júlio Cordeiro, meu professor de fotojornalismo. Repasso a indicação.

- cinema, puts, os últimos que vi, foram bem ruizinhos, mas, vamos lá. Guerra dos Mundos (War of the World), de Spielberg, que todo mundo sabe a história, ou não? Alienígenas invadem a Terra para destruir os seres humanos e tudo o mais a seu redor. Nem a lindinha Dakota Fanning salva a película. O que pode se tirar da história é que em momentos de tenção as pessoas ficam meio loucas e a noção de certo e errado se perdem. É aquela velha história do salve-se quem puder. Os efeitos especiais - que em um primeiro momento nem parecem grande coisa - acabam ficando um pouco em sua mente nos dias seguintes. Constatei isso depois de sonhar com uma tempestade de raios que destruía tudo a meu redor, menos o prédio onde moro, pelo simples fato de eu ter fechado as janelas. Oh coisa besta, não?!

- continuando nos cinemas, O quarteto fantástico (Fantastic Four), de Tim Story, também não me agradou muito. Das adaptações dos quadrinhos, eu ainda fico com Homem Aranha. Vou me abster de contar a estória, pois, já escrevi demais. Só direi que as cenas do tocha-humana ou homem-tocha, são bem engraçadas.

4. Qual é o melhor filme brasileiro de todos os tempos?

- Poxa, agora me pegou, eu sou super suspeita porque curto os filmes nacionais, cada um por uma coisa. Eu amei Apolônio Brasil: o campeão de alegria, do Hugo Carvana, mas, somente a parte "musical do filme" (embora eu não curta musicais) protagonizada pelo excelente Marco Nanine. Acredito que se as cenas protagonizadas por José Lewgoy fossem retiradas do filme este seria o melhor filme brasileiro. Não tenho nada contra Lewgoy, todavia, a estória de uma empresa que deseja clonar o cérebro do protagonista me fez lembras dos filmes dos trapalhões, o que contrasta com a qualidade do musical. Também curto os filmes do Jorge Furtado e achei Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, muito bem construído.


5. Qual o seu diretor/ator/atriz e o seu gênero favoritos?

- Sabe que nunca me liguei muito nos diretores?! Só fui começar a ver os nomes deles quando entrei na faculdade. Todavia, eu acabo sempre esquecendo, sou péssima para guardar nomes e números. Frank Darabont, fez dois filmes que gosto bastante - Um sonho de Liberdade e À espera de um milagre. Gosto também (embora conheça pouco) do Almodóvar - principalmente em Fale com Ela (não curti muito Má Educação).

- Vamos valorizar os nacionais?! Marco Nanine & Matheus Naschtergaele (no cinema também)
- sempre tenho problemas para escolher atrizes... gosto da Dakota Fanning, acho que ela será um grande atriz quando crescer - só espero que a fama não suba a cabeça.
- Adoro um suspense, mas, dos bons... tipo O sexto sentido; À espera de um milagre etc... Quando era pequena adorava filmes de terror, mas, os existentes hoje estão mais p'ra Terrir (praticamente comédia pastelão) do que Terror.

6. Escolha 5 pessoas para passar a corrente:

Deixo aberto para quem quiser expressar opiniões e mostrar do que gostam. Podem usar meus comentários se quiserem - quem não tiver blog.

postado por: INGRID GUERRA 1:55 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Sexta-feira, Julho 22, 2005


Era só o que faltava... universidade de graça para virgens!


