DIZem BUCHA

Não adianta procurar, pois aqui, você não vai achar nada para te agradar! Mas, se mesmo assim você quiser espiar, sinta-se livre para "DIZemBUCHAR". Frase do momento: adivinhe quem voltou? Sim, eles voltaram... meus coments a sua disposição!



Segunda-feira, Agosto 30, 2004

ELE MERECE!!!




Adoro sinônimos. Tanto que até comprei um dicionário dedicado apenas a eles - ou melhor, a eles e a seus antônimos (aliás, isso já faz tempo). Meu mais que precioso Houaiss. Não sei quanto a vocês, mas, para mim, a cada uso que faço de um novo vocábulo me sinto mais feliz. Se conseguir lembrar dele em outros textos e fazer com que este se torne parte de meu vocabulário habitual, então... nossa! É o prazer supremo. Principalmente porque minha cabeça não funciona muito bem. Problemas de reminiscência. Memória fraca ou falta de (memória).
Faz tanto tempo que não escrevo. Chego a duvidar se devo publicar este texto. Quem sabe ele tenha um melhor fim, guardado junto a tantos outros "arquivos de gaveta". Sim, como os jornais que guardam matérias para serem publicadas posteriormente (nossa, péssima conceituação de arquivos de gaveta, mas, deixa assim), também eu, escrevo coisas que ficam armazenadas em meu H.D. a espera de uma postagem. Que pode - e realmente ocorre - nunca acontecer.
Mas... sobre o que mesmo estava falando? Ah, lembrei! O prólogo acima tinha como objetivo introduzir meus leitores ao mundo das palavras não usuais, para em seguida, remetê-los a apresentação de mais um de meus afetos acadêmicos (sem maldade, por favor).
Meu professor de T.R.F.N (Técnicas de Reportagens e Formas Narrativas) que parece gostar de um rebuscamente (?), como eu. A única diferença é que ele os usa com muito mais freqüência, inclusive em suas falas. Um dia eu chego lá. Quem sabe consiga até atingir o patamar de minha amiga prosopopéia.
Voltando a descrição de meu professeur, tendo em vista que eu adoro falar deles, seja pro bem ou pro mal, tenho que admitir que gosto dele p'ra caramba. Aliás, minhas aulas de segunda são as melhores, não tanto pela matéria, mas pelas figuraças ( a profª de Legislação é um comédia - no bom sentido). E isso é legal, torna a aula interessante, faz você prestar atenção. Uma brincadeirinha, um causo contado, uma palavra nova sendo proclamada, isso é que provoca o gáudio do aprendizado. E se você for meio seqüelada (tá bom, palavra péssima), como eu, é provável até que você anote as melhores para procurar no dicionário depois. Se bem que muitas vezes não as anoto pelo significado, mas pela expressão em si. Como no caso das memoráveis tiradas do meu amado professor Jacques. Vocês lembram do ser humano feito de chocolate e do perfume I'm here boy?
Então... o prof. Vitor também é um cara legal, destes que te fazem querer ir as aulas. Hoje mesmo ele comentou sobre seu blog que, obviamente, fui conferir e recomendo. Encontrei algumas pérolas que não posso deixar de citar, tais como: pedra drummondiana - usada para expressar seu sentimentos ao se ver no 'caminho' de um individuo que embora viesse em sua direção, desejava atingir outro ser ou lugar -; caverna dos 40 ladrões - usada como sinônimo de bancos, mais exatamente do Santander -; e, não poderia deixar de fora a mais engraçada de todas, seu abdômen renascentista - que dispensa explicações -.
Ah, outra coisa que notei é que ele tem uma tara por "lambidas", no sentido mais explicito da coisa. Não consegui entender, porém, se ele é praticante da "cousa", mas, seu imaginário adoraria que o fosse (bah, sacaniei agora!).
Apesar destes desejos obscuros de "utilização glóssica" ele parece um sujeito formidável. Que se emociona com a sobrinha e tem um terno carinho pela avó. Além de odiar algumas famequianas esnobes e bestiais. Um cara desses merece ou não admiração?


