DIZem BUCHA

Não adianta procurar, pois aqui, você não vai achar nada para te agradar! Mas, se mesmo assim você quiser espiar, sinta-se livre para "DIZemBUCHAR". Frase do momento: adivinhe quem voltou? Sim, eles voltaram... meus coments a sua disposição!



Segunda-feira, Setembro 27, 2004

Momento Reflexão: será que beleza é hereditária?


meu maninho não é um Gato?!

postado por: INGRID GUERRA 10:58 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Domingo, Setembro 26, 2004



Vida de seriado - em meu querido diário.

É verdadeiramente uma merda estar naquela época em que você ultrapassou o período das três letrinhas incomodativas, mas, sua irritação permanece presente. Você se sente um ser tão significante e esperto quanto uma ameba deformada. Tem surtos quiméricos. Desejos absurdos de destruição de todo e qualquer objeto que esteja a sua frente. E uma vontade louca de viver em outro mundo.
Um mundo onde as pessoas são apaixonadas por você. Onde você tem um cabelo maravilhoso, um olhar encantador, um sorriso fora do comum, uma inteligência absurda, uma memória invejável e, claro, um corpo perfeito.
O lugar no qual você resolva seus problemas, em um passe de mágicas, e tudo sempre acabe com um final feliz. Vida de seriado (americano)? Talvez, por que não?! Ao menos por um dia. Ao menos nos momentos de desdém. Ao menos até essa cólera passar.
O tempo suficiente para um beijo de perder o fôlego, com direto a trilha sonora e locação cinematográfica. Tempo suficiente para você se sentir amada, para ser admirada. Suficiente para deixar um gostinho de quero mais.


Vida real - em meu querido diário.

Concentração... é disso que preciso. Inspiração para um texto (crônica) bom o suficiente, ao gosto do meu professor de T.R.F.N.. Algo que o inspire a melhorar minha nota e ver com "melhores olhos" minhas crônicas.
Preciso me libertar dos devaneios românticos e produzir algo menos meloso e que atinja seus anseios. Que com certeza não aspiram a menor relação com amor. Abolir sentimentalismo parece ser mais apropriado e sensato.
O problema esta exatamente aí. Minha natureza é utópica. Meus dedos procuram as teclas com ânsia e quando me dou por mim, algo com referências afetiva reluz sobre o papel. Um saco! Será influência de, um dos maiores desafetos do prof. de T.R.F.N., Martha Medeiros? Vai saber!! Bom, chega disso aqui. Tô começando a me irritar novamente. O melhor a fazer é jogar free-cell ou spider para liberar a tensão. D'accord?! Au revoir!

postado por: INGRID GUERRA 12:59 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Sexta-feira, Setembro 24, 2004

Gentil Loucura

Hoje eu tô jogando tudo fora
Tudo que não presta mais
Todo o lixo que juntei
Nos meus becos e quintais
Tô falando de loucura
Tô falando de viver
Aura clara, sorte escura
Descobrir o que se é, e ser
Pois é preciso ser honesto
Se cada dia é diferente
Sou um anjo e não presto
Sou só eu no meio desta gente
Tô cansado de bancar
O herói de mim ou do bem
Abro a porta, eu quero mais
Eu quero ser sincero com alguém
Deixe que eu respire o ar livre da rua
Sem parar pra discutir
Deixe que eu passeie minha loucura
Gentilmente po aí

::Skank::

postado por: INGRID GUERRA 1:37 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Terça-feira, Setembro 21, 2004

Acusação da vez....


