DIZem BUCHA

Não adianta procurar, pois aqui, você não vai achar nada para te agradar! Mas, se mesmo assim você quiser espiar, sinta-se livre para "DIZemBUCHAR". Frase do momento: é preciso reconhecer e aceitar a perda de uma batalha. Mas não podemos nunca deixar de lutar !!!



Sábado, Maio 29, 2004

Porque eu não falei antes.

Não sei qual é o alcance desta publicidade [calma, já digo qual]. Só sei que a história se passa em uma praia. Uma porção de gente ao redor de uma fogueira. Um garoto pega o violão, ele só sabe tocar "só love" - Claudinho e Buchecha - e fica na dúvida se toca ou não para garota que ele "tá afim".
Enquanto ele decide se "caga ou desocupa a moita" [desculpem a linguagem chula], um terceiro toma o violão de suas mão para tocar, justamente, a maldita música, "só love". A garota abre, então, o maior sorrizão para o cara que tá tocando. Moral da história: você perde muito ao ficar esperando.
A publicidade é de um provedor de conexão em banda larga [se não me engano]. Toda essa introdução é pra dizer que sou o próprio garoto em dúvida. Se meus leitores tiverem boa memória lembraram de um dos textos que escrevi sobre a visita, à FAMECOS, do jornalista Caco Barcelos.
Pois bem, meu texto irá "sair" em um jornalzinho do Caap. Infelizmente, de forma bem reduzida, mas está lá e estou muito feliz por isso (principalmente pelo convite). O problema é que meus amigos, editores, produtores [e outros "-ores" do jornal] não pediram exclusividade, então, poderia tê-lo publicado em qualquer lugar, inclusive no jornal Hipertexto. O que, obviamente, não fiz. Afinal, já havia alguém encarregado de escrevê-la.
No entanto, hoje, ao pegar o jornal [Hipertexto] em mãos, percebi que o texto da outra garota é bem inferior [em conteúdo] ao que escrevi. Ao invés da jovem promover o 'debate' e os assuntos abordados pelo jornalista, ela se deteve a comentar o esforço da alunas que convidaram o repórter a retornar a Famecos.
Tudo bem que devemos reconhecer o esforço das garotas, mas, isso poderia ser feito, rapidamente, no final do texto. Para quem discorda do meu ponto de vista, faço-lhes apenas uma pergunta. Qual a relevância para o leitor desses dados? Nenhuma ao meu ver. De qualquer forma, também eu errei. Afinal, não 'ofertei' meus "dotes" ao jornal.

postado por: INGRID GUERRA 10:58 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Domingo, Maio 23, 2004

Olá Pessoal,
sinto ter de abandoná-los. Porém, não tenho escolha. Alguns de meus projetos estão tomando forma e não posso enjeitá-los agora. Sei, no entanto, que vocês estarão, como sempre estiveram, em ótimas mãos e com maravilhosas leituras, de minha estimada amiga Ingrid. Deixo vocês com a "última" carta que recebi de uma paixão antiga. Terminando assim, uma bela história de amor, que você puderam acompanhar, um pouco, por aqui. Agradeço a todos pela receptividade e carinho. Digo-lhe apenas um até breve pois pretende volta assim que possível. Sorte a todos.

Missiva:

Engraçado perceber que aqueles velhos ditos populares bradam, às vezes, as maiores verdades da vida. A primeira coisa que pensei ao segurar minha caneta sobre o papel foi o quão sábio fôra quem proclamou, pela primeira vez, que "nada dura para sempre, mas apenas até tornar-se inesquecível".
Sinto, neste momento, como se esta frase tenha sido construída exatamente para mim, para nós.
Lágrimas de dor escorrem sobre minha face enquanto escrevo-lhe este desabafo. Sinto-me incapaz de dizer-lhe adeus. Nem mesmo um até breve, a gente se vê, ou algo próximo. Mesmo já estando afastada de ti há algum tempo.
Amo-te tanto e sei que (ainda) me amas também.
Não titubearia, se quer por um minuto, em te dizer que por ti seria capaz de esperar eternamente. No entanto, compreendo suas razões, seus temores, seus atos e suas dores. Embora os considere transponíveis. Mas não voltarei a tocar neste assunto, pois sei, que isso, só nos trará ainda mais sofrimento.
Quero apenas que saibas que meus dias ao seu lado foram como a vida no Éden. Mesmo quando discordávamos, quando agias de forma cruel me fazendo crer em quimeras ou quando suas atitudes feriam minhas noções de certo ou errado. Mesmo quando me ignoravas, quando fingias não me ouvir, após um desentendimento. Ainda assim, ouso dizer que todos meus momentos junto a ti foram perfeitos. Plenos justamente por serem reais, não apenas meras "cenas-de-tevê".
Sei que permanecerás em meu coração por longos anos ainda e, embora não deseje, um dia, as lembranças hão de ficar apenas em minha memória, dando espaço para novas emoções. Neste dia, talvez consiga dizer-lhe, finalmente, adeus! Sem olhar para trás.

