Não adianta procurar, pois aqui, você não vai achar nada para te agradar! Mas, se mesmo assim você quiser espiar, sinta-se livre para "DIZemBUCHAR".
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Terça-feira, Novembro 30, 2004
Obsess Completely
O ministério da Saúde (metal) adverte: o "sr. Delci" possui efeito alucinógeno.
Tenho que parar, em definitivo, com a ingestão do delicioso enlatado americano: The O.C. (sr. Delci). Pesquisas empíricas comprovam que o seu consumo excessivo pode provocar alucinações. Devaneios ou sonhos que, em geral, causam deleite, mas, também, são capazes de destruir algumas células cerebrais.
O individuo que esteve em contato direto com tal acepipe acaba, indiscutivelmente, se corrompendo. E passa a acreditar que aquela pseudo-vida é possível. Que um dia encontrará um cara sem sal e ao mesmo tempo tão charmoso, engraçado, meigo, inteligente, interessado, especial, fofo e kuti-kuti como: Seth Cohen com seu (mais do que) belo sorriso e seus cachinhos encantadores. E que ele (Seth - Adam Brody) colocará seu nome no veleiro dele, mesmo que você seja a garota mais estúpida do planeta.
Pausa para vida real e provável cura deste mal: deixe de pensar merda e vá estudar, antes que você assassine seu último par de neurônios: She-ra e He-man. E lembre-se, você tem quase 23 anos e a vida real é bem mais complicada.
postado por: INGRID GUERRA 11:10 PM DIZemBUCHA aí!!
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Quinta-feira, Novembro 11, 2004
sei lá ... (escolha você)
Quando meu professor de Técnica de Reportagem e Formas Narrativas (TRFN) elogiar um de meus textos serei o ser mais realizado da face terrestre. Prometo comprar fogos de artifício e fazer um verdadeiro show pirotécnico em comemoração a esse ato.
A partir desse dia saberei que, sim, eu tenho futuro no jornalismo. Antes disso, posso me considerar uma reles mortal. Que um dia pensou saber escrever e, com tal pretensão, ingressou em um curso que lhe trás mais conflitos do que prazeres.
Entendo que, estando eu, no terceiro semestre, seria, realmente, pretensioso desejar que meus textos voltassem da correção somente com elogios ou sem constatações de erros. Aliás, não anseio por tais considerações. Gostaria, apenas, que meu profº me mostrasse o caminho e tivesse um pouco de apresso por meus trabalhos.
Não posso, no entanto, reclamar de suas correções. Afinal, são muito bem feitas e com elas irei melhorar meus escritos, espero!
Não obstante, sinto que não tenho muita noção de como fazer diferente. E sempre que busco um melhor entendimento sobre como fazer, me vejo como a aluna mais ignorante, ansiando pela formula perfeita para cada coisa. Mas, na verdade, espero apenas que ele me dê a esperança de que um dia eu possa vir a me tornar uma boa profissional.
Ridículo, eu sei. Mas tenho constatado, com maior ênfase a cada dia, o quanto estava enganada quando considerava algumas qualidades minhas. Parece que tudo em que eu acreditava ter talento, eram apenas ilusões de uma garotinha ingênua e sem noção do sublime e do deplorável. Talvez este seja um indicio da mais "nova" síndrome que assola a humanidade: a crise dos vinte e poucos anos.
Há algum tempo atrás, li um artigo de revista (Veja ou Isto é, não lembro ao certo) que discorria a respeito da crise de um terço de idade, analogia a crise de meia idade.
Se antes quem padecia de dúvidas a respeito do que fez ou do que pretende fazer (daquele momento em diante) eram os adultos, maiores de 40 anos, hoje, são os jovens, de menos de 30, que sofrem destas inquietações.
E eu que, nunca tive problemas na adolescência, me considerava uma privilegiada e madura garota que diz "graças" quando os pais decidem pela separação; concedia a falta de personalidade - ou a bestial procura pelo igual, na infância e adolescência - como um mal e grande parte dos dados apurados em pesquisa uma bobagem, incoerente a realidade. Vejo-me, hoje, na mais absoluta crise existencial, fazendo parte deste grupo de jovens "desesperados".
Talvez eu fosse realmente muito pretensiosa ao me considerar uma boa cronista. Até porque eu não expandia (nem expando) meus horizontes para além do ¿amor¿ (meu assunto favorito). Muito menos discutia sofre política, economia, filosofia ou qualquer outro assunto de interesse das intelectualidades-mores ('tá certo esse plural?). Coisas que, qualquer cronista que se preze, no mínimo, deve - tocar ou - abranger em seus escritos.
Agora, resta-me apenas questionar: se nem escrever eu sei, para o que eu sirvo, meu Deus? Será que meu futuro é fazer parte dos aspones (palavrinha em voga, que na gíria significa: assessor de porra nenhuma)?
Por favor, livre-me deste mal. E da-lhe pensamento positivo com a tríade: conhecimento, inteligência e memória, repetidas incansavelmente até conquistar o poder de transformá-las em realidade (com muita labuta, claro, porque só de pensamento positivo não se vive).
postado por: INGRID GUERRA 5:50 AM DIZemBUCHA aí!!
