DIZem BUCHA

Não adianta procurar, pois aqui, você não vai achar nada para te agradar! Mas, se mesmo assim você quiser espiar, sinta-se livre para "DIZemBUCHAR".



Quarta-feira, Março 31, 2004

DOGVILLE



Quando Lars Von Trier, o polêmico diretor dinamarquês, decidiu explorar mais uma vez os limites do cinema, criando um ambiente desprovido de cenários, ele quis provar que "quando a história é envolvente, o cenário é totalmente dispensável". Assistindo a Dogville constatamos que ele estava certo. Em um primeiro momento chegamos, sim, a estranhar a ausência de algo que estamos tão apegados.
Em cena se encontram apenas alguns objetos e móveis; algumas demarcações no piso que delimitam ruas, parques e casas dos personagens; e, claro, os atores.
Mas o desenlace da trama nos mostra que este "detalhe" não compromete, de forma alguma, o "espetáculo". Talvez até dê um charme especial à película com ares de peça teatral, principalmente, pela divisão do filme, proposta por Von Trier, em nove capítulos e o prólogo.
A narrativa discorre a respeito da relação dos habitantes de um pequeno vilarejo, próximo às Montanhas Rochosas, do Colorado, durante a época da depressão, com uma jovem, que ao tentar escapar de gângster acaba refugiando-se ali.
Os moradores da provinciana Dogville não "vêem com bons olhos", a principio, a presença de Grace (Nicole Kidman), temendo as conseqüências que ela poderia provocar. Mas, Thomas Edson Jr. (Paul Bettany), uma espécie de líder comunitário do local, acaba convencendo-os. Propondo que em troca da proteção oferecida a fugitiva, Grace faça favores a cada um dos moradores do vilar.
Todos concordam e a jovem passa a assumir tarefas variadas. Com o passar dos dias e o empenho de Grace aquele lugar, antes fastidioso, adquire um novo ânimo. No entanto a intensificação das busca, também, por parte da polícia leva os moradores a repensarem sua posição quanto a abrigar uma foragida.
Assim, Grace descobre que por trás de uma aparente bondade pode existir um caráter obscurecido por constantes jogos de interesses.
Dogville é o primeiro longa-metragem de uma trilogia que mostrará a visão de Von Trier sobre os Estados Unidos. Mesmo nunca tendo visitado o país ele acredita que isso não lhe tira o direito de desprezá-lo. E, salienta isso mostrando no final do filme fotos em preto e branco tiradas pelo governo americano durante a crise de 1929.






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Domingo, Março 28, 2004

Palavras ao vento



Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança
Em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras momento
Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento

* Cássia Eller

postado por: INGRID GUERRA 7:40 PM Dizembuche você também Comments:


Sábado, Março 27, 2004

A paixão de Cristo

Como já era de se esperar, foi feito muito barulho por nada. É aquela coisa: quando não se tem nada para fazer, ou com o que ocupar a mente, as pessoas começam a procurar "sarna pra se coçar". Como quem procura acha, tá feito o "estrago". Mesmo que ache algo que não exista.
De qualquer forma este alvoroço todo serviu para que milhares de pessoas corressem até o cinema mais próximo para assistir a um ótimo filme. Não podemos descartar ainda que toda essa muvuca em torno dele, seja, em verdade, uma bela estratégia de marketing. Mas se já engolimos coisas piores em razão do marketing, não podemos reclamar de uma bela produção.
Ouvi muitos falando sobre a desnecessária violência da película. Então eu pergunto: será que ela é mesmo desnecessária? Será que alguém reflete, de forma seria, sem que o que ele vê ou ouve lhe toque profundamente? Acho que não.
A paixão de Cristo, de Mel Gibson, foi a melhor - mais próxima à realidade, ao meu ver - interpretação fílmica desta passagem bíblica. E para quem o considera muito violento, convido-os a refletir mais sobre as escrituras. Pois, talvez, a violência tenha sido muito maior.
Sem dúvida o filme emociona. Nos leva a pensar em nossas ações; sobre a ignorância do povo e a facilidade com que se deixa conduzir; sobre o poder, a arrogância e prepotência; mas, também nos mostra o quão valioso é o perdão e como o amor nos dá força para resistir as mais duras adversidades da vida.
Destaque para cenas em que Jesus de Nazaré (Jim Caviezel) encontra forças para suportar seu martírio sempre que vê sua mãe, Maria (Maia Morgenstern).
Se você ainda não viu "A paixão de Cristo", esqueça tudo o que já ouviu e tire suas próprias conclusões. Aposto que você não irá se arrepender.



postado por: INGRID GUERRA 5:09 PM Dizembuche você também Comments:


Sexta-feira, Março 26, 2004

Me rendo!