Carinhosamente B.


Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.

Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você!

Vinícius de Morais


Postado por: Zé (José P. Telles)

Imagem: moidsch

postado por: INGRID GUERRA 4:48 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Sábado, Maio 22, 2004



ROSA

Tu és, divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito seu

Tu és a forma ideal
Estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza

Perdão, se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus o quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer

Pixinguinha.


* canção indicada por meu amigo: Thiago Castro!

** Imagem: moidsch

postado por: INGRID GUERRA 1:15 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Sexta-feira, Maio 21, 2004



Volta e Ida

Olá galera, blz? Continuo sem muito ânimo para postar, mas, em compensação, meu amigo Zé voltou a dar o ar de sua graça por aqui. Infelizmente, como vocês poderão ler a seguir [já que estou publicando na integra um dos e-mails dele. Lógico, autorizado pelo próprio], ele terá de se afastar por um tempo. Mas, como diria minha professora de estágio: "força na peruca". Nada de desânimo [olha quem falando?] logo, logo eu volto com novos textos. Blz?!


* Ilustração: Bebel

----Original Message Follows----

From: José Telles - telles_ze@hotmail.com
To: ing_war@hotmail.com
Subject: retorno de passargada!
Date: Fri, 21 May 2004 00:15:46 +0000


Minha estimada amiga Ingrid,

Percebo que estás deveras chateada - comigo e, talvez, também, com outras coisas ou fatos -. Peço-te desculpas por não ter lhe avisado a respeito de minha viagem. Porém, nem mesmo eu sabia que precisaria partir. De qualquer forma, estou de volta e a sua disposição, caso queiras - ou precises - de alguém para conversar.
Infelizmente estou com pouco tempo para me dedicar a Internet e por isso, talvez, permaneça afastado de seu blog por algum tempo. Espero que compreendas minhas razões e que, assim que possível, eu possa voltar ao seu aconchegante "cantinho". Fique bem! Se precisares sabes como me encontrar.


Carinhosamente. José P. Telles.

PS: Envio-lhe junto ao e-mail mais uma de minha cartas de amor, esta, da mesma garota que me enviaste a primeira. No entanto, quando já estávamos, os dois, entregues a paixão. Como a outra carta que publiquei teve um boa "recepção", achei que poderias postar uma espécie de continuação desta bela história de amor. Relatada, de certa forma - e, a minha escolha -, em 3 missivas [na verdade, trocamos bem mais do que 3 cartas, porém, acredito que as que escolhi retratam bem o princípio, o meio e o fim deste romance].
Ainda não tenho em mãos a última carta - de despedida, quando ela partiu para o exterior -, pois, desorganizado que sou, não encontrei-a junto as outras. Mas, assim que encontrá-la, envio-lhe para que publiques.





Missiva:

Hoje acordei com um sorriso diferente em minha face. Uma intensa felicidade tomou conta de meu ser. O sublime êxtase do amor exalava por meus poros e não me senti capaz de contê-lo. Para falar a verdade nem mesmo quis.
Perguntas sobre meu estado foram inevitáveis. E a única e possível resposta a ser dada fôra o sol. Sim, o mais ardente dos astros, belo em sua magnitude e fascinação, tornou possíveis sonhos que se quer imaginei sonhar.
Jamais esquecerei daquele pôr-do-sol ao seu lado: em seus braços, com seus beijos, seu carinho, seu calor, seu amor. Em seguida a beleza do despertar e a contemplação do mais belo amanhecer já visto.
Senti-me como se pudesse - não que quisesse - morrer ali. Naquele exato momento, extasiada por sua jubilosa presença. Mas não quero falar em coisas mórbidas. Quero apenas que saibas o quanto me deixas exultante.
Ao seu lado, sinto como se o mundo fosse capaz de parar, por alguns segundos, para que então eu possa em seu colo me aninhar e para sempre ali ficar.