Pesquisas têm mostrado o crescimento alarmante de portadores do vírus HIV, principalmente entre os adolescentes, apesar das campanhas de uso de preservativos, educação sexual e da liberdade para discussão de assuntos relacionado a sexo - que o diga a sra. Sue Johanson (que eu nunca assisti, pois sou desprovida de canais por assinatura).
Ao que parece, nossos jovens, embora preocupados com a doença, não assimilaram toda essa informação e continuam cometendo erros que lhes custam caro, quando não a vida.
Algumas revistas semanais revelam que a castidade parece estar ganhando adeptos, embora esses estejam (me parece) deturpando, de certa forma, a conotação estipulada para o termo. Um bom exemplo disso é a matéria apresentada pela VEJA sobre (supostos) virgens portadores de doenças sexualmente transmissíveis (DST) - a qual relatava que adolescente estariam praticando atividades sexuais, porém, sem penetração vaginal, considerando que assim estariam livres de riscos.
Não obstante, creio que o parlamentar muçulmano de Uganda, na África, que resolveu apresentar um projeto de lei que garante universidade gratuita para mulheres virgens, não tenha ciência de um pequeno detalhe: o hímen nem sempre comprova, atualmente, a pureza ou saúde de uma jovem. O deputado Sulaiman Madada representa o distrito de Kyunga, uma das regiões com maior número de portadores do vírus HIV do país. Segundo o jornal Zero Hora (21/julho) a proposta não inclui homens devido às dificuldades de certificação da virgindade masculina, que, no caso das mulheres, se o projeto for aprovado, terão de comprovar sua abstinência sexual mediante atestado médico.
Não há esclarecimento na matéria (ou devo dizer nota?!) quanto a periodicidade dos exames, nem se a universidade disponibilizaria um médico para atestar a presença ou não do hímen das candidatas.
Será que a polêmica proposta ganharia adeptos no Brasil? Seria um bom consolo para encalhadas sem esperança, não seria?! Risos.


Figura? Clique: Moidsch

postado por: INGRID GUERRA 3:43 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Quarta-feira, Julho 13, 2005

Cultura inútil



Por favor, parem de rotular


O ser humano é mesmo engraçado, não contente em etiquetar condimentos alimentares e roupas passa a rotular, também, seus semelhantes. Uma prática que não tem nada de contemporânea, diga-se de passagem. A bossa, agora é a classificação dos detentores do cromossomo Y.
Depois dos "metrossexuais" eis que surgem os "retrossexuais". Termo usado para definir e delimitar homens avessos aos preceitos do metrossexualismo, no qual o cuidado com a aparência e a vaidade são essenciais.
Segundo o site Mulher, do portal Terra, o "retrossexual" possui uma aparência rude, de canalha, com toques primitivos, além de um sorriso angelical (que definição, hein?). Ele se sente orgulhoso de não ir à academia malhar e de não utilizar cremes cosméticos e loção pós-barba. No seu banheiro, basta água e sabonete. E sua curiosidade pelas últimas tendências da moda é nula.
Para completar a tríade-estereótipa só falta assomar-se os Vertrossexuais*: que deixam a barba crescer, mas cuidam da pele; aqueles que têm uma "pancinha", sim, mas sabem como ninguém se vestir de forma sexy e todo e qualquer homem que não esteja nem aí para classificações idiotas. Os verdadeiros homens - independente a opção sexual - que estão se lixando para qualquer classificação que alguém os queira incluir.

* Vertrossexuais - termo (criado por mim) cunhado única e exclusivamente para fins de protesto.
Figura? Clique: Moidsch

Fotos, fotos, fotos ...

Há, mais ao menos, um mês o jornal Zero Hora e a Associação Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) lançaram o concurso cultural Desafio Fotográfico, destinado a fotógrafos amadores.
Os interessados deveriam enviar (ao jornal ou a escola) três fotos - tema livre - com o objetivo de se classificar para etapa seguinte, na qual, teriam duas horas para fotografar diferentes ângulos de um dos pontos turísticos da capital gaúcha - o Parque Farroupilha (Redenção).
Os concorrentes, 30 no total, seriam avaliados pelo conjunto de fotos produzidas (fotografando com filme 35 mm tinham 24 poses para fotografar; com máquina fotográfica digital poderiam gravar até 10 poses no cartão de memória). A premiação para os três melhores trabalhos foram máquinas fotográficas.
O primeiro lugar, merecidamente, ficou com Maurício Berenhauser D'Elia, que aderiu - de forma literal - ao tema "um olha sobre a redenção", mostrando o Monumento ao Expedicionário enquadrado na íris do olho de uma jovem. Bacana, não?



Foto: Maurício Berenhauser D'Elia

postado por: INGRID GUERRA 2:07 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Sábado, Julho 09, 2005


Tempo para digerir...


Fico na teoria, pois, práticas, em geral, tende a passar longe de mim. Sendo assim, na impossibilidade de expressar opiniões mais qualificadas, me detenho a mostrar as percepções de uma garota fora do padrão vigente.
Deixo claro, em um preâmbulo, no entanto, que não vejo o menor problema em falar a respeito de sexo. Desde que se use uma linguagem apropriada - nada de adjetivos chulos (ou de mau gosto) quando existe uma infindável variação de sinônimos a nossa disposição.

