DIZem BUCHA

Não adianta procurar, pois aqui, você não vai achar nada para te agradar! Mas, se mesmo assim você quiser espiar, sinta-se livre para "DIZemBUCHAR". Frase do momento: As mais importantes mensagens estarão sempre nas entrelinhas. Aprenda a lê-las!



Domingo, Outubro 31, 2004



Adaptada ao horário de verão (ou burrice mesmo!)



Quinta-feira, 28, conectada a 1h30, assistindo TV do Terra (trabalho da faculdade). Surpresa de que minha, ruim e velha, conexão (discada) esteja se superando ao ponto de possibilitar tal façanha. Cansada, mas sem alternativa, permaneço ali até as 3 horas. Arrumo o despertador, visto o pijama, desligo a luz e apago.
Acordo de repente, olho para o relógio: 7:30 e eu ainda na cama. Não acredito, a essa hora deveria estar dentro do ônibus a caminho da PUCRS! Pulo da cama. Corro para o banheiro, escovo os dentes. Volto pro quarto e visto a primeira roupa que encontro. Pego minha pasta, a chave da casa e as passagens. Passo "voando" pela casa, tranco a porta e chamo o elevador (deveria ter ido pelas escadas). Saio do prédio, guardo a chave na pasta e corro até a parada. Passo por um parquímetro, olho as horas, apenas os últimos nº como de costume: ...:36 (novo Record mundial - ou talvez meu despertador esteja um pouco adiantado).
Já na parada e nada do ônibus, espero... espero... espero... espero.... espero. Olho para o relógio: 8 horas. Não tem volta, acabo de perder meia hora de aula (o tempo que o ônibus demora para chegar na universidade). O ônibus, finalmente, chega. Subo, digo bom dia ao motorista e ao cobrador, mas não pergunto o motivo do atraso. Sento-me. Não reconheço ninguém.
Chego a universidade, desço correndo. O pátio praticamente vazio. Entro no prédio que também me parece deserto. Subo ao segundo andar. Secretaria fechada, salão fechado, (sala do) áudio-visual fechada. Subo ao terceiro piso, encontro o corredor sem iluminação. Entro em minha sala de aula e não vejo ninguém. Penso: será que estou em um episódio de "além da imaginação"? Desço até o bar e pergunto se eles (dono e funcionários) estão sabendo de algo. Eles estranham que não haja ninguém na FAMECOS, afinal, é as 7:20 que o "povo" começa a chegar.
Sem graça pelo mico (ou devo dizer King Kong), apenas peço desculpas e volto para sala, tendo em mente que sou o único ser do universo que consegue, atrasada, chegar uma hora mais cedo. Apesar de indignada com minha capacidade sei que isso não se repetirá. E não se repetiu mesmo. Na sexta eu olhei, direitinho, todos os algarismos do relógio antes de por os pés p'ra fora de casa.
Até que, no Sábado, 30, após uma sessão (?) de bate-papo com amigos, e algumas horas de sono, o incidente ocorre novamente. Com algumas diferenças básicas como: tive tempo de tomar banho antes de sair e o ônibus chegou no horário.
Nada me resta se não rir de mim mesma e arrumar uma desculpa plausível para a repetição (burra) do erro: "estou apenas me preparando para o horário de verão".


Figura? Click: moidsch

postado por: INGRID GUERRA 12:29 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Sexta-feira, Outubro 29, 2004

Weird mix!

Momento futilidade cômica:




Momento Dhãm:


DO AMOROSO ESQUECIMENTO

Eu agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?