Beijos infinitos de sua amada B.


Pela luz dos olhos teus

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.

Vinícius de Morais


* Quer ver outras imagens como esta? Acesse Moidsch

postado por: INGRID GUERRA 1:08 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Quarta-feira, Maio 19, 2004

Momento desilusão com a vida: acadêmica, pseudo-social, e com meu amigo Zé[mané]



Para relaxar, nada melhor do que uma musiquinha, certo? Tá bom, é melosa, te deixa mais deprê, mas eu curto pra caramba esse cara. Paralamas procês!!!

Quase Um Segundo

Eu queria ver no escuro do mundo
Onde está tudo que voce quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver

Quais são as cores e as coisas
Pra te prender
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei

Será que você ainda pensa em mim
Será que você ainda pensa

As vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais

Teus pelos, teu gosto, teu rosto, tudo
Que não me deixa em paz

Quais são as cores e as coisas pra te prender
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei

Será que você ainda pensa em mim
Será que você ainda pensa

Herbert Vianna

postado por: INGRID GUERRA 12:50 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Sexta-feira, Maio 14, 2004



Permita-me usar uma linguagem Chula. Pois o filme a merece. Afinal, qualquer coisa que inicie com um boquete [felação] que mostra a boca, o pênis e os movimentos, pra mim, beira o pornô. E olhem que não sou nada puritana. Falo normalmente sobre sexo e, confesso, a discussão a respeito do assunto me atrai. Mas existem formas, e formas de abordar o tema. A questão é que o filme incomoda. Não apenas pelas cenas de sexo, mas, também, pelo ambiente degradado por onde circulam os personagens.
Os defensores da trama poderão dizer que essa é a intenção da película. Mostrar o sub-mundo, corpos desprovidos de "maquiagem", etc. Então eu pergunto, será que isso ainda "cola"? Com certeza, diria-me o diretor, Jane Campion, de In the Cut. Afinal, o longa tem arrancado elogios por onde passa. O que reafirma minha teoria de que "os críticos" e eu, possuímos, normalmente, reações adversas.
A história é a mesma de sempre. Um cara perturbado, assassina mulheres deixando sua "assinatura" [não literalmente, claro] nas vítimas, à espera de que alguém o reconheça e a justiça seja feita. Um policial [detetive de homicídios] investiga o caso, se envolve com a possível testemunha [professora de inglês e redação], com a vida sexual nada resolvida.
O facínora continua "mostrando serviço". A relação entre o detetive [Malloy - Mark Ruffalo] e a professora [Frannie Avery - Meg Ryan] começa a se desgastar, apesar da intensa ligação sexual, até que alguém muito próximo a moça é assassinado - no caso, a meia-irmã de Frannie, Pauline [Jennifer Jason Leigh] - e as suspeitas começam a surgir. Daí por diante a narrativa se torna ainda mais prognosticável e o filme se mostra apenas mais uma desculpa para o erotismo explícito. Se isso "faz sua cabeça" procure o cinema mais próximo. Se não, nem se dê ao trabalho, é "mesmice" demais.






Será que a festa acabou? [ou... Cadê o Zé?]

Triste sorte essa minha. Quando finalmente encontro uma forma de salvar meu "quase-deserto" bloguinho, convidando um gajo para postar textos legais em minhas ausências, o cara simplesmente desaparece. Viaja sem se quer dizer: tô indo! [se não fosse a Bia, nunca saberia]
Pô Zé, isso é sacanagem, né? Tá, tá bom, viagens de negócios não se discute importância, mas um e-mailzinhho não faz mal a ninguém. Tô de mal com você. E seus leitores também, aposto.

postado por: INGRID GUERRA 11:03 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Quinta-feira, Maio 13, 2004