O esporte favorito de três, em cada dez, pessoas que eu conheço é: me acusar. Prática essa, também cultivada, muitas vezes, por desconhecidos. Não sei bem o motivo pelo qual fui escolhida o alvo de tanto falatório. Sei apenas que estas exprobações ocorrem nas mais diversas circunstâncias.
Seria até divertido, não fosse a injustiça - muitas vezes - por trás do comentário, desfrutar da visão que os outros têm de mim.
Recentemente fui agraciada por uma destas críticas excelentes, recheadas de ressentimentos, guardados há algum tempo que, quando expulsados, não há barreira que as faça cessar.
Imputaram-me de não saber demonstrar sentimentos. Se não me falha a memória a frase foi: ¿Ingrid, tu é muito estranha. Até o final do ano passado, eu não tinha certeza de que você gostava de mim. Na verdade, até hoje não tenho. Apenas acho que sim. Não sei se você me considera sua amiga. Porque eu te considero minha amiga, mas você não demonstra, sei lá¿ (ou mais ou menos isso).
Uma nova argüição, sem dúvida, para minha lista. Já fui acusada de interesseira, de falsa; de maconheira; de me rebaixar ao mais vil patamar que alguém pode alcançar, por ¿amor¿ (ou sentimento semelhante); de ser lésbica entre outras. Mas, de ser incapaz de demonstrar afeto, é a primeira vez.
É certo que não sou a mais presente das amigas que alguém possa ter. Que tenho considerações muito particulares e acredite desnecessários alguns pormenores do convívio social. Todavia, sempre estive pronta para ouvir, ajudar, conversar, informar, brigar, brincar e qualquer outra coisa que alguém deseje de um amigo.
Se, algum dia, não ofereci meus préstimos a um necessitado foi por incapacidade momentânea. Um bom exemplo disso ocorreu algumas semanas atrás, quando me vi aconselhando uma garota ¿ com a qual nunca havia trocado, se quer, comprimentos formais - após uma briga (dela) com seu namorado. Posso não ter atingido o propósito de fazê-la parar de chorar, mas, ao menos, ofereci meu ombro para isso. Será que mereço mesmo essa classificação? Acho que não. De qualquer forma, o desabafo não veio em vão, alguma razão ela deve ter de proclamá-lo. Quem sabe, infelizmente, ela espere de mim mais do que eu possa prover-lhe.
Apesar destas frases terem denotado ao texto um sentido, digamos, meio gay (sem preconceitos), elas me remetem a uma velha canção dos Titãs (???), que diz, mais ou menos assim:
Insensível. Insensível você diz. Impossível... fazer você feliz. Será esse meu atual tema musical?

postado por: INGRID GUERRA 9:57 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Sábado, Setembro 18, 2004

Fotos do acidente ocorrido em 4 de Setembro de 2004







postado por: INGRID GUERRA 5:28 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Domingo, Setembro 12, 2004



Vai entender...

Enquanto minha fama de intelectual se espalha entre os acadêmicos do curso de administração, minha moral intelligentsia é considerada nula por alguns usuários do orkut (e outros ambientes virtuais). Só não sei se devo ficar feliz ou triste com o fato?!
De qualquer forma, prefiro mesmo ser desconsiderada pelos amantes da crítica pela crítica e de seres sem discernimento para compreender o simples repasse de informação terceirizada, camuflada de opinião.
Apenas uma dica útil a toda e qualquer pessoa, que interessar possa: fale menos e crie opinião própria - lendo e pesquisando dados reais - antes de repassar besteiras alheias. É preferível calar-se e deixar que as pessoas lhe considerem um idiota do que abrir a boca e comprovar isso.


Gatinha nova no 'pedaço'

Uma de minhas grandes amigas, Joseane, recebeu um presentinho especial nesta quinta feira. Ela deu a luz à bela (segundo Amanda) Laíssa.
Espero que essa nova fase, na vida de minha amiga, seja repleta de momentos felizes. Um super e demorado abraço a você, querida Josi, e um beijinho em sua fofuchinha.


Últimas notícias:

O motorista do Gol, Tarso Queiroz, de 26 anos, prestes a se tornar gerente do banco Sicrede de Seberi, faleceu, ainda no Sábado. Eles estavam indo a festa de um aninho de um familiar, em Canoas.

Coisas boas de se perceber.

Apesar de um início trágico e da correria, minha viagem a Ijuí, foi bastante proveitosa. Descobri que meu afeto pelas pessoas se renova e se transforma - as vezes - com o tempo. O melhor de tudo é que quando meu carinho se transforma, é sempre em algo bacana.
Uma de "minhas maninhas" está sendo cortejada por um antigo amor (quase platônico, pode se dizer, já que ele nunca sentiu algo, realmente, mais forte pela minha pessoa) meu.
Para a felicidade de todos, me parece, desta vez, "a coisa" esteja no caminho certo. Foi muito bom vê-los juntos. Espero que esse relacionamento seja duradouro, pois, minha "maninha do coração" merece alguém que a ame e respeite de verdade. E ele parece ter todos os predicados necessários para isso.
Outra coisa que percebi é que a máxima que diz: Deus escreve certo por linhas tortas, tem sua razão de ser. Eu realmente não tinha muito a ver ele. Infelizmente, antes de termos esta certeza sofremos muito pela nossa falta de sorte no amor. De qualquer forma esse padecimento nos ajuda a crescer e a enxergar com mais clareza o que está a nossa volta.
Aliás, acho que já posso me considerar p.h.d. em pseudo-relacionamentos, que se quer chegam a existir, mas que nós ensinam p'ra caramba. Com o último, aprendi que não importa o bem que você faça a alguém - ou a quantas concessões você seja capaz por uma amizade -, algumas pessoas simplesmente desconhece o significado de algumas ações/palavras. E à elas, a única coisas que vale a pena desejar é: que aprendam, cresçam e tenham mais consideração pelo outros.

