Não adianta procurar, pois aqui, você não vai achar nada para te agradar! Mas, se mesmo assim você quiser espiar, sinta-se livre para "DIZemBUCHAR".
Frase do momento: As mais importantes mensagens estarão sempre nas entrelinhas. Aprenda a lê-las!
Segunda-feira, Janeiro 31, 2005
Eu admito. Reconheço que essa música foi feita sobre medida pra mim. Com um pequeno detalhe, meu mal-humor se estende por dias. Sou uma pessoa difícil de se conviver. Um pouco acomodada e estressada demais. Meu esporte favorito é reclamar. Mas, no fundo, tenho um bom coração, por isso....
Tente por mim
Não pergunte
Por que estou tão mal-humorada?
Só aceite
hoje eu não posso ser contrariada.
Diga apenas
coisas que façam me sentir bonita
Fale baixo
hoje até tua respiração me irrita, me irrita.
Fique longe, sem querer posso machucar você.
Use o seu bom senso, então,
só assim, talvez, a gente possa sempre estar de bem
Assim juntinhos até quando a chuva vem
Só assim você me tem.
Conte até dez
Caso eu seja muito grosseira
Não se assuste
Se eu chorar por qualquer besteira
Qualquer dia
fica com cara de segunda-feira
Não há nada que você possa fazer,
Só entender, só entender.
Fique longe, sem querer posso machucar você.
Use o seu bom senso, então,
só assim, talvez, a gente possa sempre estar de bem
Assim juntinhos até quando a chuva vem
Só assim você me tem
postado por: INGRID GUERRA 12:13 AM DIZemBUCHA aí!!
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Sábado, Janeiro 29, 2005
Acredito que meus leitores já não suportam mais ouvir ou ler coisas sobre o Fórum Social Mundial (FSM). Confesso que, também eu, quero abandonar um pouco o assunto. E é isso que será feito neste post. Pois o propósito dele é mostrar mais uma daquelas cartas do meu amigo Zé. Melhor dizendo, mais uma missiva recebida por ele.
Para os neófitos do blog, que ainda não conhecem o Zé, vou fazer uma pequena apresentação.
O Zé é um velho amigo que conheci em uma de minhas longas noites na Internet, quando ainda morava em Ijuí. Ele era de Porto Alegre e quando me mudei para cá, finalmente, nos conhecemos.
Numa época em que minha criatividade estava em baixa, ele me ajudou a atualizar o blog, cedendo a mim, algumas cartas de amor que recebera no decorrer da vida.
Mas a estadia dele no DIZemBUCHA foi rápida. Ele conseguiu um emprego em Curitiba e nosso contato voltou a ser apenas por e-mail, de forma bem esporádica.
Quando já não pensava em encontra o moço por estas bandas, não é que ele aparece no FSM.
Conversa vai, conversa vem, descobri que ele tinha recebido, recentemente, uma outra carta e que estava disposto a concedê-la ao DIZemBUCHA, se me interessasse. Como, na época, as cartas fizeram o maior sucesso com as leitoras, resolvi aceitar e publicá-la. Desta vez, porém, meu amiguinho não obteve uma resposta satisfatória a suas investidas. Mas, a vida é assim mesmo. Não é?
Carta a Zé.
Não consegui tirá-lo de minha mente esta noite. Senti-me incapaz de fechar os olhos, sem antes revelar a ti tudo aquilo que, cedo ou tarde, tu descobririas.
Por dias ensaiei formas de te confessar a angustia que toma meu corpo sempre que vejo teu rosto ou ouço tua voz suave a me chamar.
Teus cuidados, tua atenção e sensibilidade, teu carinho e principalmente o teu romantismo me impedem de afastá-lo de mim. O que poderia ser melhor para ambos. Pois, talvez, eu seja incapaz de retribuir a ti tamanha devoção.
Fostes desde o início tão cuidadoso revelando, apenas por descuido, teus verdadeiros sentimentos. Lembro-me o quanto te inibia quando eu demonstrava entender seus desejos escondidos neles. E como ficas gracioso quando tens as bochechas coradas.
Mas apesar de tudo não posso prendê-lo a mim. Não posso lhe dar esperanças quando sei que não poderei supri-las. Tenho sido egoísta demais, pensando apenas em mim e esquecendo que posso machucá-lo, mesmo sem querer.
