Não adianta procurar, pois aqui, você não vai achar nada para te agradar! Mas, se mesmo assim você quiser espiar, sinta-se livre para "DIZemBUCHAR".
Frase do momento: As mais importantes mensagens estarão sempre nas entrelinhas. Aprenda a lê-las!
Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005
Agradecimentos!
Ficarei devendo e-mails para todos que furaram a greve de felicitações, pois meu e-mail está com problemas, mas, agradeço através do meu blog o carinho e as palavras de cada um de vocês. Valeu, de coração!
Tenho que admitir que minha proposta não foi muito boa. Afinal, ninguém aceitou-a. Ao contrário, até recebi os parabéns de um antigo admirador dos tempos de colégio, para ser mais exata - 6º série (Brigadão Luquinhas, sei que você não acessa meu blog, mas, conto com a ajuda de minhas maninhas e do Hotmail para agradecê-lo posteriormente)- e uma ex-colega (terceiro ano) que não vejo a muito tempo. Isso me faz pensar que, embora eu seja relapsa com datas (prometo tentar não ser), ainda assim, conto com o carinho de muita gente - que eu, também, gosto de verdade. Um bIG abração a todos vocês.
Prometo escrever coisas mais interessantes no próximo post.
Figura? Bebel Callage
postado por: INGRID GUERRA 11:47 PM DIZemBUCHA aí!!
Comments:
Sábado, Fevereiro 26, 2005
Esqueça!
Sabe aquele dito popular, não conte vitória antes do tempo? Pois é, as pessoas deveriam prestar mais atenção a ele, eu principalmente. Retiro o que falei sobre inferno astral, ok?! Não quero que os próximos sejam como o deste ano. Melhor assim.
Por falar em aniversário, gostaria de fazer um pedido aos meus amigos. Peço a todos que não liguem (nem enviem cartões, ou coisas do tipo) para me felicitar. Calma, eu explico o porquê deste pedido tão atípico.
Como quase todo mundo sabe, minha memória não é a "coisa" mais confiável em mim. Em decorrência disso, muitas vezes passo 'batido' por datas importantes, como aniversários etc. Já esqueci o dia de nascimento de pessoas muito importantes, para mim. Amigos que sempre estiveram ao meu lado (mesmo que não fisicamente) e que deveriam ser lembrados. Acreditem, me sinto muito mal por isso.
Sendo assim, nada mais justo do que uma "greve" de felicitações no meu níver. Não acham? Portanto, espero que todos esqueçam o dia 28 de fevereiro. Eu já esqueci! Merci, au revoir.
postado por: INGRID GUERRA 12:48 AM DIZemBUCHA aí!!
Comments:
Quero ter outros infernos-astrais (tá certo esse plural?) como o desse ano. Juro, nunca foi tão bom o período que antecede meu aniversário. Depois de ler livros ótimos, receber novos leitores e fazer novos amigos, ainda fui agraciada com um selo de qualidade. Não é o máximo? Bom, pode não parecer muito para quem esta de "fora" do mundo virtual - ou devo dizer, blogueiro - mas, quem realmente curte e cuida desse espaço tão vulnerável a criticas ou ao ostracismo é como receber um Oscar. Eu estou muito feliz. E, claro, não vou perder a oportunidade de fazer minha lista de agradecimentos.
* Em primeiro lugar vou agradecer uma pessoa que, no início de minha vida-de-decisões-profissionais, me incentivou muito. A responsável pela minha dedicação total a língua portuguesa, nos anos de escola, e pelo meu prazer nas aulas de matemática. Sim, é para você que vai meu OBRIGADA, QUERIDONA. Ao mestre com carinho, minha excelentíssima professora Sônia (8º série, Rui Barbosa, Ijuí), responsável pela sabotagem de minhas primeiras dissertações. Que certa vez confessou não relatar a mim minha habilidade com as palavras pelo simples fato de que eu poderia me "achar demais". Nossa, fico espantada, cada vez que lembro. Quanta didática, hein? Incentivo total aos alunos! Você deveria ganhar um prêmio.