Mario Quintana

postado por: INGRID GUERRA 11:01 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Segunda-feira, Outubro 25, 2004


Psicodelismo nas veias


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Ingrid Guerra


No verão de 1985, em uma pequena cidade do noroeste gaúcho, nascia Rafael Magedanz Pesce. O garoto que ficara conhecido como Ringo, nos corredores da Famecos. Apelido compreendido assim que colocamos os olhos neste aspirante a crítico musical.
Seus cabelos castanhos, na altura do queixo e a vasta franja, logo acima dos olhos, torna imediata a identificação com a figura de um dos integrantes do grupo de maior sucesso dos anos 1960: The Beatles.
A alusão a Ringo Starr não é à toa. Pesce é um grande fã da banda que encanta gerações e parece não abandonar os aparelhos de som e rádios no mundo todo. Seu interesse pelo quarteto surgiu no início da adolescência, mas a paixão verdadeira se deu com sua vinda para Porto Alegre.
Pode-se dizer que há um "divisor de águas" na vida deste jovem, de apenas 19 anos: o livro Heavy Metal - Guitarras em Fúria, do jornalista Tom Leão, que traça e explica a evolução e as mudanças deste gênero. Foi a partir desta obra que Pesce conheceu e se encantou por Oasis, Led Zeppelin e os próprios Beatles. O que o incitou, ainda, a buscar informações sobre as histórias dos grupos através de pesquisas musicais. Nesta época, virada do milênio, começou a trocar CDs com amigos e a discutir apreciações artísticas. Abandonando, definitivamente, sua fase de supremacia pela MTV.
A influência do canal se justificava pelo fato de não haver em Três Passos, sua cidade natal, uma cultura musical arraigada. Nem mesmo informações a respeito deste universo. Sua família, também, não possuía o costume de comprar discos e derivados. Não obstante, a distinção entre o bom e o ruim se tornava praticamente nula. E os downloads na Internet eminentemente bitolados.
Em 2003, após ser aprovado no vestibular, Pesce vem morar na capital para cursar Ciências da Computação. Curso no qual não permaneceu mais do que três meses. Em agosto do mesmo ano ingressa no curso de jornalismo.
Sua transferência para Porto Alegre lhe rendeu maiores possibilidades no cenário musical, conhecendo novos sons e aprimorando seus gostos. Descobriu uma vertente do rock gaúcho que não chegava ao interior: Graforréia Xilarmônica; Júpiter Maça e Cascavalletes. Além de estreitar alguns laços virtuais e conhecer o homem que seria denominado, pelo próprio Pesce, seu guru musical: Tiagodelic um bilheteiro de cinema de 31 anos que foi o responsável pela sua paixão pelo psicodelismo. O qual lhe apresentou, ainda, a música brasileira e outros estilos.
O prazer pela investigação o levou a adquirir maior conhecimento e apreço pela MPB de Gilberto Gil, Caetano Veloso e Gal Costa - que fizeram parte do psicodelismo em outras épocas -; Bossa Nova com João Gilberto e Carlos Lyra; Samba, de Bezerra da Silva, Adoniran Barbosa e Demônios da Garoa. Além do Blues negro de B. B. King, Muddy Waters, John Lee Hooker e, principalmente, sua derivação branca com Eric Clapton e suas bandas, em especial Cream, e Bluesbreakers de John Mayall; no Jazz suas preferências ficam com Ella Fitzgerald e Billie Holiday. Já o Soul ganhou espaço em seu coração após a leitura de Rock'n'roll uma história social, de Paul Friedlander. Em destaque para os artista das gravadoras Motown e Stax: Aretha Franklin, Otis Redding, Gladys Knight e Marvin Gaye.
Com as pesquisa e leituras, principalmente de revistas como Show Bizz, em especial as críticas de José Flávio Jr. além de Fernando Rosa - que se dedica a músicas antigas e promove bandas sem acesso a mídia em seu site: Senho F. -, surgiu o desejo pela crítica musical. Tarefa que, com tanto conhecimento de causa, não deve ser muito árdua para este jovem entusiasta.
Quando questionado a respeito das bandas atuais Pesce destaca sem titubear o grupo Los Hermanos. A melhor banda do momento, pois consegue misturar MPB, Samba e Rock, com letras inteligentes, sem cair nos clichês. Além deles ressalta o IRA!, que está ressurgindo e Skank com os dois últimos cds.
Pesce acredita que o Brasil dispõe de um vasto cenário musical alternativo. Excelentes bandas que ficam obscurecidas pela mídia e restrita a um público menor, como: Laranja Freak, Superguidis e Pipodélic, o que é uma pena. Foi pensando nestas pessoas que ele, Tiago e Leonardo - outro internauta - criaram um projeto de resgate da música que ficara esquecida atualmente, chamado Brazilian Nuggets: uma coletânea que reúne bandas obscura dos anos 1960, psicodélicos e garageiros.
Os volumes são produzidos a partir da cópia de vinis. As músicas são lançadas na Internet e podem ser baixadas no mundo todo através de um programa de compartilhamento de arquivos: o Soulseek. Três volumes já foram disponibilizados e o quarto está quase pronto.
Além do Brazilian Nuggets os garotos fazem parte do grupo denominado Tiagodelic e os estagiários da anfetamina. Um projeto despretensioso que lança na rede música produzidas por estes aficcionados do psicodelismo. Uma forma de extravasar a vontade de serem músicos. Um detalhe interessante a ressaltar é que apenas um dos integrantes sabe tocar instrumentos. Pesce se desculpa quanto a isso dizendo que com tanta pesquisa não sobra tempo para se dedicar ao aprendizado instrumental.
Um jovem com disposição, opinião e um futuro brilhante é uma boa definição para Pesce. O sorriso estampado no rosto e o brilho nos olhos, ao falar de sua paixão, não nos deixam dúvidas.