Tenho consciência, porém, de que por mais cuidado que eu possa ter ao lhe escrever estas palavras, elas lhe causarão sofrimento. Todavia, esta dor será infinitamente menor a que sentirias se fosses enganado.
Não posso amá-lo como tu mereces. Não por ter resquícios de relacionamentos passados, ou por ter meu coração preenchido pelo amor de outro. Apenas por ser incapaz de escolher a quem entregar uma chave que deveria ser sua.
Peço-te desculpas, mil vezes, por não ter coragem de dizer-lhe isso olhando em seus olhos. Creio que mesmo que tentasse as lágrimas não me deixariam concluir. Espero que um dia me perdoes, por tudo.
postado por: INGRID GUERRA 4:20 PM DIZemBUCHA aí!!
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Sexta-feira, Janeiro 28, 2005
Coisas malucas e/ou engraçadas que só ocorrem no FSM (ou não!).
Quando um bando de gente se reúne para discutir o futuro do mundo, ou como diria o slogan do evento: um novo mundo possível, tudo pode acontecer. Inclusive nada! As pessoas podem não discutir. O consumismo pode imperar e figuras engraçadíssimas podem te abordar.
A primeira foi uma simpática garota com pedacinhos de tecido, colorido, amarados no cabelo, saia longa e um jeito dançante de se aproximar, com um largo sorriso, tentando vender, a uma amiga e a mim, um doce com um nome muito estranho que infelizmente não lembro.
Logo depois um homem descalço, provavelmente bêbado, com roupas amassada, mas, muito feliz e saltitante, se abaixou, pois estávamos sentadas, olhou bem em nossos olhos, deu um sorriso e fez um sinal de positivo, com o polegar, antes de seguir seu rumo.
Em seguida, outro sujeito feliz, se aproximou com um saquinho de incenso. Colocou o objeto em frente ao nosso nariz e quando minha amiga perguntou do que era, o incenso, ele nada falou.
Achei que fosse de canela e quando falei isso, ele rapidamente me corrigiu.
- Cravo!
Então, parou em nossa frente e tirou dois incensos, um para cada uma de nós. Dissemos obrigada e ele abaixou nossas cabeças para beijar nossos cabelos. Achamos estranho. Mas continuamos ali, ele também, e depois de falar algo, um tanto indecifrável, sobre tocar em uma banda, no passado, nos fez um convite "tentador'.
- Eu faço incensos. Venham ver o tamanho do meu incenso.
- Não, obrigada, estamos esperando outra pessoa.
- Vamos, é logo ali, venham ver o tamanho do meu incenso.
- Não, estamos mesmo esperando outra pessoa.
- AH TAMBÉM, VOCÊS FICAM SE FAZENDO, VÃO SE CATAR etc, etc, etc.... Gritando, obviamente.
Depois dessa, resolvemos dar uma voltinha e esperar a "outra pessoa" bem longe dali. Quando voltamos para casa. Dois rapazes nos pararam no meio do caminho e perguntaram:
- Você são de que país?
- somos daqui, respondeu minha amiga.
- Nossa, achei que vocês fossem de Saturno (sic).
postado por: INGRID GUERRA 12:50 AM DIZemBUCHA aí!!
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Quinta-feira, Janeiro 27, 2005
Por um mundo melhor, mas, sem hipocrisia, ok?
O V Fórum Social Mundial (FSM) começou, oficialmente, na tarde de ontem (26/01), após a já tradicional caminhada pela paz.
Como de costume o centro foi tomado pelas mais diferentes tribos, etnias e linguagens. Gente disposta a discutir e se manifestar das mais variadas formas. E de preferência fazendo muito barulho para chamar atenção. Coisa que "esse povo" sabe como ninguém. Afirmativa esta confirmada pelos "cinéfilos" da Casa de Cultura Mário Quintana (CCMQ).
O auê da tarde foi tão forte, que o som produzido pelos manifestantes invadiu a sala Norberto Lubisco, se sobrepondo aos diálogos da película.
Felizmente, os militantes estavam apenas de passagem por ali, já que rumavam em direção a avenida Borges de Medeiros, para a felicidade geral dos espectadores de Cleópatra ('comédia romântica' Argentina).
Embora ainda haja contratempos, ao que tudo indica, o FSM deste ano parece estar mais organizado. Há uma centralização das atividades, em um espaço dedicado a temas especifico, e os participantes podem ficar em um contato mais direto.