Quero agradecer, ainda - e verdadeiramente -, a uma pessoa que não citarei o nome, mas, que foi responsável pela criação de meu blog (por motivos que não vem ao caso). Também a minha amiga Maitê, que me ajudou a criá-lo, quando ele ainda era no Blig. Meu obrigada especial a quem me indicou ao melhores da web (infelizmente não sei quem foi). E, por último, mas, não menos importante, a todas as pessoas que entram diariamente (ou não) aqui - principalmente a minhas maninhas Clari e Amanda, e, claro, não poderia esquecer, Cínthia. Um super OBRIGADÃO!
* Ok, sei que blog não é lugar de lavar roupa suja, mas, essa história é antiga e nunca "me desceu", eu tinha que contar. Agora sinto que me livrei dela (história) para sempre (ou quase).
postado por: INGRID GUERRA 3:17 AM DIZemBUCHA aí!!
Comments:
Domingo, Fevereiro 20, 2005
Bizarrices da Srta. Arguer.
Você gostaria de prever o futuro, ser um(a) vidente? Já desejou ter premonições, ou teve algum pressentimento? Já sentiu medo de seus pensamentos, presságios de algo realmente ruim, capaz de provocar muito sofrimento caso ocorresse? Sentiu vontade de afastar delírios que pareciam, tragicamente, iminentes? Você se imagina capaz de salvar vidas?
Tantos questionamentos, podem parecer, mas, não são vãos. Afinal, tal como a imortalidade, este é um Dom que muitas pessoas almejam. Todavia, quando alguém anseia a clarividência (ou mesmo a imortalidade), se esquece da dor que tais visões podem causar ao profeta.
Nunca, antes, havia pensando sobre isso. Sou uma pessoa pouco crédula, embora acredite que a fé seja capaz de tudo (ou quase). Mas, para mover montanhas, é preciso confiar piamente e, eu, não tenho esse otimismo todo. Então, não me apego a correntes ou outras crendices - com algumas exceção, lógico.
Rezo, sim, as vezes com freqüência, não apenas nos momentos difíceis. Não freqüento igrejas, não me sinto muito a vontade nelas. Nem busco em outras religiões (nem na católica) minha paz de espirito. Porém, os anos me fizeram não duvidar do poder vaticinante de minha mãe. Ela já previu coisas difíceis de se crer, e só não ganhou na loteria, até agora, porque nunca fez disso uma questão mais séria. Não ela não é vidente "profissional", digamos que tem um barejo apurado.
Se eu tenho um pouco desta intuição, não sei. Meu sexto sentido é, as vezes, bastante aguçado - principalmente para farejar encrencas. Mas, não costumo pagar p'ra ver, não. E foi isso o que fiz, na semana passada, após ter um agouro que não me deixou dormir e me fez viajar sem avisar ninguém. Deixando apenas um simples recado em meu blog, de que não estaria conectada, a Internet.
Na madrugada do dia 12 de fevereiro, após navegar pela rede e acabar dizendo ao meu irmão, indelicadamente, verdades que (ele sabe, mas...) não precisariam ser ditas naquele momento, desliguei o PC e fui para cama (confesso, com dor na consciência). Não sei, ao certo, se foi minha sinceridade eminente que me incomodava, mas, não estava conseguindo ficar confortável para dormir. Virava de um lado para o outro e nada. Quando finalmente encontrei uma posição aprazível, na cama, comecei a imaginar coisas desagradáveis quanto a viagem que minha família (mãe, irmão, irmã e cunhado) faria no dia seguinte. Prenúncios de um acidente de transito que mataria a todos. Meu coração disparou e tentei pensar em amenidades. Aquilo não passava de uma idéia estúpida e nada iria acontecer. Contudo, aquele augúrio era mais forte do que eu, e já podia me imaginar no velório de todos. Pensei rapidamente que se algo fosse realmente acontecer a eles, que eu tivesse um sinal de confirmação. Poderia ser, a morte de um de meus peixinhos betas: se pela manhã, o peixinho - que estava com um problema na visão - estivesse morto eu viajaria com eles. Assim, se eles morressem eu morreria também.
Não consegui esperar até o sol aparecer e fui checar o estado de saúde do peixinho. Para meu espanto o pobre bichinho já tinha partido, boiava com a barriga para cima dentro do pseudo-aquário. Terrível, assustador, algo que não desejo a ninguém.
