DIZem BUCHA

Não adianta procurar, pois aqui, você não vai achar nada para te agradar! Mas, se mesmo assim você quiser espiar, sinta-se livre para "DIZemBUCHAR". Frase do momento: Não há nada mais triste do que ter ciência de uma impossibilidade.



Sábado, Abril 30, 2005


Casos de família


Meu tio esteve aqui hoje. Estranho! Não o via há (uns) dez anos (talvez mais). Se o visse passar pelas ruas, não o reconheceria. Talvez, nossos caminhos tenham se cruzado algumas vezes, sem nenhum de nós perceber.
Eu estava triste. Definitivamente o dia não estava bom. Minhas fotos ficaram fora de foco, sem falar no enquadramento desastroso. Acordará com o pé esquerdo, me sentindo mal e as previsões para o final do dia não me alegravam.
De repente, minha mãe bateu na porta do meu quarto. Meus olhos estavam mareados. Havia chorado e estava desabafando com um amigo (pela net). Abri a porta, fui até a sala e o vi. Disse: olá, abrasei-o.
Perguntou-me como estava.
Respondi-lhe: bem e você? Como estão seus filhos?
- Estão bem.
Não tinha mais o que falar, fiquei parada, olhando-o. Quase voltei a chorar. Mas, não podia. Teria de explicar o porquê da tristeza. Felizmente minha mãe falou:
Ah, ela é tímida.... só estuda (quem, eu? Fala sério. Mães gostam de se enganar) e fica em frente ao computador. Aqui é o quartinho dela.
Eles entraram em meu quarto. Como de costume, o quarto estava uma zona. Pilhas de jornais no chão, revistas soltas sobre a mesa do computador, roupas no cabide de bolsas, cama por fazer, etc (odeio quando minha mãe faz isso).
Ele entrou, conferiu o que eu falava no computador, trocamos mais meia dúzia de palavra e saiu. Fechei a porta do quarto. Minha mãe continuou falando sobre nós. Voltei a conversar com meu amigo.
Não nos despedimos, ele partiu.


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postado por: INGRID GUERRA 5:42 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Domingo, Abril 24, 2005

Realmente irresistível

Depois de muito reclamar da persistente inclinação do horizonte, nas fotos de uma aluna (no caso, euzinha), eis que Júlio Cordeiro - fotografo da Zero Hora (e prof. da Famecos) - se rende ao enquadramento-ingridiano (risos).


A prova do 'crime'...



Fala sério: Fica muito bacana (tudo bem, nem sempre) esse enquadramento, não?! Eu gosto, mas, desaconselho em casos de fotografias de mar, rios etc.

Matéria? Click:Zero Hora - Elas mandam o peso longe

postado por: INGRID GUERRA 9:18 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Quinta-feira, Abril 21, 2005


Abandonando o futuro... pelo presente!


Tenho o péssimo habito de viver do futuro. E isso não se resume apenas em imaginar como estarei vivendo daqui a cinco ou dez anos.
Fico planejando o amanhã. Projetando toda minha vida para quando isso, ou aquilo, for acontecer. Só farei tal coisa quando estiver trabalhando, namorando, ou no dia em que eu for morar fora do país.
Assim que eu me formar, tomo jeito na vida, começo a me preocupar mais com meus afazeres.
No momento em que eu tiver um namorado, passo a me preocupar com as unhas das mãos, sobrancelhas, cabelo e pele - seca ou oleosa.
Balela. Todo mundo está cansado de saber que as coisas não são assim. Ou você muda, por si mesma (sem ajuda de nada ou de ninguém), agora, ou viverá para sempre do mesmo jeito. Reclamando, se incomodando e deixando tudo pra depois, sem fazer esforço nenhum, esperando por um milagre.
Como não pretendo viver assim para sempre, decidi tomar uma atitude drástica. Estou disposta a aprender a gostar de mim mesma, antes de me aventurar pelo vale dos amores perdidos (evitando, assim, cair no vale dos amores platônicos). Caso minha missão-quase-impossível não obtenha êxito irei me candidatar a "mama" (espécie de Papa as avessas - do sexo feminino) ou me jogarei de uma ponte (bung-jump, lógico! Só pra ver se acordo pra vida né?! 'Tô muito nova pra morrer).