Todavia os esforços do prefeito da cidade, José Fogaça, não foram suficientes para manter em Porto Alegre as próximas edições do evento.
O conselho Internacional decidiu descentralizar o FSM em 2006, ou seja, diferentes paises do globo estarão sediando o evento, no próximo ano. "Com isso, o FSM reafirma o compromisso com sua Carta de Princípios, buscando se tornar um processo permanente de busca e construção de alternativas, que não se reduz aos eventos em que se apóie.
As deliberações finais sobre o FSM 2006 serão tomadas na reunião do Conselho Internacional em abril próximo. O Conselho reafirmou ainda que o FSM 2007 será realizado na África. A organização será de responsabilidade das organizações africanas. O Conselho irá prestar auxílio no processo de construção do Fórum Social Mundial na África".
O FSM para mim é, na verdade, uma grande utopia. Pessoas que querem mudar o mundo acreditando que para isso deva haver uma total (ou quase) inversão de valores. Até aí tudo bem.
O problema está na hipocrisia embutida em alguns credos. Pessoas bebendo coca-cola com "vergonha" de consumir um líquido imperialista, patati, patata!
Galerinha entorpecida, curtindo um reagge e paz e amor achando que "tão contribuindo" para um novo mundo. Sem se preocupar, se que por um segundo, em discutir realmente as mudanças essenciais e, muito menos, colocar a mão na massa.
Gente jogando papeizinhos no chão, nas ruas, acreditando que tudo vai dar certo. Hinos "engraçadinho" sendo cantados em protesto, com apologias as mais variadas drogas (em todos os sentidos) etc.
Sei que tudo isso pode parecer uma visão unilateral e que muita gente tem contribuído, sim, por uma mudança real. Mas acredito, também, que se todos fossem menos radicais em seus desejos e fizessem realmente o que proclamam a "coisa" poderia, talvez, dar certo. E aí, não haveria problema algum em juntar a esquerda e a direita na busca pelo bem comum. Mas isso já é uma outra "estória".
postado por: INGRID GUERRA 2:50 AM DIZemBUCHA aí!!
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Domingo, Janeiro 23, 2005
Quem será, que será?!
Você assistiu a micro-série Hoje é dia de Maria e ficou intrigada com a versão sedutora do demo, ou seja, com Asmodeu Bonito? Sim, sim, o cabra que andou pelas bandas da terra do sol a pino, comprando a sombra de quem cruzasse seu caminho e estivesse disposto a vendê-la! Então... esse mesmo, o sujeitinho da peste que comprou a sombra do pobre Zé Cangaia (Gero Camilo).
Pois é, eu também. Olhava, olhava, olhava e nada de descobrir (pior que eu me considerava uma ótima fisionomista!). E não é que sem a menor intenção de procurar tal coisa - queria, na verdade descobrir a letra (completa) de uma canção - entrei no site da globo e descobri que o danado é um ex-participante de outro programa da emissora?! Aham!
Porém, nessa época, atuar não era bem o propósito do rapaz. Ele cantava. Se bem ou mal? Eu não sei, porque não me alembro, mesmo. Mas está prosa tá se alongando por demais, então, vam'bora revelar a identidade do desinfeliz.
O Asmodeu Bonito, que andou alvoroçando as moçoilas casadoiras no horário "nobre", atende pelo nome de João Sabiá. Um carioca, de 23 aninhos, que participou do FAMA (esse último que passou).
O moço soube representar bem o seu papel na séria, já quando respondeu sobre quem considerava uma mulher inteligente, ao meu ver, errou feio, ao propor o nome da, sempre eu-adoro-aparecer, Luma de Oliveira. Depois dessa, peço permissão para ficar quietinha. Merci!
PS: Eu procurei, procurei e procurei uma fotinho mais ilustrativa, mas, nada. Essa gente anda economizando. Mas, tudo bem. Quem não tem cão...
postado por: INGRID GUERRA 8:33 PM DIZemBUCHA aí!!
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Sábado, Janeiro 22, 2005
Resumindo!
Não sei ao certo se é sorte, ou meu gosto variado, mas, tenho recebido indicações literárias muito boas, nos últimos tempos. Confesso que algumas eu já pretendia ler, mesmo antes de serem indicadas, porém, mesmo livros dos quais não fazia idéia de sua existência, também, acabaram me agradando um bocado.