Figura? Click: moidsch

Blog do meu professeur: Cacto - um blog vitoriano

postado por: INGRID GUERRA 11:51 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Sábado, Agosto 07, 2004

21 coisas que desejo em um amante




Inspirada em "21 things I want in a Lover" - Alanis Morissette - decidi listar meus anseios utópicos de amor. Como diz a própria canção: "... não são necessariamente exigências, apenas (atitudes e) qualidades que eu prefiro".
Se pudesse moldar alguém, o "partido-perfeito", desejaria que ele gostasse de mim o suficiente para não me fazer sofrer em demasia.
Apreciaria se ele admirasse minhas qualidade e que juntos tentássemos melhorar nossos defeitos.
Seria sincero. Nunca me faria promessas, sem intenções de cumpri-las, nem me faria acreditar em quimeras. Não teria medo de se envolver. Amar-me-ia como sou - ranzinza, estressada, revoltada e nostálgica - a qualquer hora do dia ou da noite, mesmo com cabelos revoltos e olheiras.
Ele seria paciente, esperaria o tempo suficiente para que alguns bloqueios se dissolvessem. Beijar-me-ia com paixão; me faria esquecer o mundo, mesmo que apenas por alguns segundos. Pegar-me-ia no colo. Cuidaria de mim em momentos difíceis; e estaria próximo, ao alcance de meus braços, nos instantes de alegria, para que eu pudesse abraçá-lo - forte e longamente.
Seria engraçado; comunicativo; desinibido - indiferente ao local ou circunstâncias. Teria uma grande capacidade intelectual, mas saberia que sozinha ela não se iguala a sabedoria. Seria aventureiro. Sentiria prazer em me apresentar um novo mundo (seu universo), me mostraria seus valores e compreenderia os meus. Ficaria longe quando eu precisasse de um tempo sozinha. Não teria vícios (ruins).
Saberia tocar algum instrumento e cantaria canções ao "pé-do-ouvido". Escrever-me-ia cartas de amor. Pedir-me-ia desculpas quando errasse e me perdoaria quando eu o fizesse.
Como podem ver, não há nenhum pedido absurdo, apenas pequenos detalhes que fazem uma grande diferença. Porém, reuni-los em uma só pessoa, não é uma tarefa fácil. Afinal, nem mesmo nós somos tão cientes, sensíveis, maduros e compreensíveis ou apaixonados o bastante para satisfazermos as necessidades do ser amado.
E, para sermos bem sinceros, o gáudio de uma relação consiste exatamente nessas diferenças que nos irritam, nos machucam e nos fazem perceber o quanto somos capazes de aceitar pela simples satisfação de amar. O que não nos impede de sonhar ou criticar.

Faça você também sua lista! Clique aqui


Figura? Click: moidsch

postado por: INGRID GUERRA 11:04 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:




Saúde

Me cansei de lero-lero
Dá licença mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões
De como ter um mundo melhor
Mas ninguém sai de cima
Nesse chove-não-molha
Eu sei que agora
Eu vou é cuidar mais de mim!

Como vai, tudo bem
Apesar, contudo, todavia, mas, porém
As águas vão rolar
Não vou chorar
Se por acaso morrer do coração
É sinal que amei demais
Mas enquanto estou viva
Cheia de graça
Talvez ainda faça
Um monte de gente feliz!

* Rita Lee

postado por: INGRID GUERRA 2:42 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Sexta-feira, Agosto 06, 2004

Cuidado, a cegonha está a solta!!!!