Então tive um novo 'aviso': nada aconteceria, caso eu viajasse com minha família. Mas, não deveríamos, de forma alguma, viajar pela BR 101. Ok, eu teria que deixar para trás meus planos de ficar sozinha por uma semana, ver todos os filmes que queria, no cinema, e sairiam de cartaz etc. Mas, fazer o quê? Não podemos ter tudo e minha família é infinitamente mais importante do que isso. Então, lá fui eu, até meu blog, dizer que não estaria conectada. Pensei em mandar e-mails, mas, depois desisti. Imaginem só se algo acontecesse? Seria meu último e-mail e , talvez, as pessoas ficassem lendo-e-relendo aquilo pensando nesta situação de "o último e-mail", bizarro demais, não é?! Felizmente, nada aconteceu (a nós: minha família e eu) e a viagem foi até bem agradável. Exceto pelo fato de, ao chegar em casa, encontrar meu PC com problemas e ter de levá-lo ao técnico que só o entregará na Terça ou Quarta. E, portanto, ter de usar o PC do meu irmão, que me impossibilita um acesso de qualidade e durabilidade, já que ele tranca de 5 em 5 min e quando digito interrogação. Isso, sem falar no monitor defeituoso. Mas, dos males o menor, não é?
PS: Volto no meio da semana. Prometo, cumprir todos os meus deveres de blogueira e integrante dos Focas Reunidas.
(Lembrei-me de que, Alt + W = ? - solucionado o problema)
Figura: Bebel Calage, ilustradora de ZH.
postado por: INGRID GUERRA 3:04 PM DIZemBUCHA aí!!
Comments:
Sábado, Fevereiro 12, 2005
Volto em uma semana, estarei sem net, portanto, não responderei e-mails. bIG abs a todos!
postado por: INGRID GUERRA 10:53 AM DIZemBUCHA aí!!
Comments:
Quinta-feira, Fevereiro 10, 2005
As férias estão acabando e, no meu balanço do mês, percebo que não fiz muita coisa. Entoquei-me em casa (como sempre), abandonando o mundo que me esperava lá fora, sem o menor pudor.
Não me arrependo de um todo, pois dediquei minhas horas a uma atividade que, gostaria, fosse habitual - durante todo o ano, mas sei, nem sempre estamos com "saco" p'ra ela -, a leitura.
Li livros de escritores famosos; livros de escritores não tão conhecidos; livros de amigos e livros de amigos-dos-meus-amigos. E estes me deixaram com uma vontade de tornar-me personagem. De viver uma vida que não me pertence, de conhecer coisa, lugares, cantores, compositores, escritores, e toda a sorte de -ores/-res que me fosse permitida.
Aprendi, também, que por mais que você conheça a si mesmo, sempre há tempo de descobrir novas facetas, o isolamento é excelente para isso. E, ainda, que as pessoas, a sua volta, podem lhe surpreender, mesmo que você espere tudo, ou qualquer coisa (até mesmo nada), delas. Mas isso, também, já é uma outra história... e eu ainda quero falar de um livro. Sim, outro livro. Mais um post expressando meus sentimentos sobre um escritor "quase-desconhecido".
Clichê de Verão, de Randall Neto, me encantou, não apenas pela história simples e pela despretensão com a qual ela é contada. Mas, sim, e também, por conter nele um antigo desejo que habita meu subconsciente, há algum tempo. Um caso de amor entre uma jovem de vinte e poucos anos e um trintão.
Claro que meus sonhos não incluíam uma decepção (ou devo dizer traição) amorosa, ou um homem deprimido e, muito menos, que a jovem fosse a responsável por apresentar, ao ser amado, um novo mundo.
Em meus devaneios secretos, egoisticamente, desejava alguém que mostrasse o mundo e me ensinasse a ver a vida de outro ângulo. Não é nem preciso comentar que isso é um dos lugares-comuns, mais comum que existe. Mas, fazer o quê, se me amarro em um clichê.
Confesso, no entanto, que nem sempre fui assim. Quando ainda era uma adolescente, acreditava, fielmente, que nunca desejaria me envolver com alguém mais velho.
