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Terça-feira, Março 29, 2005
Morte anunciada
Presidente Lincoln é assassinado em Washington
Por: Ingrid Guerra ________________
O presidente dos Estados Unidos morreu, nesta manhã, após ser atingido, na nuca, por um tiro deferido pelo escravista, John Wilkes Booth, na noite de ontem. Abraham Lincoln, 56 anos, assistia a um espetáculo no Teatro Ford, em Washington, no momento do crime. Filho de agricultor tornou-se abolicionista durante a Guerra Civil, na qual, conseguiu a emancipação dos escravos.
Na noite anterior Lincoln relatara a um grupo de amigos, na Casa Branca, o sonho que o perturbara há cerca de dez dias, e se revelaria o prelúdio de sua morte. O chefe de polícia do Distrito de Colúmbia, Ward Hill Lamon, que se encontrava presente no momento da narração anotou alguns detalhes.
Lincoln teria dito "Escutei soluços sufocados, como se várias pessoas estivessem chorando. No sonho, saí da cama, lancei-me escadas abaixo e segui até a Sala Oriental. Encontrei aí uma surpresa perturbadora. Em um catafalco se achava um cadáver. Ao seu redor, soldados de guarda, e um indígena que olhava com tristeza o corpo que ali jazia, cujo rosto estava oculto por um lençol. Perguntei a um soldado, quem foi que morreu na Casa Branca? O presidente - respondeu-me ele - foi morto por um assassino."
John Wilkes Booth, membro de uma família de atores e defensor da escravatura com ligações fortes ao Sul, transformaria a premunição de Lincoln em realidade, nesta sexta-feira santa. O homem que ficaria famoso com a frase uma "casa dividida não pode se manter" não possuía grande apreço dos sulistas. Em 1960 foi eleito, com 40 % dos votos dos eleitores, mas com uma grande maioria no Colégio Eleitora, sendo que ali não obteve nenhum voto dos Estados do Sul.
A política do 16º presidente dos Estados Unidos foi se modificando durante a Guerra da Secessão, entre Sul e Norte, travada de 1961 a 1964. No princípio defendendo a manutenção da escravatura nos estados em que ela existia, mas proibindo sua expansão, até tornar-se abertamente abolicionista ao fim do conflito, vencido pelo Norte.
Figura? Click: Moidsch
postado por: INGRID GUERRA 3:09 PM DIZemBUCHA aí!!
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Sábado, Março 26, 2005
A pusilânime*!
A necessidade de esquecer é proporcional a** quantidade de tempo que você dispensa pensando. Já notaram isso? Quanto menos você deseja lembrar, mais você pensa. Incrível! E seus princípios morais lhe perturbam por isso. Dá vontade de mandar tudo as favas, correr atrás do que se quer e deixar o resto do mundo explodir. Mas (daí) você começa a refletir, vê que as conseqüências dos seus atos podem ser catastróficas e você nem mesmo sabe se deseja, verdadeiramente, aquilo.
É tudo tão ambíguo, tão angustiante, tão perturbador. Você tem vontade de falar, contar a todos sobre o que sente. Porém sabe que ninguém pode descobrir o que seus sonhos mais secretos temem admitir. Pois, inevitavelmente você será julgada. Condenada, até. Sem possibilidade de defesa. E mesmo ciente de seu (possível) erro, você desejará cometê-lo.
Todavia, se este erro só puder ser cometido a dois não haverá o que temer. Afinal, o outro ser envolvido pode não despender atenção necessária à contravenção. Sendo assim, problema resolvido. Mas você não pára de cogitar na possibilidade. Por que será?
postado por: INGRID GUERRA 4:56 PM DIZemBUCHA aí!!
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Sexta-feira, Março 25, 2005
Atendendo a pedidos:
srta. Arguer e a saga: o show de Lenny Kravitz.