Mudar

Comparações também são o meu mal. Adoro comparar o trabalho dos outros ao meu. Acredito, sempre, que os outros são mais queridos ou menos cobrados. Fico extremamente chateada quando recebo notas que me parecem incoerentes. Revolto-me e chego a brigar se tiver razão.
Mas, quando não tenho, travo batalhas internamente - comigo mesma - por não ter feito algo tão bom quanto os outros.
E acima de tudo, o que mais triste me deixa, é não ser elogiada (como os outros são) quando eu mereço. As pessoas evitam falar bem de meus trabalhos com medo de que eu me "ache" demais. Não é a coisa mais louca e absurda, isso? E eu já ouvi a frase de uma professora (na oitava série. Fiquei traumatizada). O pior é perceber que isso ainda ocorre mesmo que não tão explicitamente. Como podem ver, sou mais uma pobre vítima de uma sociedade-acadêmica-escolar muito cruel.

Permanecer

Apesar de tudo, existe uma coisa que eu, de certa forma, admiro em mim: a falta de personagens. Não crio imagens de mim mesma. Sou o que sou. Falo dos meus defeitos para quem quiser ouvir, sem medo de parecer inferior ao outros (e por vezes, dependendo do assunto, não me sentindo nada inferior a ninguém por isso). Se tenho dificuldades com línguas, sou preguiçosa e adoro receber as coisas de mãos-beijadas porque esconder isso? Não costumo usar capas de "poder" para encobrir meus defeitos com medo de reprovação. Se estou feliz: sorrio, se estou chateada: fico de beiço, se estou com raiva: grito. Não escondo minha personalidade a espera de aceitação. Já me disseram que é preciso ceder algumas vezes, mudar hábitos para conquistar alguém. Porém, será que vale a pena se anular por terceiros? Creio que não. Creio que devemos ser amados pelo que somos de verdade. Não pelo que os outros querem que sejamos.

Por isso, esse momento está sendo importante para mim. Pois quero mudar por mim mesma. Não para agradar alguém que eu deseje conquistar. Agora que estou com o coração livre, posso me dedicar a uma guerra só minha. Buscando minha estima de volta. E, quem sabe, finalmente, conseguir me amar, verdadeiramente.


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postado por: INGRID GUERRA 5:42 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Terça-feira, Abril 19, 2005



Conhecendo os fotógrafos do Brasil (e do mundo) .


Tenho pensando muito em fotos ultimamente, não apenas para montar minhas pautas, em fotojornalismo II, mas, como uma possibilidade de futuro-profissional (ok, você já não suporta mais ler isso, aqui, não é?). A questão é que tenho muito a aprender, muito mesmo, minhas fotos não são exatamente o que eu espero de mim mesma e o processo ainda é lento. As ações ainda não são automáticas, ao contrário, são muito lerdas e não aprendi a resolver os possíveis problemas (aliás, nem câmera própria eu tenho ainda) etc. Mas, creio que posso melhorar. E é atrás disso que eu vou. Para tanto, nada melhor do que ver o trabalho dos fotógrafos do Brasil e do mundo, não é?!
Não obstante, na vida, como nas fotos, você ganha de um lado e perde do outro. Estou deixando de lado meu querido bloguinho. Mas, don't worry! Eu não perdi a capacidade de reflexão. Tenho pensado muito sobre os mais variados temas. Só não compartilho minhas idéias, ainda, porque elas estão mentalmente desorganizadas. Quando conseguir juntar A-B, eu sei, poderá sair coisas boas desta caixinha preta. Enquanto isso, vamos ver fotos legais?


Adoro essa 'história' de reflexos. Ficam ótimas!



No Fotogarrafa você vai encontrar o trabalho do Marcelo Min. Ele ficou "conhecido" como o fotografo espancado pelos seguranças do Maluf. Um absurdo. Vocês lembram dele? Desta pauta (do Marcelo), Periferia na Academia, gosto, particularmente, da segunda. Mas ele tem outras ótimas, também, em outras pautas.