Jura! Bata na madeira três vezes antes de pronunciar um despautério desses. Coisa mais sem graça gostar de um trintão. Esses caras velhíssimos e horrorosos com suas feições desgastadas pelo tempo. Imagine quando eu for mais velha, terei que me envolver com um deles? Deus me livre, por favor! Bom mesmo era um garotinho saído das fraudas, com carinha de neném, desses que a gente pega no colo e faz ninar. Valha-me Deus, quanta asneira. Perdoe-me, eu não sabia o que estava falando. Hoje, quero mais é ser ninada (mesmo que seja - apenas - pelo silêncio).
Todavia, uma coisa é certa, embora Fernanda tenha encontrado em Tiago o cara maduro, sensato e adulto que tanto precisava. Nem sempre os seres do sexo masculino, acima de 30 anos, agem como acreditamos que homens, nesta idade, devam agir. Por vezes, são mais infantis do que uma criança.
É por estas e outras que quanto mais conheço os homens, mais gosto dos meus livros, ao menos, através deles eu posso imaginar o homem perfeito.
Mais uma musiquinha do Wonkavision, procês.
Powerbossa (?) - Wonkavision -.
Acorde cedo
Jogue pro alto
Todas as pedras do seu sapato
Pegue o celular
Tire ele do ar de uma vez
Entre no carro
Vá pra bem longe
Logo depois de onde o sol se esconde
Deite na grama e
Deixa o silêncio te ninar
Se você pensar
E se arrepender
Lembre-se que
Não há nada a perder
Vou jogar tudo pro aaarr
Vou jogar tudo pro ar
Largue o emprego
Torre dinheiro
Não vista roupas o ano inteiro
Tente um língua
Visite Cingapura
Escreva livros como o John Fante
Transe em uma roda gigante
Pinte o cabelo
Vire do avesso a América
Se você pensar
E se arrepender
Lembre-se que
Não há nada a perder
postado por: INGRID GUERRA 4:03 AM DIZemBUCHA aí!!
Comments:
Sábado, Fevereiro 05, 2005
Admito que sou suspeita para falar, afinal, sou amiga do escritor. No entanto, não posso me privar de comentar um livro que me deixou acordada, em frente ao computador, por duas noites seguidas, com dores nas costas, formulando teorias infelizes sobre o amor.
Sim, eu que me considerava uma romântica de carteirinha, só conseguia escrever crônicas com a palavra amor e via em tudo paixão, descobri-me cética em relação ao mais sublime sentimento que rege o mundo. E tudo isso, culpa da obra de meu amigo Paulo F. Portanto, sinto-me livre para soltar o verbo.
Em seu romance, 10 canções de amor, Paulo consegue reunir as ações mais fofas e improváveis (relacionadas ao amor) com uma certa promiscuidade sentimental peculiar ao sexo masculino.
Enquanto Alexandre narra seu mais recente drama sentimental com Cristina, lembranças de outros relacionamentos são apresentadas ao leitor, que no decorrer da narrativa sente-se um pouco confidente do protagonista, já que este acaba criando um certo dialogo com o legente.
Essa abertura criada por Alexandre permite que analisemos suas ações e concordemos ou não com elas. O que com certeza não mudará a história, mas, nos leva a crer que ele critica, de certa forma, nos outros, o que ele já provocou a terceiros. Nada mais natural a raça humana! Que impunhe o primeiro travesseiro quem nunca sofreu deste mal.
Assim como em outros casos de amor, você torce para que o personagem principal tenha um final feliz ao lado de sua amada O problema é que nem ele sabe, ou melhor, ele demora um pouco a descobrir, para quem deve entregar, verdadeiramente, o seu coração. Isso porque se apaixona com uma facilidade tão grande quanto adquiri traumas dos relacionamentos do quais participou.
Tenho que admitir, porém, que ele faz tudo pelo ser amado. Entregando-se totalmente a paixão. Um dos últimos românticos, capaz de tudo para ter ao seu lado seu objeto de desejo. Mesmo que o tudo signifique isolar-se das pessoas que gosta.
Mas, "as coisas acontecem para que as coisas aconteçam". E você se envolve de tal forma com a história que se sente incapaz de abandoná-la. É por tudo isso, aliado as canções que dão o tom e o lirismo as sensações das personagens que recomendo, sem medo, ou dúvidas, 10 canções de amor. Infelizmente, não acessível ao grande público - por estar buscando uma editoria disposta a publicá-lo. Todavia, você pode entrar em contato com o autor e tentar adquirir a versão digital (e restrita). Boa sorte!