Minhas sensações sobre elas é que talvez não sejam as mesmas da maioria. No entanto, a diversidade de pensamentos é o que faz a vida valer a pena, ou não? Por tanto vou comentar brevemente algumas.
A Sangue Frio de Trumam Capote, considerado um romance sem ficção e precursor deste gênero literário (e isso todo mundo sabe), é um livro bacana. Trata do assassinato de quatro membros da Família Clutter, da busca pelos assassinos e seus julgamentos (idem). E, de uma forma bem sutil, de algumas impressões particulares do autor - principalmente no que se refere ao julgamento dos acusados - que conviveu algum tempo naquela cidade e manteve contato direto com os assassinos. Sem dúvida bem escrito e detalhado, mas, ao meu ver peca um pouco por isso. Pois alguns detalhes lhe são apresentados tantas vezes, claro com motivos, que você acaba se cansando. Acredito, porém que, talvez, este cansaço e outros sentimentos por ele provocados sejam propositais e dêem a história o tempo necessário para apreciá-la.
Rota 66 de Caco Barcelos que relata a história sangrenta da Policia Militar de 1970 até a publicação do livro, provocou em mim uma vontade, ainda maior, de buscar os fatos por trás da notícia e aprender os macetes de uma disciplina do direito, Medicina Legal, que eu gostaria de fazer, mesmo antes de ler o livro. E sem dúvida uma ótima leitura.
1933 foi um ano ruim de John Fante é antes de qualquer coisa um livro verdadeiro, no sentido de mostrar a vida com todas as suas emoções, boas e/ou más. Ele nos apresenta Dominic Molise, um jogador de beisebol, filho de imigrantes italianos desprovidos de ambições. Seus sonhos, anseios e sua triste realidade, na qual, seu maior bem é o braço esquerdo, nos são reveladas em uma narrativa cruelmente real. Vale a pena conferir.
E, finalmente, Saudades do Século XX de Ruy Castro. Que trás perfis de destacados nomes da música, do cinema e literatura, como: Billie Holiday, Orson Welles, Alfred Hitchcock , Dashiell Hammet entre outros. Apresentando um pequeno resumo sobre a vida real e a imagem que cada um de nós tem a respeito destes astros, muitas vezes induzidas pelos próprios artistas.
São histórias, em geral, repletas de sofrimentos e glamour; sucessos e fracassos e preconceitos.
Porém o motivo pelo qual resolvi falar dele, mesmo antes do termino da leitura, foi um comentário, feito por Ruy Castro, ao final do perfil de Doris Day.
Ela recebeu, nos idos de 1970, a péssima fama "eterna virgem" (palavras minhas!) por protagonizar, aos 40 anos, filmes em que sua virgindade só era deflorada após o casamento, nos últimos frames da trama. Nesta época gostar dela era como acreditar em cegonha, e, justamente por isso, o culto a suas músicas e filmes eram sempre clandestinos e durante anos ninguém se atreveria a demonstrar publicamente seu apreço por Doris Day.
Apresentada a história, vamos ao comentário de castro:
"Durante anos, eu também me envergonhei de adorar Doris Day. Escrevi várias vezes a seu respeito em revistas e jornais, sempre fingindo um ar superior. E, como todo mundo, também fiz piadas com a castidade fanática que ela exibiu em certa fase, esquecendo-me de que, nos anos 50, sua presença nas telas me provocava curiosas sensações nos baixos meridianos.
Mas, enquanto fazia isso, continuava ouvindo seus discos - quando não havia ninguém por perto, como parte daquele culto clandestino. Um dia declarei-me curado (...) da preocupação sobre o que o mundo iria pensar".
Engraçado perceber como as pessoas abdicam, às vezes, de suas próprias preferências para não destoar da maioria imperante. Mas, como tudo na vida, o contrário também ocorre. Para fazer parte de um grupinho aparentemente mais intelectualizado, desprezam coisas ou pessoas que curtem. Não percebem, ou não querem ver que, ao praticar tal ato de vandalismo, a si mesmo, eles estão abdicando de uma identidade, buscando, assim, uma homogeneidade idiota que nunca deveria ser, se quer, pensada.