Figura? Click: Moidsch

postado por: INGRID GUERRA 8:58 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Domingo, Outubro 24, 2004



Você Sempre Será

Quando a lua tentar me encontrar
Diga a ela que eu me perdi
Na neblina que cobre o mar
Mas me deixa te ver partir
Um instante, um olhar
Vi o sol acordar
Por detrás do seu sorriso
Me fazendo lembrar

Que eu posso tentar te esquecer
Mas você sempre será
A onda que me arrasta
Que me leva pro teu mar

Sinto a calma em volta de mim
O teu vento vem me perturbar
Me envolve, me leva daqui
Me afoga de novo no mar
Um Instante, um olhar
Vi o sol acordar
Por detrás do seu sorriso
Me fazendo lembrar

Que eu posso tentar te esquecer
Mas você sempre será
A onda que me arrasta
Que me leva pro teu mar
Me perco nos teus olhos
E mergulho sem pensar
Se voltarei...

Posso tentar te esquecer
Mas você sempre será
A onda que me arrasta
Que me leva pro teu mar
Me move, me leva pra longe daqui
Me perco nos teus olhos
E mergulho sem pensar
Se voltarei...

Marjorie Estiano (??)

Figura? Click: moidsc

postado por: INGRID GUERRA 11:18 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Sábado, Outubro 16, 2004



A eminente falta de ânimo para postar e o considerável aumento de leitores, na última semana, me fizeram adaptar um trabalho da faculdade, transformando-o em indicação literária. Gostaria de poder agraciar meus visitantes com belos textos, crônica ou pseudo-poemas. Mas, infelizmente, minha estima anda baixa demais. Ao invés de prazerosos escritos, acabaria postando, se o fizesse, reclamações mil e altamente depreciativa. Além disso, estou de partida. Irei visitar minhas "maninhas" em Ijuí - e minha mana (verdadeira) em Sta. Rosa -. Portanto, mais uns dias de sumiço. Quem sabe, assim, eu não volte com novidades para compartilhar?! Beijos mil!