Agradecimentos:

Em tempos de escassez total de leitores, como mostram as estatísticas de meu blog, nada melhor do que agradecer quem tem o bom gosto de voltar aqui. Há
muito queria dedicar umas linhas a um(a) leitor ou leitora de Portugal. Vira-e-mexe essa pessoa aparece por aqui para me prestigiar. Por isso, deixo aqui minha imensa satisfação e agradecimento por sua presença. Valeu!!!!

postado por: INGRID GUERRA 10:26 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Quarta-feira, Setembro 08, 2004

Após uma semana de Intercom, na qual você quase ficou morando na faculdade, nada melhor do que um Feriadão para descansa, certo? Errado. Se seu objetivo for mesmo colocar as pernas para o alto e apenas curtir a vida com seus amigos. Principalmente se estes residirem em outras cidades.
Desista de viagens. Fique em casa, alugue alguns vídeos e aproveite para pôr seus trabalhos, estudos e leituras em dia. Já se você não suporta mais a saudade de suas amigas, que você não vê a mais de 6 meses; de seu cunhadinho preferido - além de único - e de sua irmã gatona... aí não tem saída. O negócio é por o pé na estrada e estar preparado para o inexorável.

A seguir relatos de uma viagem cheia de histórias para contar. E do feriado mais violento do ano. Com 34 mortes nas estradas gaúchas e mais de 1000 acidentes pelo Brasil.