Vida de pseudo-repórter-fotográfica

Vida de "pseudo-repórter-fotográfica" é triste. Conflitos, desencontros, quedas de pautas,desavenças com colega "pseudo-repórteres" e/ou professores e, para completar, defasagem de equipamento. Não bastasse isso, quando, finalmente, conseguimos nosso instrumento de labuta, o problema se encontra em produzir uma imagem adequada em situações adversas
Claro, nem tudo são agruras. Ainda encontramos no mundo pessoas compreensivas que lhe permitem exercer o seu trabalho "numa boa", dando plena liberdade para você aprender tudo o que deve.
Agora uma coisa ninguém pode me impedir [ao menos, não por enquanto]. Quero deixar aqui um desabafo a alguns funcionários de bares da famosa [para que mora em PoA] rua Lima e Silva. Mais precisamente ao contratado do bar "CAVANHAS" [veja bem, o cavanhas do lado esquerdo da rua]: cara, meia dúzia de "fotinhos" do pessoal assistindo jogos de futebol no "seu" bar só iría promover ainda mais o espaço. Agora se você não é capaz de entender o trabalho de alguém e prefere sucumbir a sua mediocridade tudo bem. Você é livre pra isso. Mas eu, se fosse você [graças a Deus não sou], deixaria de ser ridículo. Pronto. Expulsei meus demônios.
E para mostrar que sou uma garota que sabe retribuir gentilezas. Quero agradecer ao gerente do bar Copão, também na Lima e Silva, Luciano e, também, aos instrutores de auto-escolas da cidade. Valeu pela compreensão pessoal.


postado por: INGRID GUERRA 12:49 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Domingo, Maio 09, 2004

ESSA NÃO É A SUA VIDA... [MAS, PODERIA SER. PENSE NISSO!]



Prazeres perdidos.

Certo dia, ao abrir o armário, Ana não salivou ao ver nele seus bombons favoritos. Olhou-os com indiferença, como se os comesse todos os dias e, pior, o dia todo. Continuou a almoçar arroz com feijão, as vezes lentilha, carne de gado, alguns legumes.
No jantar servia-se torradas, em outras ocasiões sopa, missin, talvez alguma fruta. Diariamente a mesma "dieta-alimentar". Não tomava café da manhã. Dizia que comer tão cedo lhe causava enjôos. Os alimentos, que antes foram sua principal fonte de prazer, já não eram degustados com ardor.
Esporadicamente comprava amendoins cobertos de chocolate, por sinal, adorava comê-los a qualquer hora. Isso, claro, até alguns - muitos - meses atrás. Apesar disso comia muito. Buscava insistentemente o gáudio que outrora desfrutara. Passou a engordar, afinal, quanto menos deleite sentia ao comer, mais alimentos ingeria para encontrá-lo.
A pouca estima que sentia por si diminuía [ainda mais] a olhos vistos. Já não se preocupava se seus cabelos estavam com pontas duplas, ressecados, ou oleosos em demasia. A garota que antes demorava horas para se vestir, agora, se pudesse, iría de pijamas e pantufas a qualquer lugar. Não enxergava razões para se produzir.
Ana não tinha muitos prazeres na vida. Nunca namorou. Há muitos meses, talvez anos, não recebia se quer um beijo nos lábios. Ia da casa para escola, da escola para casa. Gostava de dançar, mas raramente freqüentava festas. Era apaixonada por literatura, porém, também isso, já não lhe satisfazia mais. Lia por obrigação ou por não ter o que fazer. Dormia muito e reclamava de tudo.
A vida para ela começava a ficar sem sentido. Olhava, pela janela de seu quarto, algumas senhoras sentadas no jardim fazendo crochê ou jogando paciência com outras anciãs e pensava: Deus, livre-me deste fim.
Reparava em tudo e em todos. Fazia analises psicológica de quem estivesse próximo a ela. E não obstante, suas analises se faziam desalentadoras. Imaginava vidas medíocres, atreladas a coisas sem sentido e atos mecanizados. Não conseguia entender como coisas banais ou tragédias alheias geravam alegria aos indivíduos.
Estava profundamente decepcionada com o mundo. Acreditava não haver soluções para os problemas sociais. Via nas pessoas apenas os defeitos. Considerava a humanidade egoísta, irracional, cruel e repressora. Sentia-se infeliz e sem forças para mudar seu fatídico destino. Decidiu partir, então, para um novo mundo.

postado por: INGRID GUERRA 2:47 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Sexta-feira, Maio 07, 2004

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Minha cara amiga, custo crer que alguém tenha coragem de fazer tal maldade com você. Seus textos são maravilhosos e absolutamente reais. São de teor românticos, sim, e por isso mesmo perfeitos. Afinal, em uma sociedade egocêntrica e insípida como a que vivemos deveríamos dar graças as pessoas que usam sua sensibilidade para expressar palavras de afago à alma.