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Sábado, Novembro 06, 2004
Como meus pseudo-poemas foram recusados pelo júri, que classifica tais escritos para publicação em veículos públicos da capital gaúcha. Trago-os para meu blog. Quem sabe aqui eu encontre alguém que os aprecie, ainda que, sem pretensões poéticas.
Brincando de rimar: parte (indeterminada - não lembro em que nº parei)
postado por: INGRID GUERRA 12:49 AM DIZemBUCHA aí!!
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postado por: INGRID GUERRA 12:17 AM DIZemBUCHA aí!!
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Quinta-feira, Novembro 04, 2004
Metendo o bedelho
Cada país tem o Governador que merece. George W. Bush venceu as eleições americanas, e pior de tudo, com uma boa diferença. Com essa vitória quem, também, comemorou foram as empresas bélicas, que observaram a alta de suas ações na bolsa de valores de NY(?).
Ok, todos nós, americanos e brasileiros devemos aprender a valorizar melhor nosso poder de decisão, diante do futuro do país. De qualquer forma, valeu a intenção de muitos americanos saírem de casa para votar. Bom, e que seja feita a sua vontade (povo americano). Só nos resta observar as conseqüências dela.
Já que resolvi meter o bedelho na política, vamos lá.
Perguntinha ignorante: quem foi o ser bestial que, as vésperas do Fórum Social Mundial, queria transferi-lo de lugar só porque o PT não ganhou as eleições em Porto Alegre? Será que esse ser "iluminado" não prestou atenção nas propostas do Fogaça que disse que manteria o FSM?!
Aliás, sem tomar necessariamente uma posição partidária, mas defendendo a fala do futuro prefeito de Porto Alegre, a respeito do FSM. Ele tem toda a razão de dizer que o Fórum, que deveria ser um lugar de grandes discussões, faz-se - AS VEZES - apenas de pretexto para esbórnia*.
Eu participei do fórum em 2003 e foi isso mesmo que presenciei. Muita desorganização e gente mais preocupada em fumar baseado do que em mudar o mundo. Nada contra quem fume, com tanto que longe de mim, afinal, detesto até mesmo o cheiro de cigarros. E preservo meus pulmões. Obrigada!
Mesmo com esse relato, trazido a público pela oposição, ele não deixaria de apoiar o evento. Portanto, p'ra que a discussão, hein?!
* Não foram bem essas palavras.E também não posso afirma que ele as disse. Apenas que o PT usou-as, na campanha, para atingir Fogaça
postado por: INGRID GUERRA 1:08 AM DIZemBUCHA aí!!
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Terça-feira, Novembro 02, 2004
Simplesmente amor
A industria cinematográfica adora e, temos que admitir, nós também. Cenas de amor nos comovem; nos fazem sonhar, acreditar que um dia, talvez, alguém faça algo exatamente como aquele personagem, encantadoramente apaixonado, fez pela protagonista.
Claro, na vida real as coisas não são bem assim. Ninguém faz apostas para conquistar o coração da garota mais "durona" da escola; nem "transam" utilizando uma flor ou coisas do tipo. E muito menos saem cantando, com direito a banda e tudo, no estádio do colégio, "I love you Baby..... I need you baby". Isso é ficção, fantasias improváveis. E apesar de belas, deixam a desejar por serem utópicas demais.
No entanto, Simplesmente amor, apresenta-nos algo realmente possível e profundamente romântico. Diria: sublime, intocável.
A campainha toca, a garota vai atender. Na porta um amigo a espera com alguns cartazes e um rádio nas mãos. Ela lhe cumprimenta. Ele pede silêncio e que leia os cartazes, que dizem:
SAY IT'S CAROL SINGERS
Diga, coro de Natal
WITH ANY LUCK, BY NEXT YEAR
Com sorte, no ano que vem
I'LL BE GOING OUT WITH ONE OF THIS GIRLS...
Sairei com uma destas garotas
(várias fotos de modelos)
BUT NOW, LET ME SAY,
Mas, agora, quero lhe dizer
WITHOUT HOPE OR AGENDA
Sem esperança nem planos
JUST BECAUSE, IT'S CHISTMAS -
Apenas porque é Natal -
(AND AT CHISTMAS YOU TELL THE TRUSTH)
(e no Natal a gente fala a verdade)
TO ME, YOU ARE PERFECT
Pra mim, você é perfeita
AND MY MASTER HEART WILL LOVE YOU
E meu coração arrasado amará você
UNTIL, YOU LOOK LIKE THIS...
Até que você fique assim...
(foto de uma velha caquética)
MERRY CHISTMAS
Feliz Natal.
Ela lhe deseja - sussurrando - feliz natal. Ele faz sinal de positivo, pega suas coisas e parte.
Essa única cena retrata com uma sutileza perfeita o espírito do filme (e do título). Pois os 'protagonistas' estão apenas expressando seus mais profundos sentimentos, sem exigir nada em troca. Estão amando simplesmente. E não há nada no mundo com maior valor.
PS: existe uma outra cena no filme que retrata o amor deste personagem e que também é perfeita. Mas deixo vocês descobrirem ela sozinhos.