Histórias de uma vida

Mais do que a história de uma rádio ou uma viagem no tempo, pelo cenário musical, nas últimas três décadas do século XX, Prezados Ouvintes!, de Mário Borba, é uma história de amor.
Não um amor carnal. Algo maior do que isso, um amor pela "causa". Um amor pelo que se faz. Uma paixão antiga que não nos abandona jamais.
Sem seguir uma linha cronológica, Borba, nos remete aos mais variados e divertidos episódios da sua carreira de locutor de rádio (alternativa).
Sua narrativa é um ir e voltar no tempo: seus primeiros passos na rádio em Cachoeira do Sul. O "engajamento" político da geração "poncho e conga", nos anos de faculdade. Um novo estilo de programação - sons alternativos que não chegavam à maioria das rádios -, e o advento de uma nova emissora, a rádio Ipanema FM.
O Livro trás ainda algumas entrevistas memoráveis, em sua vida, com astros nacionais e internacionais - Hermeto Pascoal, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Fito Paes e outros. Bate-papos com as bandas e músicos, como Ney Lisboa, que ficaram conhecidos tocando na Ipanema. Relatos das amizades que surgiram através desta proposta de mostrar aos ouvintes o que estava acontecendo na sua cidade, em termos musicais. E a relação da rádio com o bairro Bom Fim: bares como o Ocidente, o bar do João; o anfiteatro Araújo Viana, a Praça da Redenção e todos aqueles ambientes, pontos de encontro dos artistas da época. Além é claro, dos episódios bizarros que ocorrem no dia-a-dia de uma rádio.
Borba relembra que uma de suas colegas, Kátia Suman, certa noite, recebeu várias ligações de um ouvinte que pedia insistentemente que tocassem suas músicas favoritas, chegando a ameaçar de morte a locutora. Ela deixou anotado o fato no caderno de registros internos da Ipanema e chegou a avisar a portaria para que não deixasse ninguém ¿estranho¿ subir. Algum tempo depois ele (ouvinte) voltou a ligar pedindo desculpas pelo ocorrido.
Todavia, também existe as boas surpresas que os ouvintes preparam, como quando Borba disse, no ar, não ter almoçado e um de deles levou uma pizza ao estúdio. Ou quando Borba decidiu trabalhar na Pop-Rock (a rádio da Ulbra) e seus ouvintes o "acompanharam".
São tantos os fatos pitorescos que fica difícil classificar os melhores. Além disso, as histórias são contadas de uma forma tal que nos transmitem a satisfação, apesar de toda "ralação", que ele tem em estar vivendo estas maluquices que nos impede de abandonar a leitura. Sem dúvidas um livro encantador, mesmo para quem não tem pretensões radiofônicas.

postado por: INGRID GUERRA 1:45 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Quarta-feira, Outubro 06, 2004

Um beijo



Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior...Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!

Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.

Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção, naquele instante
por que, feliz, eu não morri contigo?

Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto....

Olavo bilac


Figura? Click: Moidsch

postado por: INGRID GUERRA 12:26 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Sexta-feira, Outubro 01, 2004

Mensagem subliminar.


Nbakjgsajr sbfcjhd hdksa udc
Minha adorável criança
Ahhkgwj hkhsfkhsdfkjds jgasjfa
Teu silêncio te releva
Dgfjcvcdj hfdjsbvdia jsfkjzj shffhdslhfd fkj
E mostra a mim, tal como aquarela,
Agbsjamx djsahkhdkas dgsagdkasd kdgkasdbkashd
O que por vezes tua retórica me privou.

Afjgsekjrtskdyhfk jydesaudaus gkagkdjhgkas gdjkgwkagkas gagkg
Foi, pra mim, tristeza e salvação, o medo em teu coração,
Vjlulrulkasjd gkgayewyey gyewkuydoiwhekl qgkykgsk
Pois livrou-me da ilusão.

Ehgkwhawkhklahwk gksjhgajshgkdgsm jg sj
Mesmo assim, ainda penso em ti.
Rshkjzh\skj gdjkjdghjg bcmb,jlk\jlkjl ,nxnmnlkj
Talvez espere aquele adeus que nunca ouvi.

Ldnkjashkxb\,mbx dgkjsdhgkahd bmnbcmnb,lk\ bmnbmxnbv ljuhigln,nc,n khkhkb
Tua ausência, ainda, me leva a procurar, resíduos de tua vida, onde tu não estas.
Ehklhkh xczxacdaswf wvcxcaxcecce iupougoiuou uiodoui
Felizmente, eles já não me fazem mais chorar.
Rdbkjfgsjgdjhmbxvzhgfh jjgdsjgdjgjgd jgsjkagdgsk js
Quem sabe um dia volte a te encontrar.


... ASSIM



Ingrid Guerra

postado por: INGRID GUERRA 11:02 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


on-line


Ingrid/Female/21-25. Lives in Brazil/Rio Grande do Sul/Porto Alegre/Rio Branco, speaks Portuguese and English.
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