Nesta aqui tem uma foto "tortinha" (levemente inclinada), e eu adoro fotos inclinadas (embora tenha entendido que nem sempre funcionam): Tunel do Metrô (outubro 14, 2004) a primeiro foto da pauta é minha favorita. Ainda neste mesmo link você irá encontra Rua Rego Freitas, Luta contra a Injustiça a sétima foto 'tá muito bacana.


Um conselho. Se você gosta de foto, se perca ali. Pois além de fotos dele há links ótimos para outros fotógrafos do mundo.

postado por: INGRID GUERRA 2:09 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Domingo, Abril 17, 2005



A espera pela decapitação


Vai entender... um dia seu trabalho recebe um "quase-elogio" e no outro (dia - mesmo trabalho) o professor simplesmente amputa seus braços e pernas, sem dó nem piedade, em frente a seus colegas (inclusive aquela garota metidinha que não vai com sua cara, e pensa estar no primário).
Agora é esperar pela decapitação, já que não há muitas partes do corpo a serem cortadas em público, na apresentação da próxima pauta (fotográfica).
E, se Deus quiser e o demo permitir, renascer das cinzas, como uma fênix, nas duas últimas pautas antes da 'prova'. Desta vez com avaliação do compreensível-salve-salve JC.

Proponho a campanha:

Sempé, não perca a cabeça, use o coração. Cadê sua compaixão?


En retard.

Recebi este poema - através do orkut (por meio da comunidade da Angel) - no dia em que se comemorou o Beijo, 13 de abril. Como não fiz, este ano, nenhuma homenagem a uma das melhores coisas da vida, resolvi compartilhar, agora, com meus leitores esta bela expressão do desejo humano


Poemas de Saliva*

Deslizo poemas de saliva
No rascunho da tua pele
Rimas profanas, estrofes abissais
O sentido profundo de um verso
Fala a língua dos teus gestos
Em convulsões gramaticais

Poemas recatados na tua pele sem pecado
Poemas de navalha no teu corpo sem perdão
A figura de linguagem do desejo
Fala a língua do meu beijo
Sem tradução

* Ricardo Kelmer


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postado por: INGRID GUERRA 11:36 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Quarta-feira, Abril 13, 2005

Lágrimas de dor e discurso emocionado
marcaram a despedida a Vargas



Por: Ingrid Guerra
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O Ministro da Fazenda discursa com emoção diante do túmulo do Presidente. Nesta quinta-feira, no cemitério Jardim da Paz, em São Borja, Oswaldo Aranha chorou a perda do companheiro e amigo de infância. Ao lado de Tancredo Neves, João Goulart e outras personalidades, despediu-se do corpo de Getúlio Vargas.
Na noite de terça-feira, 24, Aranha se retirou do Palácio do Catete acompanhado por seus filhos de revólver em punho, cercado por revoltosos que quase levaram seu carro. Preocupado com as conseqüências da crise que se agravava, quis voltar para o lado do amigo, ao que foi advertido que esperasse, em casa, pelo chamado do presidente. Getúlio se suicidaria pouco depois.
Aranha foi a primeira pessoa a ler a carta-testamento. Fôra ele, também, quem acompanhou o corpo do Presidente até São Borja, terra que viu seus primeiros passos e embalou seus sonhos e planos. Com o penhor de uma amizade que se iniciou na fronteira - ambos filhos de fazendeiros de municípios fronteiriços e vizinhos - e nela se findava, fez-lhe, em prantos, elogios fúnebres:
"Quando há vinte e tantos anos assumiste o Governo deste país, o Brasil era uma terra parada e tu entreabriste a consciência das coisas, a realidade dos problemas, a perspectiva do nosso destino". Aranha afirmou, ainda: "trouxestes uma cruzada que não se encerra contigo, mas contigo se multiplicará. Uma cruzada que não está marcada no tempo e não tem horizonte fixado".
Terminou o discurso relembrando os momentos de cumplicidade em sua trajetória política. Aranha declarou que conheceu o intimo de Vargas como talvez poucos homens puderam conhecer. "Entre os grandes títulos da minha vida, um dos maiores era a honra da tua amizade que acidente político nunca modificaram, antes estreitaram e engrandeceram entre nós".

postado por: INGRID GUERRA 1:03 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Domingo, Abril 10, 2005


Fotojornalista, eu?! Por que não?