A cegonha está à solta. Parece-me que todas as garotas que eu conheço - e algumas que não conheço - fizeram um pacto: vamos dar a luz em 2004.
Seria capaz de apostar que elas estão fazendo um "complô" contra mim. Querem me dizer: olha, cê virou titia mesmo, garota! Quem mandou ser ranzinza, sentimentaloide e acreditar em príncipes encantados? O negócio é se contentar com sapos mesmo. Ser feliz e mostrar que os "gosmentinhos" (desculpem, não encontrei um sinônimo para sapo) tornam-se verdadeiros 'aristocratas do amor' quando bem domesticados.
Ah, detalhe: não se esqueça de tratá-los com pulso firme. Homens, geralmente (também detesto generalização, mas...), não têm afeição por mulheres que os tratem bem. Bom mesmo é desvalorizá-los. Não mostrar que o produto lhe apetece, eles adoram isso. Essa é a tática. Aliás, funciona com algumas garotas também (oh, gente que gosta de sofrer!).
Brincadeiras à parte. Afinal, não me considero o centro do mundo e, por isso, tenho a mais absoluta certeza de que não existe nenhum conluio com pretensões malignas contra mim. E, voltando ao assunto: amigas grávidas...
Quero desejar a vocês, gurias (Daia - alias, parabéns pelo casório -; Lili; Jose; e a todas as outras futuras mamães), a mais sublime Felicidade e um parto tranqüilo e rápido. Aproveitem seus bebês e curtam o prazer (???) de pegar "aquelas-coisinhas-fofas" no colo e saber que eles vieram de vocês. Sorte pra todas, e muita paciência, pois junto a eles (bebês) virão: fraudas; choros; cansaço; responsabilidades extras, etc. Mas, não se preocupem, mesmo assim, vocês irão amá-los como nunca.
E a mim, resta o papel de titia sapeca (ou sacana?), e a missão de ensinar a eles que com jeitinho eles terão vocês aos pés. Heheheh. Bjs a todas.


Figura? Click: moidsch

postado por: INGRID GUERRA 1:53 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Terça-feira, Agosto 03, 2004

Filmes sobre amor: para relembrar, pensar (sobre os próprios atos), chorar e deixar que as lágrimas extraiam de nós as mais profundas mágoas.




Brilho eterno de uma mente sem lembrança.

A história quase todos já sabem...

Joel (Jim Carrey) decide apagar de sua memória todas as lembranças de vida ao lado de Clementine (Kate Winslet), sua - agora - ex-namorada, após descobrir que a moça utilizou os serviços da Lacuna Inc. para deletá-lo de sua mente.
Prostrado pela ação de sua amada ele procura o Dr Howard Mierzwiak (Tom Wilkinson) que marcará todos os pontos onde há indícios de Clementine para que, posteriormente, seus ajudantes - Stan (Mark Ruffalo) e Patrick (Elijah Wood) - eliminem as recordações da jovem de seu encéfalo. Tudo "correria bem" se Joel não se arrependesse de sua atitude no meio do processo.
Não obstante, após constatar que não deseja esquecer os momentos felizes em que desfrutou da presença da sua amante, ele tenta esconder da atuação do Dr. Howard resquícios de Clementine, fazendo-a "aparecer" onde jamais esteve.

... Mas só quem viu essa maravilhosa obra de Charlie Kaufman (roteirista) e Michel Gondry (diretos) é capaz de sentir o que Alysson Oliveira descreveu em sua "resenha" sobre a película: Brilho Eterno... "Não é aquele filme que te faz se acabar de chorar dentro do cinema; ele te acompanha até em casa, dorme contigo e ainda te leva café na cama a semana inteira. Um filme tanto para se admirar quanto se apaixonar. Assista ou sua vida terá sido uma experiência incompleta".

Para quem ainda não desfrutou deste prazer pode considerar exagero tais palavras. Mas, vos digo: elas não são vãs.
Por que uma experiência incompleta? Porque, embora seja uma obra ficcional, a película retrata com imensa semelhança nossas atitudes diante do amor, do ser amado, e do cotidiano. E nos faz pensar nos erros que muitas vezes cometemos em nossos relacionamentos.
No principio, até mesmo os defeitos dos enamorados parecem bobos, e a cada gesto, mesmo que (algumas vezes) incoerente a nossa posição, nos fazem amá-lo mais. Com o tempo esses pequenos delitos tomam uma proporção muito maior e são capazes de nos fazer esquecer as coisas boas que ainda restam na relação.
O amor permanece lá, no fundo de nossos corações, mas se mantém adormecido. Cansado por esperar mudanças que nunca ocorrem. E talvez nunca ocorram. Nós é que deveríamos ter nos preocupado mais com nossa própria felicidade, sem fazer do outro o caminho para ela, sem abdicar do que nos é satisfatório. Assim evitaríamos maiores magoas e palavras desconexas vociferadas por um coração ferido. Que com certeza um dia se arrependerá de tais elocuções.