Tudo começou quando algumas amigas, em uma janta aqui em casa, comentaram que iriam ao esperado show do acepipe-black-power-mais-gostoso-do-momento, instigando em min a vontade de ver aqueles lábios mais de perto. Não obstante, devido ao alto custo da jornada e minha eminente falta de estalecas - decorrente de meu não-estado-profissional -, preferi não pronunciar maiores interesses. Estava certa de que ficaria em casa esperando o parecer de terceiros a respeito da noite. Foi então que meu irmão comunicou-me, na última hora, que teria de ir ao show (como se fosse um sacrifício). Incomodei-o tanto, que resolveu fazer-me um agrado, pagando meu ingresso.
E lá fomos nós: meu irmão, sua ficante (fumante), um casal de amigos e eu. Houve algumas discussões no percurso, devido a falta de organização (imperante) dos envolvidos, mas, chegamos felizes ao local. Tudo, claro, até eu ver o lugar onde eu "veria" o Show. Arquibancadas inferiores (de baixo), no estádio do grêmio - detalhe, nunca tinha visitado um estádio. Eu mal consegui ver o telão (estava sem óculos), quem dirá o palco ou Lenny Kravitz (boca então? Nem pensar).
Sem ver nada (e, visivelmente decepcionada) ainda tive que suportar a fumaça. Sim, fumantes por todos os lados (alguns bem próximos a mim) poluiam meus alvéolos pulmonares (meu irmão é um fofo - quando quer - mas nem ele foi capaz de conter os anseios por nicotina dos que ali se encontravam). Tudo bem, paciência. Estou sem meu celular (normal, carregar aquilo pra quê? Odeio fones), não vou encontrar minhas amigas, mesmo. Mas, melhor não reclamar, já que não paguei nada e fui eu quem insistiu em vir.
A "Celebração" vai começar.
Eu, no máximo, conhecia umas cinco canções do astro. Então, nem fiquei muito encanada se não conseguia cantar, ou não pulava desesperadamente. Fiquei na minha, observando - de um bom ângulo (na medida do possível) onde poderia ficar sentada - o telão (que mesmo em pé, não era algo nítido pra mim) e tentando entender o que ele dizia.
Lenny é uma cara religioso, fala muito em Deus, agradece a Ele a todo momento. Me lembrou um pastor americano, daquelas missas de filmes da sessão da tarde, com gestos e expressões típicas (meu irmão e alguns amigos tiveram a mesma impressão).
Agitado, empolgado e incompreendido pedia, inutilmente, ao público que o acompanhassem em alguns sons, nos quais ele "perguntaria" algo e nós "responderíamos". Porém, não obteve retorno. Confesso que nem mesmo eu entendi o que era para dizer. Ficaram todos quietos. Ele disse: ok! Pensando (suponho): não deu certo! Fez alguns gestos com os braços, esses sim imitados pelos espectadores, e perseguiu sua celebração.
Agradeceu aos que ali estavam, que enfrentaram a chuva para vê-lo, apresentou sua banda (que possui uma baterista - o que me fez pensar na minha amiga Clari, que tem "paixão" pelo instrumento), cantou uma última canção e partiu. Assim como nós. Talvez com um pequeno vazio por não conseguir passar (toda) sua mensagem. Mas ainda assim, com estilo.
Chocolate para acalmar as inquietações do ser
Nesta Páscoa desejo a todos que - como diria minha amiga Luma (e sua ilustração de páscoa altamente provocante)- não podem desfrutar, assim como eu, dos prazeres "carnais".... Chocolate!!!
Fotos? Desculpem, perdi o endereço!
postado por: INGRID GUERRA 10:59 AM DIZemBUCHA aí!!
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Sábado, Março 19, 2005
Voyerismo de banheiro.
Se você faz parte daquele grupo de pessoas que vivem em apartamentos, cuidado! Sim, muito cuidado. Pondere bem sua conduta moral. Não apenas para evitar brigas com vizinhos fuxiqueiros, como também, para escapar de maiores constrangimentos em relação a sua intimidade.
Não, não estou falando de som alto, brigas durante a madrugada, correria de crianças, cachorro latindo, e toda sorte de perturbações que podem atormentar a vida de seus vizinhos. Mas, de uma parte essencial da casa que todos freqüentam e de onde você pode ouvir os maiores absurdos: o banheiro.
Sim, o mais intimo dos cômodos de uma residência deve se manter imaculado, caso você não deseje expor suas particularidade.