Tenho mudado minha forma de pensar nos últimos tempos. Desde que ingressei na faculdade de jornalismo modifiquei inúmeras vezes minhas preferências.
Em 2001 entrei no curso com a idéia fixa de fazer tevê: apresentar algum telejornal, ser repórter de rua ou coisas do tipo. Dois semestres foram o suficiente para eliminar esse anseio inicial. Descobri que tenho um certo problema com microfones e, principalmente, com minha voz (tudo bem, para isso existem as fonoaudiólogas, mas, ainda existe minha aversão a câmeras - melhor dizendo a ser filmada/fotografada por elas). Sendo assim, rádio também foi uma possibilidade eliminada (apesar de meu estágio voluntário - catástrofe - no programa Comunicação Social Clube). Então, sem muita alternativa e com um intenso coro que dizia que meus textos eram (são) bons - e acreditando nisso - planejei meu futuro acreditando que trabalharia em algo impresso, ou que necessitasse de meu dedinhar no teclado (o que inclui Internet).
Tudo isso, claro, antes de ter tido cadeiras de fotografia. Hoje acredito que possa vir a me tornar uma jornalista fotográfica (quiçá das boas!), apesar de meu terrível primeiro contato com câmeras (semi)profissionais.
Mesmo antes de qualquer intimidade com diafragma (controla a abertura da lente), obturador (controla a velocidade que será usada) e fotômetro (indica a quantidade de luz que esta sendo exposto o objeto) me aventurei em um estágio (também voluntário) de fotojornalismo, no jornal Hipertexto, da FAMECOS. O resultado vocês podem imaginar: calamidade total. Foco era algo inexistente em minhas fotos, sem falar que o enquadramento era um tanto precário também (aliás, ainda é um pouquinho, devido a minha mania de entortar a câmera para fazer composições diferentes - o que nem sempre funciona muito bem. Mas já aprendi a lição), tudo isso me levou a crer que não servia para o metier.
Porém, vi uma luz no fim do túnel depois de algumas aulas com o talentoso Júlio Cordeiro - meu professor e fotógrafo da ZH (trabalhos dele estão quase sempre na capa ou contracapa do jornal). E, neste semestre, com a ajuda - adicional - de Élson Sempé (fotógrafo da câmara e também meu professor) e seus "passos para uma boa foto" acredito que a coisa tende a melhorar. E isso tem me deixado muito feliz, pois, abre uma nova possibilidade profissional que se encaixa perfeitamente em meu sonho-mor de ser correspondente de Guerra.

Agora só preciso comprar uma câmera e sair por aí testando meus dotes fotojornalisticos. Se algum bem aventurado leitor deste humilde blog quiser presentear essa pobre bloggueira com um Nikon (F... alguma coisa) ou Cannon (sei menos ainda as classificações), sinta-se livre para enviá-la ao meu endereço. Merci. A bientôt!


OBS: Eu estava assassinando a língua francesa e ninguém me avisou, não é?! Que coisa, mas, já arrumei o equivoco!

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postado por: INGRID GUERRA 11:30 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Sexta-feira, Abril 08, 2005


Pagando bem, que mal tem!? Será?