Longe de puritanismos ou qualquer outra definição equivocada e simplista, tenho que confessar: fiquei constrangida ao assistir 9 Canções no cinema. Talvez o ambiente não fosse, realmente, o mais adequado para tal película. Não obstante, a curiosidade foi maior que a vergonha e lá estava eu, levando de arrasto uma de minhas colegas - fanzoca de uma (ou mais de uma?) das bandas que se apresentam - no filme de Michael Winterbottom.
A narrativa existe, embora se apresente de forma alternativa, no sentido empírico do termo. Um amontoado de cenas intercaladas entre sexo, drogas e rock'n'roll, sem grandes conexões entre si. Tornando tudo, de certa forma, banal e pouco atraente.
Confesso ter apreciado algumas cenas da 9 canções, porém, a necessidade de provocação do diretor acaba estragando-as pela sua explicitabilidade eminente.
Enfim, um filme que elimina a aura de sedução das cenas de sexo do cinema e apresentar um relato menos romantizado dos relacionamentos. Isso pode agradar expectadores com instinto voyeur, mas é incapaz de satisfazer os anseios de um público com hormônios estabilizados. Sou adepta do conteúdo.


Llorando - Rebekah Del Rio -

Yo estaba bien por un tiempo,
volviendo a sonreír.
Luego anoche te vi
tu mano me tocó
y el saludo de tu voz.
Y hablé muy bien de tu
sin saber que he estado
llorando por tu amor (x2).
Luego de tu adiós sentí todo mi dolor.
Sola y llorando,
llorando (x3).
No es fácil de entender
que al verte otra vez
Yo seguiré llorando

Yo que pensé que te olvidé
pero es verdad es la verdad
que te quiero aún más,
mucho más que ayer.
Dime tú qué puedo hacer
no me quieres ya
y siempre estaré
llorando por tu amor (x2).
Tu amor se llevó
todo mi corazon
y quedo llorando
llorando (x5)
por tu amor.

postado por: INGRID GUERRA 10:43 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Sexta-feira, Julho 08, 2005


Descobertas de inverno:


Por que quando você pára (de fazer atividades costumeiras - ex. férias) e começa a refletir sobre si mesmo é que descobre o quanto mudou, ou não. Ai Jesuis!

* Eu não ouço música - e isso não tem nada a ver com não gostar de ouvir, ou não escutar determinados gêneros, mas, sim, e somente, com o fato de não ouvir literalmente nada (nem rádio).

- E isso é muito ruim, pois todo mundo ouve música, conversa sobre música e você acaba "boiando" sempre. Aliás, meu professor de rádio recomendou a utilização, urgente, deste aparelhinho, alegria dos solitários da noite (o rádio). Que medo!

* Eu não gero mais polêmicas/discussões - e pensar que já fui tachada de Ingrid Guevara no colégio.

- Eu preciso discutir mais, minha vida não tem muito sentido sem uma briguinha verbal.

* Eu não tenho memória - e isso já não se resume apenas a datas de aniversário e nome de amigos ou ruas (filmes, músicas, artistas etc).

- onde vai parar uma jornalista desmemoriada?Tenho medo!!!!

* Meu gosto para homens está virando senso comum - que saco, eu sempre me encanto pelos caras mais cobiçados. Mesmo os não bonitos - afinal, não é a beleza que conta, mas o jeitinho cativante de ser.

- o problema é que eles são tão cativantes que encantam todo mundo. Oh saco!

* Eu adoro abraços - eu sinto uma necessidade física (isso é uma redundância? Não, é?) de abraços. Abraço todo mundo, conhecidos ou quase. E fico muito triste quando não posso abraçar quem eu quero.

* Eu não gosto de ter covinhas nas bochechas - não sei quem acha graça nisso. Coisa feia!

* Eu preciso de cor na minha vida, principalmente em meu corpo - não agüento mais tanta palidez, pior que nem todo o sol do mundo resolve isso. Que saco!

* Eu quero uma assinatura da net - por que se você é estudante de jornalismo e não dispõe de canais por assinatura em casa, 'cê 'tá por fora das discussões em aula. Afinal, você nunca viu o programa da vovó que fala sobre sexo; os noticiários em francês ou aquele documentário que todo mundo está comentando.