Claro que as pessoas têm o direito de mudar de opinião. Gostar de coisas hoje e amanhã, acordar e perceber que aquilo não era a maravilha que achavam ser. Mas, desdenhar algo, única e exclusivamente, para impressionar ou não decepcionar outros é lastimável.
postado por: INGRID GUERRA 11:44 PM DIZemBUCHA aí!!
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Quinta-feira, Janeiro 20, 2005
Eu quero!!!
Não sei exatamente se posso divulgar isso, mas, de qualquer forma, quanto mais pessoas tiverem acesso a boas histórias, ou estórias (como preferir), melhor, não é?
Então, tomo a liberdade de comunicar um lançamento muito especial. O livro de contos, Sobre o Infinitivo, do meu amigo Paulo Ferro, editora/projeto independente Muro, que será lançado no dia 26 deste mês (janeiro) na Milo Garage (em São Paulo). E, no mesmo local, você ainda poderá adquirir o livro Clichê de Verão de Randall Neto, que também estará por lá, autografando.
Não posso deixar de falar que os preços são mais do que acessíveis. Afinal, a idéia é apresentar coisas legais para que todos possam ler. Então, se você mora, ou estará em São Paulo, nesta data, não perca. Eu já encomendei os meus.
Sobre o Infinitivo: R$ 5,00
Clichês de Verão: R$ 8,00
postado por: INGRID GUERRA 1:54 AM DIZemBUCHA aí!!
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Terça-feira, Janeiro 18, 2005
Red Vines
They're all still on their honeymoon
just read the dialogue balloon
everyone loves you--why should they not?
And I'm the only one who knows
that Disneyland's about to close
I don't suppose you'd give it a shot
knowing all that you've got
are cigarettes and Red Vines
just close your eyes, cause, baby--
you never do know
and I'll be on the sidelines,
with my hands tied,
watching the show
Well, it's always fun and games until
it's clear you haven't got the skill
in keeping the gag from going too far
So you're running 'round the parking lot
til every lightning bug is caught
punching some pinholes in the lid of a jar
while we wait in the car
With cigarettes and Red Vines
just close your eyes, cause, baby--
you never do know
and I'll be on the sidelines,
with my hands tied,
watching the show
And tell me, would it kill you
would it really spoil everything
if you didn't blame yourself
do you know what I mean?
Cigarettes and Red Vines
just close your eyes, cause, baby--
you never do know
and I'll be on the sidelines,
with my hands tied,
watching the show
watching the show
Aimee Mann
postado por: INGRID GUERRA 12:40 AM DIZemBUCHA aí!!
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Quinta-feira, Janeiro 13, 2005
The Grudge
Não adianta, vou ter que escrever. Prevenir possíveis espectadores do provável desperdício de dinheiro. Sim, o Grito, ou o Grunido, como preferirem, é simplesmente isso. Dinheiro colocado na lata de lixo. Um besteirol que trás a garotinha dos Incríveis ao mundo 'trash'. Ridículo!
Não sei porque cargas d'àgua fui assistir. Afinal, já não gostei de O Chamado, porque gostaria do filme de Takashi Shimizu? Nada assusta, a não ser os gritos e pulos da garota sentada na poltrona ao meu lado, que a cada cena de possível "nada" coloca as mãos no rosto (as vezes, chegando a se esbofetiar. Medo ou SETA*?) bloqueando a visão de algo que não assusta nem bebês. E que se ela resolvesse olhar, perceberia.
O garotinho "assustador", do filme, chega a ser simpático com aquelas olheiras um pouco mais fundas e a palidez mórbida, semelhante a minha cor, depois de voltar de uma temporada no litoral.
A mulher, clone de Violet Parr, tadinha, sempre com a visão bloqueada, não sabe o que quer da morte. Talvez a pobre seja apenas mais uma vítima, atormentada pela maldição que diz: "segundo a tradição japonesa, quem morre num estado de grande angústia ou fúria produz uma maldição que assombra certos lugares. Então ela tem o dever de matar todo mundo que tiver contato com a casa". Ok! Acaba aqui a história. Sem muita reflexão. É isso e ponto! A única cena, digamos, bacaninha, é o ínicio do filme, que não se preocupem, não vou contar. Afinal, não vou estragar a única "emoção" ou olhar de perplexidade que se possa ter nessa tortura visual. Boa sorte!