Para quem estava esperando ansiosamente por minhas cartas, lhes peço desculpas pelo atraso. Estive um tanto ocupado nos últimos dias e sem tempo de revirar o baú de minhas lembranças. Embora minha rotina ainda esteja desregulada prometo tentar me organizar melhor. Não poderia deixar, ainda, de agradecer o carinho com que todos me receberam por aqui. Valeu pessoal!
Agora vamos ao que interessa. Postarei, logo abaixo, uma carta que recebi, ha algum tempo atrás, de uma linda garota que mexeu bastante comigo. Além dessa, ela me escreveu outras, em uma delas o poema Meu Deus, dê-me coragem que também trago a vocês. Tentei escaniá-las, mas a imagem ficou deveras pesada para colocar no blog, então, optei por transpô-la manualmente para cá. Vamos a ela!



Missivas:

... Sim, são com reticências que inicio este "relato", pois, talvez elas me ajudem a expressar o que meus olhos te dizem diariamente, mas, com palavras, não sei explicar. Todas minhas tentativas anteriores acabaram amassadas em uma lata de lixo, abarrotada de frases feitas e palavras de outrem, que embora relatassem - com intensa semelhança - sentimentos como os meus, não pertenciam a mim e por isso pareciam-me estáticas demais.
Queria poder emocioná-lo com esta missiva e provocar em ti o mesmo desejo que vivencio ao escrevê-la. Que bom seria percebê-lo de braços abertos a minha espera. Em seu regaço ficaria eternamente, apenas fitando seu sorriso e tocando sublimemente seus lábios.
Mas sei que talvez estes meus anseios sejam vãos e em ti não encontre a reciprocidade que espero. Porém, já não posso mais calar um coração suplicante que almeja comunicar ao mundo sua paixão.
Provocastes em mim, desde o primeiro momento, algo que nenhum outro fôra capaz. Cada nova descoberta, confidência (e, porque não dizer, também, a convivência) fizeram com que meu carinho e admiração por você apenas aumentassem ainda mais. Quanto me dei por mim estava perdidamente apaixonada por ti, já não havia mais como fugir. E seria imensa covardia guardar em meu peito tais sentimentos, esperando que eles sucumbissem com o tempo, desperdiçando assim, talvez para sempre, a oportunidade de estar ao seu lado. Por isso, deixo de lado meus temores para escrever-te esta carta, apenas com a intenção de revelar-te meu amor. Sem cobranças, apenas desejando ser feliz.

Carinhosamente, B.



Meu Deus, me dê a coragem

Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
meu pecado de pensar.

Clarice Lispector


Postado por: Zé

postado por: INGRID GUERRA 1:38 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Quinta-feira, Maio 06, 2004



Les triplettes de Belleville tinha tudo para ser uma ótima película de animação: as ilustrações são maravilhosas, o "cenário" e as cores utilizadas retratam muito bem o universo dos personagens caricaturais e a trilha sonora é um barato. Porém deixa a desejar um pouco pela monótona e excessiva repetição do cotidiano familiar da madame Souza. Acredito, no entanto, que essa nossa sensação de insatisfação com a vida regrada e simplista apresentada no filme seja exatamente o que esperava o diretor Sylvain Chomet.
Ninguém, exceto o trio de cantoras decantes de Belleville, parece ser feliz ali. Embora se faça o possível para sê-lo. Que nos diga a determinada madame Souza, que sempre buscou agradar seu apático neto.
Nem mesmo o encantador cãozinho Bruno consegue alegrar o cotidiano de Champion. Somente quando sua avó descobre sua fascinação por bicicletas é que ele se expressa satisfatoriamente.
Mesmo assim, no decorrer da história Champion já não nos parece tão feliz, nem quando realiza um de seus sonhos: participar da volta da França - principal competição ciclística do país -. Competição esta que ele nunca alcançara a chegada já que é seqüestrado no meio do percurso.
Para a sorte deste jovem rapaz, sua esperta e ágil vovó e seu gorducho e inseparável cão, farão de tudo para trazê-lo de volta ao "lar-doce-lar". Mesmo que este "tudo" se traduza em: atravessar o oceano a bordo de um "pedalinho" atrás de um gigantesco navio.

Ah, Após os créditos há uma cena que conclui uma piada do filme. Não façam como eu, vejam os créditos até o final. Ok?