- Alguém disposto a fazer uma caridade, doando um assinaturazinha aí? Vai tio (tia) é baratinho!

* Eu nasci para ser repórter de Guerra - alguém me mande p'ra Colômbia, para o Afeganistão, ou para Londres, cobrir os atentados, por favor!

* Eu preciso escrever mais no meu blog - eu concordo, isso aqui está abandonado. E, estando em férias, não tenho desculpa. Aliás, tenho uma porção de coisas a comentar. Mas, fica para o próximo post.

* Eu tenho pés e mãos frios, mesmo no verão, (e eles congelam no inverno) - pior, enquanto meus pés estiverem gelados não consigo me esquentar, nem com 7 cobertores.



Ariadne abandonada*


Quando Teseu foi a Creta para enfrentar o Minotauro, Ariadne, a filha do rei Minos, ficou muito impressionada com sua bela figura e com seu olhar destemido. Ela sabia muito bem o risco que ele corria: mesmo que matasse o monstro, nunca conseguiria sair do labirinto, perdendo-se para sempre na trama infinita dos escuros corredores. Ariadne então se ofereceu para ajudar, desde que ele a levasse para Atenas como esposa. Teseu jurou que o faria, e ela lhe deu um novelo de fio mágico, que foi desenrolando sozinho até guiá-lo ao Minotauro. Torturada pela angústia, ela ficou lá fora, ouvindo os sons distantes da luta que se travou no coração do labirinto; quando, finalmente, Teseu ressurgiu, triunfante, trazendo a espada ensangüentada na mão, ela teve certeza de que aquele era o homem a quem ia entregar o seu corpo e o seu espírito.
Temendo a vingança do rei, os dois fugiram no mesmo navio em que Teseu tinha chegado à ilha. Em Naxos, então, já a salvo, passaram sua primeira noite completa de amor, e Ariadne adormeceu, encantada, nos braços seguros do herói. No entanto, ao acordar, a surpresa de sempre: ele tinha ido embora, deixando-a ali, sozinha, abandonada na areia daquela praia deserta. Ela não podia acreditar que fossem falsas todas aquelas juras de amor, e saiu correndo, desesperada, gritando o nome de Teseu, como se ele ainda pudesse escutá-la, até que subiu ao alto de um rochedo e pôde avistar a pequenina vela negra que desaparecia no horizonte. Sentiu-se perdida; não tinha mais para onde ir, e não podia voltar para Creta. Só lhe restava morrer.
Ela chorou o dia todo, enquanto procurava, entre lágrimas, um galho mais alto onde pudesse enforcar-se; à noitinha, vencida pelo cansaço, adormeceu na maciez de um relvado. No sono, a própria Afrodite, a deusa do amor, veio trazer-lhe consolo: "Não era homem para ti, Ariadne; eu te guardei para um deus!". E não era mentira, pois durante a noite chegou a Naxos o deus Diónisos, acompanhado de seu irrequieto séquito de sátiros e de bacantes. Quando Ariadne acordou, ao som alegre dos címbalos e dos guizos dos pandeiros, o deus estava ajoelhado junto a ela, amparando-a delicadamente em seus braços, afagando-lhe suavemente os cabelos: "Princesa, não chores por um homem que foi teu só por um dia; agora vais ter um deus como marido, e, desta vez, para sempre!". Sem hesitar, ela jogou no mar as lembranças de Teseu e tratou de ser feliz, numa lição exemplar para as Ariadnes modernas que ainda choram na praia: sequem as lágrimas, deixem aquela vela negra afastar-se na distância e preparem-se, finalmente, para a chegada do deus que vocês merecem. Pode ser que ele demore, pode ser até que não venha, mas não faz mal: o importante é viver plenamente a emoção que essa espera nos traz.

* O professor e escritor Cláudio Moreno** escreve quinzenalmente no Segundo Caderno da Zero Hora

**claudio.moreno@zerohora.com.br


Figuras? Click: Moidsch

postado por: INGRID GUERRA 1:50 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


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Ingrid/Female/21-25. Lives in Brazil/Rio Grande do Sul/Porto Alegre/Rio Branco, speaks Portuguese and English.
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