Asfalto Selvagem


Naquele fatídico sábado, antecedente ao feriado da proclamação da república, acordamos cedo o bastante para sairmos de casa às 5 horas. Assim, chegaríamos a Ijuí (noroeste gaúcho), ainda pela manhã, antes de o comércio fechar.
Tudo estava correndo bem [e correndo é mesmo o verbo certo para se usar aqui], embora alguns trechos do percurso estivessem cobertos pela neblina. Não havia, ainda, um grande fluxo de automóveis. Todavia, a estrada não estava deserta.
Por volta das 7h 15 min, alguns carros que trafegavam em sentido contrário, na BR 386, nas proximidades do km 300 (?) - entre Lageado e Soledade -, sinalizavam que algo estava acontecendo. Logo percebemos que o trafego ficara lendo. Não demorou muito para visualizarmos o motivo. Três automóveis envolveram-se em um acidente.
Curiosa, pedi que meu irmão estacionasse o carro para que pudéssemos checar como ocorrera a colisão. Ao me aproximar dos destroços percebi que as vítimas ainda estavam no local, à espera de socorro. Motoristas que presenciaram o desastre tentavam remover os feridos das ferragens. Uma senhora - com idade (aparente) entre 45-50 anos - que estava sentada no asfalto, coberta por uma toalha azul, com ilustrações marinhas, tremia muito. Ao seu lado alguns homens tentavam retirar a porta de um Gol branco onde estavam presos seu marido e filho.
Alguns passos dali, dentro de um Monza grafite (?), uma senhora, de idade avançada, se encontrava com as pernas para fora do veículo, acomodada no vão entre os bancos dianteiros e traseiros. A frente em meio a uma pequena concentração de pessoas, sentado sobre malas e outras bagagens estava o motorista do Monsa (Josias), aparentando 40 anos. O terceiro veículo envolvido estava a alguns metros dali, felizmente, sem feridos, apenas com abalos na traseira do mesmo.
Meu irmão, acostumado a sair com meu pai em suas patrulhas (somos filhos de um policial rodoviário federal - aposentado), resolveu colocar em prática seus conhecimentos e organizar o trânsito, da melhor forma possível, com a ajuda de terceiros.
Uma ambulância chegou segundo depois. Os socorrentes - que para meu espanto são conscientes apenas dos primeiros socorros - pediram o auxilio das pessoas que se encontravam no local, preferivelmente médicos ou enfermeiros. Minha mãe que já havia sido enfermeira voluntária e mais duas estudantes foram até a ambulância, colocar luvas para prestar os primeiros socorros. Infelizmente só havia duas macas e o número de feridos era bem maior do que isso. Todos precisavam ser atendidos o mais rápido possível. Os ferimentos eram graves, mas, era preciso "escolher" alguém.
Os primeiros a serem atendidos foram os dois homens presos às ferragens do gol. Assim que conseguiram libertá-los, percebeu-se que um deles poderia esperar a chegada de uma segunda ambulância, já que esse conseguia caminhar. Então a sra. que estava no chão - possivelmente com uma de suas pernas quebrada e outra com um ferimento profundo no tornozelo, no qual era se podia enxergar os ossos - e seu filho - o motorista do gol -, inquieto com as dores e gritando muito, foram colocados nas macas e levados até o hospital de Soledade. Enquanto isso, eu tentava descobrir onde estavam os outros filhos - pequeninos - dessa senhora. Descobri que no "calor da hora" alguém, não identificado, teria levado os dois para um hospital - em direção a Soledade. Ninguém sabia dizer quem fora, a placa ou o modelo do carro, para desespero da mãe que já estava deveras abalada. Tentei apenas acalmá-la dizendo que eles estavam bem e que logo ela os encontraria.
No meio desta confusão o motorista do Monza, que estava, aparentemente, em melhor estado, teve um principio de desmaio. Corremos para ajudá-lo. Colocamo-lo no oxigênio, embora ninguém estivesse muito certo de como fazê-lo. Ele estava com muito sangue na boca e era preciso expeli-lo.
A segunda ambulância demorou a chegar, e quanto mais o tempo passava, pior era o estado de Josias. Sua mãe, que se encontrava ainda dentro do Monza, reclamava muito de dor. Seu pai, também ferido, tentava acalmar a ambos. Sua mulher apenas pedia insistentemente para que não deixássemos ele morrer. Josias sentiu a morte rondando e começou a se despedir de seus familiares, se desculpou pelo acidente e por não ter conseguido realizar a viagem que levaria seu pai ao médico.
Tentei descobrir como fora a colisão e se alguém tinha notícia sobre a segunda ambulância. Dois patrulheiros rodoviários chegaram ao local, vindos de um outro acidente que ocorrera na madrugada, na mesma BR 386 e matara 5 pessoas. Meu irmão procurou saber se na viatura havia alguma maca, pois o socorro estava tardando a chegar. Porém, a resposta foi negativa.
De repente avistamos uma ambulância e todos respiraram aliviados. No entanto, esta não estava a serviço. Mesmo assim o motorista parou para que os feridos fossem removidos. Nela fora levado Josias e o pai do motorista do gol para o hospital em Lageado.
Logo depois, a segunda, e tão esperada, ambulância a ser chamada chegou ao local e removeu a senhora - mãe de Josias - do Monza, que foi acompanhada de seu marido. Nos últimos instantes da remoção meu irmão lembrou-me de pegar a câmera fotográfica que estava no carro para registrar os fatos.
Embora eu e minha família tivéssemos prestado toda a ajuda possível até ali e nada mais pudesse ser feito por nós. Os parentes dos envolvidos não gostaram da idéia de uma jovem fotografando. Bradaram palavras de indignação e me olharam com tamanho desprezo que cheguei a temer alguma agressão. Mesmo assim tirei algumas fotos. Logo nos despedimos de todos, que agradeceram a minha mãe e irmão, mas, se quer olharam para mim. Deixo claro aqui que não desejava nada além da compreensão, de que só me dediquei as fotos após fazer todo o possível pela vida dos familiares e amigos destas pessoas que me olhavam com desdém. Mais uma vez pude perceber que vida de "jornalista-fotográfica" não é p'ra qualquer uma. Você acaba sendo uma das pessoas mais odiadas da terra mesmo que deixe seu trabalho em segundo plano em alguns momentos.

OBS: Assim que eu revelar meu filme, colocarei aqui algumas fotos para ilustrar o texto.


Figura? Click: moidsch

postado por: INGRID GUERRA 8:40 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


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