E agora José? - ou.... para o Zé ver -

E agora José? Cê leu aquilo?! hahaha! Eu não falei que você era um cara cativante. Mal entrou em meu blog e já fez tanto sucesso que querem me expulsar daqui. Que beleza! Mas sabe de uma coisa, tô adorando isso! Há tempos eu reclamo que não "leio" nenhuma crítica por aqui. Todos dizem que gostam ou que é bacaninha, bonitinho, ou não dizem nada. Tava precisando de alguém pra sacudir a poeira e fazer brotar em mim, novamente, meu espírito "Ingrid Guevara" como disseram, certa vez, meus colegas do segundo grau. Valeu o comentário cara "Minerva". Pelo visto você tem uma relação de amor e ódio comigo, afinal, apesar de me achar louca, romântica em excesso e reclamar de minhas lamúrias ainda se dá ao trabalho de acessar o DIZemBUCHA o que é deveras agradável para meus "olhos".

postado por: INGRID GUERRA 1:14 AM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Terça-feira, Maio 04, 2004

Brincando de rimar: parte VII - a volta dos que não foram -



postado por: INGRID GUERRA 11:05 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


Domingo, Maio 02, 2004

De volta ao planeta DIZemBUCHA!!!

Depois de uma temporada de estresse total, TPM absurda e início de gripe, cá estou eu de volta ao meu querido bloguinho. E, como não poderia deixar de ser, trazendo novidades. A partir de agora irei dividir meu blog com um ser do sexo oposto. Pois é, agora o DIZemBUCHA terá também um garoto - nem tão garoto assim - "propaganda". Apresento-lhe o Zé.
O Zé é um cara descolado, sem preconceitos, super alto-astral e com uma simpatia sem igual. Por onde passa faz amizades, conquista desde um bebê com poucos meses de vida até o mais velhinho dos anciões. Além de tudo é carinhoso e um verdadeiro gato. Perfeito, não?! Não, o Zé tá bem longe da perfeição. Tem diversos pequenos defeitos que o fazem humano. Ele é enrolado, indeciso, medroso e crianção nas horas mais impróprias. Uma personalidade difícil de se compreender. Mas, afinal, quem somos nós para julgá-lo se, também nós, as vezes, não nos entendemos.
Agora que as apresentações já foram feitas, lhes direi o porque da vinda do Zé para o DIZemBUCHA. O Zé será uma espécie de expositor de situações esdrúxulas do cotidiano social, além disso, esporadicamente, ele também poderá dar conselhos - a mim, a você, a todo mundo -.
Com absoluta certeza meu maior prazer será dizer: e agora José? Espero que ele tenha uma "vida longa" por aqui e que vocês "curtam" ele tanto quanto eu. Sorte pra você Zé... bjão!


Meu amigo Zé!

E aí galera, blz? Como sou novo por aqui, tô meio tímido ainda, mas não se preocupem que me solto com facilidade. Primeiro dia é sempre assim: não sabemos o que falar, como falar, se falar, se calar. Normal, com o tempo adquirimos confiança e a coisa "engrena".
Estive lendo alguns blogs por aí e percebi que "o amor está no ar". Então, porque não colaborar e falar um pouco mais sobre o assunto. Minha proposta é:
Cartas de amor, quem nunca as recebeu? Eu recebi muitas, todas devidamente guardadas em uma caixinha de papelão. Elas eram [são] lindas: enfeitadas, perfumadas, algumas gigantescas, outras apenas bilhetinhos, algumas vinham com fotos, outras com desenhos, poemas e letras de música.
Acredito que é uma das melhores sensações da vida, principalmente se você gosta da pessoa que a enviou. Só lamento que hoje, com essa explosão virtual as pessoas já não as enviem com tanta freqüência. De qualquer forma o importante é demonstrar sempre nossos sentimentos, seja por um olhar, um piscar [de olhos], um bilhete, um e-mail, uma mensagem de celular. Viva a declaração de amor! Beijo do Jô....Zé!

Espaço para réplica:

Pô Zé! eu nunca recebi, mas quer saber?! tô nem aí, tô nem aí..... snif, snif

postado por: INGRID GUERRA 11:15 PM DIZemBUCHA aí!! Comments:


on-line


Ingrid/Female/21-25. Lives in Brazil/Rio Grande do Sul/Porto Alegre/Rio Branco, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk:
Brazil, Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Rio Branco, Portuguese, English, Ingrid, Female, 21-25.

O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil
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