Em alguns prédios as janelas dos banheiros estão direcionadas a poços de luz. Como todos sabem, poços são locais de fácil propagação de ecos. Sendo assim, mesmo que seus vizinhos sejam pessoas de boa índole, não se envolvendo na vida de terceiro, será difícil - para eles - manter os ouvidos fechados.
Sabendo disso, criei uma tática de informações-de-banheiro. Toda vez que meus jornais eram surrupiados, lá ia eu, ao lavabo, discutir - com minha mãe - o absurdo que ocorria neste prédio, no qual, supostamente, moram pessoas civilizadas. Com o intuito, lógico, de comunicar a todos minha ira. Outra atitude recomendada é falar apenas o essencial neste ambiente e sempre em um tom de voz que se assemelhe ao cochicho. E acima de tudo, manter a porta fechada, mesmo quando você não se encontra lá dentro.
Não esporadicamente escuto conversas hilárias, geralmente envolvendo crianças, quando utilizo o banheiro. Certa vez, estava eu, quietinha, fazendo minha higiene bucal, a noite, ouvindo risos infantis e algumas palavra sem muita conexão. Quanto de repente ouço uma voz masculina gritando:
- o que vocês estão fazendo? Eu não acredito nisso! Porque vocês fizeram coco no chão? Eu não vou limpar essa merda. Fulana (no caso, suponho, a mãe), vem cá ver o que as crianças fizeram no banheiro! - tudo claro, acompanhado de mais risos e acusações recíprocas (das crianças) a respeito de quem era o culpado pelo ato.
Na semana seguinte foi a vez de choros e berros de uma adolescente - suponho - em crise com a mãe, ameaçando sair de casa. E ontem, enquanto fazia uma faxina geral no local - sim, as vezes (bem esporadicamente), eu limpo as coisas em casa - ouvi ruídos estranhos. Algo como se alguém estivesse usando uma taboa de lavar roupas.
Continue limpando a pia, tranqüilamente, até que comecei a ouvir uns gritos estranhos. Eram 4 horas da tarde e eu não tinha noção do que era aquilo. O ruído - da suposta tabua de lavar roupas - se intensificou, seguido por gemidos, agora sim, bem claros e audíveis. Então percebi que deveria adiar minha faxina. Afinal, não sou nenhuma pervertida pra ficar ouvindo ruídos obscenos e impuros (heheheh). Apenas perversa (fofoqueira não!) o suficiente para - em uma crise de criatividade - postar estes detalhes sórdidos da vida em condomínios. Com o intuito, claro, de avisar a todos que não cometam o pecado de propagação do prazer-pessoal pelos vidros dos banheiros alheios.
postado por: INGRID GUERRA 8:47 PM DIZemBUCHA aí!!
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Quinta-feira, Março 10, 2005
Perturbações mentais
Minha cabeça não tem estado no lugar devido ultimamente. Não, não descobri nenhuma fórmula mirabolante de deslocamento do encéfalo, ou coisas do gênero. Tenho, apenas, arrumado perturbações extras com os mais estranhos pensamentos. Reflexões a respeito de temas variados: desde a bíblia até o comportamento humano.
Nunca fui religiosa, não freqüento igrejas e nem catequese eu fiz. Por isso, minha intimidade com os textos bíblicos era (e continua sendo, praticamente) nula. Todavia, acabei sendo apresentada a Gênesis, por meu professor de Leituras em Jornalismo, sr. Antônio Holdfeldt e cheguei a conclusão de que aquilo tudo é um grande embuste.
Antes que alguém me condene por blasfêmia, quero dizer que, sendo católica, também me condenei. Achei minhas dúvidas, um tanto, paradoxais já que creio em Deus. Todavia, refleti sobre o assunto e percebi que acreditar em Deus, não me impede de duvidar da bíblia. Afinal, quem me garante que aquilo aconteceu mesmo? Os padres? Os crentes? A igreja católica foi a responsável por tantas atrocidades conhecidas historicamente, porque não imporia a sociedade cristã um texto mentiroso para retificar suas leis morais?