Por: Ingrid Guerra




Dolls


Outra mostra do sublime prazer que películas bem produzidas provocam nos telespectadores é o excepcional Dolls, resenhada aqui por uma garota de talento incontestável - Carlota - que soube como ninguém expressar toda a beleza desta produção em um texto para ser lembrado durante a sessão.
Espero que minha cara amiga não se zangue de minha apropriação de seus escritos, de 22 de abril deste ano. Para quem deseja se deliciar com outras excelentes "composições" basta acessar: Hay Dias






Sessão de Arte. Filme japonês. Dolls. Dirigido por Kitano Takeshi. De frente à "grande tela". Eu, Rodolfo, Kênia e Alexandre. Diante dos meus olhos atentos, surgem marionetes do tradicional teatro japonês, denominado Bunraku, que na maioria das vezes, apresenta óperas retratando amores infelizes. Tal introdução serviu para nos alertar acerca do porvir das cenas: A Tristeza de mãos dadas com a Beleza do Amor. O filme relata três histórias. Resolvi separá-las por "títulos camonianos".

1) É um estar-se preso por vontade

Um rapaz (Matsumoto) é pressionado pela família a largar a namorada (Sawako) que ama para casar-se com uma moça rica em nome do sucesso financeiro e posição social. No dia de seu casamento com a tal moça rica, ele fica sabendo que Sawako - sua ex namorada - tentou suicídio e ficou com gravíssimas seqüelas mentais. Ele larga imediatamente a cerimônia de seu casamento, abandona toda a sua vida para cuidar e acompanhar Sawako. Com o passar do tempo, ambos se tornam mendigos e passam a caminhar por ruas e jardins do Japão, unidos por uma corda vermelha, buscando incansavelmente por fragmentos de si mesmos. Disse Camões: Amor é querer estar preso por vontade.


2) É ter com quem nos mata lealdade

Hiro, um senhor que faz parte da Yakuza (Máfia Japonesa), recorda-se da namorada que abandonou há 30 anos, quando resolveu partir em busca de fama e dinheiro. Na despedida de 30 anos atrás, ela prometeu que continuaria levando o almoço dele todos os sábados ao mesmo banco do parque onde costumavam se encontrar; prometeu que esperaria por ele. Hiro, passado todo esse tempo de abandono, resolve regressar ao local onde deixou a namorada para enveredar na Yakuza. Para sua surpresa, encontra a antiga namorada com o seu almoço nas mãos. Contudo, ele não teve coragem de se apresentar perante àquele exemplo de lealdade.


3) O amor é fogo que arde sem se ver. É ferida que dói e não se sente.

A terceira história abrange a admiração que um controlador de trânsito - Nukui - nutre por uma cantora pop - Haruma. Esta, no decorrer do relato, sofre um acidente automobilístico e se isola do mundo da fama. Nukui, em sinal de tristeza, por ter a certeza de que não mais poderá contemplar a face de sua musa, resolve cegar os seus olhos com uma navalha. Cego vai ao encontro da cantora.
Em suma, Dolls trata do Abdicar, do Renegar a si próprio em amor ao outro. Também nos agride ao afirmar que alguns erros cometidos no passado são irreparáveis e podem escurecer o nosso futuro. O filme é trágico, porém belo; Triste, porém poético. No mais: a fotografia é fantástica, figurino é excelente e os diálogos são escassos. (Não dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras?!). Sessão de Arte. Filme japonês. Dolls. Dirigido por Kitano Takeshi.


Por: Carlota

postado por: INGRID GUERRA 1:39 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


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Ingrid/Female/21-25. Lives in Brazil/Rio Grande do Sul/Porto Alegre/Rio Branco, speaks Portuguese and English.
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