PS: A respeito do grunido: bem, até minha vizinha (o?) de prédio tem uma voz e emite sons mais assustadores.
* SETA: Síndrome do Eu Tô Aqui
postado por: INGRID GUERRA 1:39 AM DIZemBUCHA aí!!
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Sexta-feira, Janeiro 07, 2005
Agora ou nunca
Ano novo, vida nova, certo? Errado. Ano novo, vida velha, atitudes novas. Aí sim, admissível! E é isso que espero nos próximos 358 dias. Nada de amoooooor, gatinhos, namorados ou coisas do tipo. Não mesmo. Se já deixei de pedir isso em 2004, não é agora que retomarei esses pedidos fúteis e inúteis. Quero apenas mudar algumas atitudes que não suporto em mim mesma. Deixar elas para trás, junto com meus fios de cabelos cortados, no ano passado.
[Aliás, meu new look arrancou elogios da homarrada e de algumas mulheres também. Ok, ok, todos meus amigos, que não seriam loucos de dizer que tô horrorosa, mas, pela forma como foi dita... acredito, foi sincero!]
Está na hora de parar de me sabotar e depois ficar choromingando pelos cantos, em decorrência de minha má sorte. Nada disso. Agora é pra valer, ou corrijo meus erros ou paro de chorar (é o mínimo que se espera de uma garota de 23 anos). Resolvi ouvir a sábia voz de meu amigo Paulo e parar de me desculpar pelas coisas que não sei, ao invés disso, buscar aquilo que é interessante para mim. Fora isso, nenhum plano, porque eles nunca dão certo mesmo! Só tenho algo a dizer: - Minha versão 2005; motor 2.3; zero km; opcionais reajustados e lataria, levemente, modificada está nas ruas. E quem encontrar o modelo antigo por aí, por favor, mandem-no para o concerto imediatamente.
Ainda seguindo minhas novas influências Paulofdianas, mais uma música do Ludov (maravilha) e de uma banda que não coloquei muita fé no primeiro momento, mas, alguns dias com ela tocando em meu player, me fizeram mudar de idéia. Principalmente pela musicalidade de Quando 16 e uma certa identificação com Comprimidos (exceto pelos comprimidos), sem falar em outras. Bom, repassando a indicação: ouçam Wonkavision, é show!
Kriptonita*
Quando você disser que
longe é um lugar que não existe
Lembre-se também de me dizer
onde é que você vai estar então
Quando eu te quiser
Quando eu te quiser
Quando eu te quiser
Esteja em casa, esteja na sala de estar
Eu tenho o mundo inteiro pra salvar
e pensar em você é Kriptonita
Você é tão bonita de se admirar
tão bonita
Quando eu te quiser
Quando eu te quiser
Quando eu te quiser
Esteja em casa, esteja na sala de estar
* Letra e música de Mauro Motoki
Vanessa Krongold: voz
Mauro Motoki: guitarra
Habacuque Lima: guitarra
Eduardo Filomeno: baixo
Paulo Chapolin: bateria
Wonkavision - Quando 16
Vou te convencer
vou te convencer
te fazer trocar
livros pelo mar
entendo você
entendo você
tem que estudar
se quiser passar
e se eu te disser
tenho as respostas se quiser
então roube o carro do seu pai
passe aqui pra me pegar
uma hora estamos lá
não vai nem desconficar
temos que voltar
temos que voltar
vai anoitecer
e se ele notar
que o seu carro não
está no lugar
vai me matar
coloque o cinto e segura
vou fazer isso voar
meia hora e estamos lá
como nao vi o radar?
e essa sirene a soar?
e se eu acelerar?
nunca vão nos alcançar
Wonkavision - Comprimidos
Qual a cor dos comprimidos?
Decore por seus formatos
Tomo antidepressivos
Pra fingir que sou normal
Preciso do equilíbrio perfeito dos meus químicos
Para evitar a reação que causa confusão
Nasci em 79
Curso comunicação social
Sem idéia do que quero
Meu mundo é um sofá
Minha geração tem falhas de caráter contínuo
Sou tão mimada por meus pais que já não aguento mais
Projeto alguém centrada
Enquanto morro por dentro
Com meus amigos não falo
Sobre o que penso em fazer
E então surto em silêncio, eu e meus comprimidos
Quando ver do que sou capaz, será tarde demais