Se Deus criou seus "filhos" a sua imagem e semelhança, porque quisera ele que seus rebentos permanecessem na ignorância? Talvez, pela felicidade estar exatamente aí, na ignorância?! Você já refletiu sobre isso? Pois eu já, e constatei que quanto menos você souber, menos sofrimento você terá na vida. Por exemplo, se você não sabe que se jogar em chafariz públicos, cheios de bactérias pode provocar diversos males a sua saúde. No primeiro dia de calor você se atira naquela piscina de germes, feliz da vida. Ok, foi um exemplo tosco, mas, ta servindo por enquanto.
Porém, duvido que o 'todo-poderoso' tenha pensado assim. Afinal, se alguém perguntasse a você: você prefere ser um ignorante feliz, ou possuir o conhecimento e ter apenas momentos de alegria, o que você escolheria? Eu escolheria o conhecimento. Foi o que fizeram, sem pensar, Adão e Eva, certo? E daí, o que houve? Deus castigou-os, lhes impôs sofrimentos durante a vida, lhes tirou a imortalidade e ainda deu ao homem o poder de governar sua esposa? Peraí, isso tá me parecendo machismo demais para um ser tão poderoso, não tá não?
Admito que, talvez, esses argumentos sejam muito superficiais para contestar uma cultura milenar. Todavia, estou apenas apresentando alguns de meus devaneios mais recentes. Quem quiser se aprofundar no assunto e defender essa tese, sinta-se a vontade. Só não esqueça de voltar aqui para me contar o que descobriu.
Já no aspecto mais comportamental, de nossa sociedade, meu incomodo se encontra nos julgamentos que fazemos. Não costumo julgar ninguém, mas, confesso, que me precipito, as vezes, tirando conclusões incoerente a realidade. E isso me inquieta. Disseram-me, certa vez, que tenho os princípios mais infelizes da face terrestre. O pior (de tudo) é que tenho que concordar. Sofro por isso, sofro por tentar não fazer aos outros, o que não gostaria que fizessem a mim. Não obstante, meus sofrimentos não são o objetivo deste post e, sim, o comportamento comum a quase todos os mortais: o julgamento.
Basta alguém olhar de um jeito mais provocante para nosso namorado (a) para sairmos insultando a(o) pobre infeliz. Se duvidar, ou der mole, partimos para ignorância e tudo isso sem pensar por um segundo nos sentimentos desta pessoa.
Vamos supor que a pessoa que encara nosso amado (a) tenha se apaixonado por ele, assim como nós, e mesmo sem a menor possibilidade de um dia vir a estar com ele(a), não conseguir esconder tais sentimentos. Merecerá ela ouvir uma variedade de palavras de baixo calão? Não poderá ela sonhar, mesmo que em vão, um dia conquistar sua paixão, só porque este possui uma companheira? Creio que não. Se tivéssemos o poder de escolher quem amar não haveria no mundo tantas pessoas infelizes no amor. Nem nos apaixonaríamos por pessoas comprometidas com namoradas (os); maridos (esposas) etc. Afinal, ninguém gosta de sofrer, ou gosta? Talvez se as pessoas pensassem mais nisso e fossem mais compreensivas - se colocando no lugar do outro - esse mundo fosse bem melhor.
postado por: INGRID GUERRA 12:52 AM DIZemBUCHA aí!!
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Quarta-feira, Março 09, 2005
Sensacionalista, eu? Será?
Morre um homem, perpetua-se uma lenda.
Após sete anos de odiosas investidas contra negros e mexicanos, o temido Billy the Kid é assassinado em Fort Sumer. Na noite de 25 de julho, quando atravessava a principal rua da cidade, Billy foi surpreendido por disparos que atingiram seu ventre, levando-o a morte.
Bill Harrigan nascera em um cortiço subterrâneo de Nova York, no ano de 1859. Criado entre negros, tinha orgulhos de ser branco. Aos 12 anos juntou-se ao bando dos Anjos do Pântano - divindades que agiam entre esgotos, saqueando marinheiros - que lhe serviu como escola para se converter na lenda: Billy the Kid.