Em um e-mail recente que recebi de um amigo jornalista, que agora vive na Itália, havia a frase: "Ser jornalista é estar onde as coisas estão acontecendo" dita, supostamente, por Ana Paula Padrão. Ele usou a citação para "justificar" sua visita a Roma, onde acompanhara a "despedida" (velório, enterro, etc) do Papa.
Esta frase me fez refletir sobre o que Willian Bonner está fazendo no Vaticano, com tantos correspondentes da Globo por lá. Fiquei me questionando se era realmente necessária a presença do ancora do jornal Nacional naquele lugar.
Ilze Scamparini está a tantos anos cobrindo o Vaticano (e a Itália como um todo) que não haveria, ao meu ver, porque não dar a ela uma abertura maior neste caso. Além disso, Caco Barcellos - que vive em Paris - também viajou a Roma e os dois poderiam fazer um bom trabalho sem a ajuda de Bonner. Todavia, não o condeno por sua escolha. Afinal, poucos são (principalmente jornalistas) os que não gostariam de estar lá neste momento. Felizmente, ou não, eu NÃO me encaixo neste grupo.
Sempre que aparece nos noticiários algum conflito (Guerras e assemelhados) eu tenho vontade de estar no local fazendo reportagens, denunciando o sofrimento dos civis e mostrando as barbaridades de que os homens são capazes. Tanto que um de meus projetos, para o futuro, é ir para Colômbia e tentar algum contado com o pessoal das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Porém, não me vi, se quer por um momento, com anseios quanto a estar em um lugar superlotado, esperando notícias oficiais que confirmem os murmurinhos que rolam, sem muito o quê fazer além de recolher suposições e esperar novidades. Admito que estou generalizando a coisa. Mas, não rola... não comigo. Alias, rolar, até rolava, com uma boa ajuda de custos e um salário bacana, eu até faria o sacrifício de cobrir a morte e sucessão do pontífice na Europa. Só assim. Arriverdeci!

Errata: (correção na frase em negrito) faltava um segundo "não" na frase, para dar o sentido adequado.


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postado por: INGRID GUERRA 8:11 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Quarta-feira, Abril 06, 2005


Estranho apego


Palavras... nunca fui tão apegada a elas! Na adolescência tinha uma tremenda implicância com a língua portuguesa e todas as suas malditas regras. Gostava mesmo dos números. Talvez minha paixão pela matemática tenha sido apenas um reflexo do bom relacionamento com os professores desta temida disciplina, em oposição as horripilantes propagadoras da língua de Camões. Pois hoje me vejo absolutamente dependente desta junção de letras, não apenas para me sustentar, afinal, sou ainda uma estudante sem remuneração, mas para viver. E por incrível que pareça, eu aprendi a amá-las. Temos uma espécie de casamento. Muitas vezes esta relação fica obscura. Algumas palavras somem, sem me dar aviso prévio, sem dizer se voltarão, apenas escorrem por algum orifício do meu corpo.
Sinto-me só, abandonada e desgraçada por não tê-las ao meu lado quando necessito tanto deste apoio. E como eu me apoio nelas. Por vezes em demasia. Apego-me tanto a algumas que elas fincam as entranhas em meus textos e aparecem em cada parágrafo.
Percebi este apego ha alguns dias. Na verdade, eu já tinha consciência, as coisas só ficaram mais claras. Estava no cinema com meu irmão, era um sábado a noite e os casais lotaram a sala. Não era um filme romântico, ao contrário se quer beijo havia. Falava de inferno, céu, Deus e o diabo. Sobre a brincadeira dos dois com os mortais e coisas do tipo. Sim, era Constantine.
Por incrível que pareça não fiquei analisando essa relação, mas apenas uma frase da narrativa, que não lembro integralmente, mas o sentido era de que "sempre existe um porém", um mas, um todavia, contudo, não obstante e 'n' outras variações.
Se você observar, em meus textos, verá o quanto uso esse condicional. Tudo em minha vida parece ter um 'mas'. Só não sei quem surgiu primeiro, o condicional-textual, ou o da vida real. Gostaria de me separar dele, ao menos por um tempo, e ter a liberdade de não pensar em nada além dos meus desejos e, assim, colocar em prática os mais intensos.


Frase do momento: não há nada mais triste do que ter ciência de uma impossibilidade.


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postado por: INGRID GUERRA 4:27 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


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Ingrid/Female/21-25. Lives in Brazil/Rio Grande do Sul/Porto Alegre/Rio Branco, speaks Portuguese and English.
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