Nos idos de 1872, quando a América sofria então a atração do Oeste, o jovem que apreciava melodramas de cowboys, fôra conquistar as terras do Arizona e do Novo México. Iniciando, aos 14 anos, em uma destemperada noite de 1873, na perigosa taverna de Llano Estacado, seu histórico de homicídios.
Não se sabe, ao certo, o número total de mortes provocadas por ele, já que, desprezava de sua lista os mortos mexicanos. Todavia, sua arma demonstrava, com riscos feitos a canivete, que 21 pessoas teriam perdido a vida em suas mãos, até a noite em que o comissário Garrett o derrubara, para sempre, de seu inseparável cavalo.
O dia já havia alvorecido quando os moradores do local confirmaram sua morte. Vestiram-no e o exibiram na vitrine do maior armazém da localidade, deixando-o ali até o seu enterro, quatro dias depois.
postado por: INGRID GUERRA 1:15 AM DIZemBUCHA aí!!
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Domingo, Março 06, 2005
As aulas começaram e a moleza, definitivamente, acabou junto com as férias. Já na primeira semana tivemos uma base de como será o semestre. Muito Xerox p'ra ler, textos a produzir e trabalhos a serem entregues. Por incrível que pareça, estava com saudade de tudo isso. Afinal, a falta de obrigações me deixa com mais preguiça do que o de costume, ultrapassando os padrões da normalidade.
Mas, nem só de cama, ventilador e frutas frescas, passei meu verão. Aproveitei a temporada de teatro (Porto Verão Alegre) para assistir mais duas peças que, há séculos, esperavam por minha presença. Se meu ponto G falasse e O segredo íntimo dos homens. Confesso que fiquei um tanto decepcionada com ambos.
Se meu ponto G falasse (há 8 anos em cartaz), considerada um clássico do teatro gaúcho, trata de sexualidade, casamento, separação, profissão, beleza e medos das mulheres, com um toque de sarcasmo e muito bom humor. Mas, apesar de nos fazer rir, os diálogos nos parecem, por vezes, desgastados pelo tempo. Repetindo, como de costume, não apenas o dia e o mês - toda a vez que a folha do calendário é arrancada -, como também as ações e confabulações afetadas por uma visão burlesca.
As mesmas "tiradas de sempre", sobre o comportamento feminino, nos provocam a impressão de que a mulher ainda não aprendeu o caminho para a evolução. E, talvez, venha exatamente daí o desinteresse masculino em desvendar a alma feminina.
Mas, se você não está nem aí para esse papinho-pseudo-analítico-filosófico e quer mesmo diversão, vai gostar de ver no palco a performance das atrizes. Principalmente quando estas resolvem discorrer sobre o ato sexual, usando uma cenoura como objeto propício para uma demonstração de felação.
Ficha Técnica:
Autores: Heloísa Migliavacca,
Júlio Conte e
Patsy Cecato.
Elenco: Heloísa Migliavacca e
Patsy Cecato.
Direção: Júlio Conte.
Duração: 1h10min
Em o segredo íntimo dos homens quem perde a oportunidade de se revelar, verdadeira e inteligentemente, são os detentores do cromossoma Y. Novamente, aqui, o texto se prende ao caricato. Nada mais natural, diriam alguns, se tratando de uma comédia que discorre a respeito dos problemas psico-sociais do pênis. A questão é que o espetáculo não atinge o público como poderia, já que os produtores esquecem que nem toda a comédia precisa ser escrachada. Nem mesmo a interação com o público os salva dos sorrisos amarelados e de uma certa decepção ao deixar a sala. Claro que, em todos os lugares, sempre há aqueles indivíduos de riso fácil que qualquer expressão mais afetada os faz rolar ao chão. Portanto, caso você se encaixe no perfil, siga em frente e tente desvendar o que falta em o segredo íntimo dos homens.
Ficha Técnica:
Texto de direção: Pedro Delgado.
Direção artística: Paulo Romero
Assistência de direção: Fabiana Lontra
Elenco: Henri Iunes,
Ita Ramires.
Pedro Delgado e
Rafael Rabelo.
Trilha sonora: Luiz Eduardo Brito
Duração: 1h30min