Nunca escondi de ninguém minha falta de interesse pelo esporte preferido de 7 entre 10 brasileiros: o futebol. Não vou ao estádio, não assisto aos jogos na tevê, não torço, não vibro e nem procuro entender.
No entanto, esta semana, senti um certo remorso por não ter assistido ao jogo mais comentado do momento. Milan x Deportivo La Coruña.
Afinal, todos confirmavam a bela apresentação do futebol-arte do Milan que goleou o La Coruña, em 4 a 1. Sendo 2 gols do ex-são-paulino Kaká. Jogador que, por sinal, encontra-se em um de seus melhores momentos. Elogiado pela crítica e público.
Acredito ter perdido uma ótima oportunidade de descobrir, finalmente, o prazer em assistir a uma partida de futebol.
O jogo desta terça-feira no belo estádio Giuseppe Meazza (San Siro), em Milão (Itália), teve uma repercussão tão boa para o Milan, que a imprensa européia resolveu transferir para ele [Milan] o titulo de "melhor time do mundo", ou, "galáctico", que antes pertencia ao Real Madri (Espanha). Time este que possui jogadores como: Roberto Carlos, Beckham, Figo, Zidane, Raúl e Ronaldo.
Além de receber reconhecimento o Milan também deu um grande passo rumo às semifinais da Liga dos Campeões da Europa. Voltando a enfrentar o Desportivo, na Espanha, no dia 7 de abril [dia do Jornalista], desta vez, com uma boa vantagem. Ou seja, dificilmente o Deportivo consiga inverter o placar.

postado por: INGRID GUERRA 9:37 AM Dizembuche você também Comments:


Terça-feira, Março 23, 2004

A maldição do 33.

Tudo estava indo muito bem, a pronúncia parecia fácil, a compreensão do vocabulário também.
Todos diziam Bonjour. Comment on dit "cadeira" en français? Comment on écrit "chaise" en français? Répétez, s'il vous plaît. Je n'ai pás compris. Au revoir. E por aí vai.
Até o maldito dia em que eles surgiram. Os números: les chiffres [algarismos]. Em especial um deles. O 33. Não, trinte e três não é algo difícil de se escrever, mesmo em francês, mas na hora de falar... é péssimo.
Eu tentei. Tentei, tentei novamente e nada. A coisa entalou de um jeito que não saía. Pior, no inicio achei até que fosse implicância com minha pessoal. No entanto tive que concordar.
Com a turma inteira as gargalhadas, inclusive eu, que neste instante ,provavelmente, adquirir uma certa cor, percebi que minha desgraça seria dizer trente trois [algo aproximado de "tront troa"]. Tá achando moleza, né? Só que a coisa não é mole não. Descobriram em mim, através deste trente trois, até uma certa descendência americana. Sério. Não é brincadeira não. Todos concordaram que eu parecia uma americana falando. Bom seria se este "meu sotaque de americana" me acompanhasse quando me arrisco no inglês, o que, obviamente, não ocorre. De qualquer forma devo eliminá-lo definitivamente se não quiser sentir minhas bochechas corarem durante o resto do curso.
Após o episódio, refletindo no ônibus de volta para casa, comecei a me imaginar em um consultório médico, na França.
Diga trente trois!
Trente trois de novo!
Trente trois mais uma vez!
Trente trois novamente!
Com uma entonação mais forte, por favor: trente trois!
Vamos lá, você consegue! Eu te ajudo.
Trente trois.
Ufa... melhor nem pensar nisso. Morte ao 33!!!!! D'accord?



Encostar na tua

Eu quero te roubar pra mim
Eu que não sei pedir nada
Meu caminho é meio perdido
Mas que perder seja o melhor destino
Agora não vou mais mudar
Minha procura por si só
Já era o que eu queria achar
Quando você chamar meu nome
Eu que também não sei aonde estou
Pra mim que tudo era saudade
Agora seja lá o que for

refrão

Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua

Mas saiba que forte eu sei chegar
Mesmo se eu perder o rumo
Mas saiba que forte eu sei chegar
Se for preciso eu sumo

refrão

Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua

* Ana Carolina

postado por: INGRID GUERRA 11:49 PM Dizembuche você também Comments:


Domingo, Março 21, 2004

Fonte de Inspiração

Nunca havia pensado na possibilidade de me tornar "modelo" para alguém. Alguns de meus hábitos já foram aderidos por amigos, mas, nada que fizesse grande diferença ou que a pessoa não acabasse chegando a eles por si própria.
Imagine, então, minha surpresa quando vejo uma colega dizendo que gostaria de ter a mesma certeza que eu, a respeito de sua profissão. Ela olhou pra mim e para outra colega e disse: - "olha pra essa guria. Os olhos dela brilham quando fala em jornalismo. Ela ta sempre escrevendo. Nasceu para isso".
Dias depois, a mesma garota, diz ter se inspirado em mim para tentar escrever alguns textos. Infelizmente, me disse ela, "não tive capacidade para terminá-los". Na verdade acredito que o que tenha faltado empenho e não capacidade, mas, isso não vem ao caso no momento. Na semana seguinte outra garota diz ter aderido, por minha causa, a produção textual.
Achei o máximo ouvir isso. Fiquei toda orgulhosa de poder passar aos outros algo realmente bacana e que pode gerar frutos maravilhosos. Não tinha noção de que passasse, ao outros, tanto confiança em minha escolha. Pois, muitas vezes, me considero um tanto ignorante [leia-se ignorar] em alguns assuntos, conseqüentemente, me sinto incapaz.
De qualquer forma estou muito feliz. Até porque tenho recebido sublimes elogios por meus textos [algumas críticas também], ganhei alguns novos leitores no blog e fui, até mesmo, indicada a terceiros por eles [leitores]. Sem contar que meus fiéis leitores permanecem firmes e forte ao meu "lado".
Melhor que isso, só arrumar um empreguinho em um jornal para escrever crônicas semanais. Aí sim, seria a felicidade suprema.


FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!

Em homenagem aos 44 anos que Airton Senna da Silva completaria hoje. Colocarei uma frase que se encaixa perfeitamente no que, acredito, todos os brasileiros sentem. "Quando o eterno chegar ao fim, teremos então esquecido você" [Michelle Rodrigues: larcy - Love in the afternoon].


Exagerado

AMOR DA MINHA VIDA
DAQUI ATÉ A ETERNIDADE
NOSSOS DESTINOS
FORAM TRAÇADOS
NA MATERNIDADE

PAIXÃO CRUEL DESENFREADA
TE TRAGO MIL
ROSAS ROUBADAS
PRA DESCULPAR
MINHAS MENTIRAS
MINHAS MANCADAS

EXAGERADO
JOGADO AOS TEUS PÉS
EU SOU MESMO EXAGERADO
ADORO UM AMOR INVENTADO

EU NUNCA MAIS VOU RESPIRAR
SE VOCÊ NÃO ME NOTAR
EU POSSO ATÉ
MORRER DE FOME
SE VOCÊ NÃO ME AMAR

QUE POR VOCÊ
EU LARGO TUDO
VOU MENDIGAR,
ROUBAR, MATAR
ATÉ AS COISAS MAIS BANAIS
PRA MIM É TUDO
OU NUNCA MAIS

EXAGERADO
JOGADO AOS TEUS PÉS
EU SOU MESMO EXAGERADO
ADORO UM AMOR INVENTADO

QUE POR VOCÊ
EU LARGO TUDO
CARREIRA,
DINHEIRO, CANUDO
ATÉ AS COISAS MAIS BANAIS
PRA MIM É TUDO
OU NUNCA MAIS

EXAGERADO
JOGADO AOS TEUS PÉS
EU SOU MESMO EXAGERADO
ADORO UM AMOR INVENTADO

* Cazuza

postado por: INGRID GUERRA 10:01 PM Dizembuche você também Comments:


Quinta-feira, Março 18, 2004

Meu primeiro [e eterno] amor

Dizem que o primeiro amor a gente nunca esquece. Se isso é verdade e ocorre até mesmo com "simples mortais" imagine, então, se sua estréia no campo das paixões se der por um "imortal".
A possibilidade de que o carinho que você sentia por ele desapareça tornar-se-á nula. Não há como esquecer os momentos felizes que vocês passaram juntos. As alegrias e tristezas divididas. As horas de aflição, de apreensão, de excitação e de glória. Tudo ficará para sempre guardado em sua memória e em seu coração.
Eu era apenas uma garotinha, mal saída das fraudas, ele, já homem, com seus vinte e poucos anos.
Seu jeitinho meigo, um pouco tímido, mas, ao mesmo tempo forte e determinado me cativaram, quase que imediatamente. Não tinha como fugir. O vírus do amor havia se instalado em mim, de tal forma que eu não me sentia capaz de lutar contra ele. Nem mesmo a diferença de idade parecia relevante.
Mas como em toda história de amor, que se preze, está, também, foi regada a desilusões. Meu grande amor desejava viver outras paixões. Amar mulheres que estivessem em sua faixa etária. Buscar sensações, vivências e experiência que jamais teria ao meu lado.
Apesar do sofrimento e da constatação de ele não pertencia a mim, como eu desejava, senti que eu era capaz de esperá-lo o tempo que fosse necessário. Pois o amava absolutamente.
O tempo passou, eu cresci, amadureci e percebi que apesar de verdadeiro, aquele sentimento de outrora já não fazia mais sentido. Vivíamos em mundos distintos, a quilômetros de distâncias. Seu trabalho ocupava-lhe tantas horas e o deixava cada vez mais longe que seria praticamente impossível chegar até dele.
Ele estava se relacionando com outra mulher e, ao que tudo indicava, não pretendiam se distanciar tão cedo. Pior do que isso, só mesmo a constatação de que nossa diferencia etária era, sim, eminentemente relevante. Afinal, eu mal havia chegado a adolescência e ele já fazia parte do "clube dos trintões". Sem contar, é claro, que nunca o conheci pessoalmente. Um amor platônico, sim, mas nem por isso menos intenso.
Embora aquela paixão inicial tivesse se acalmado, nunca deixei de admirá-lo ou torcer por ele. Em cada grande prêmio, em cada corrida, em cada notícia que saía a seu respeito, lá estava eu, com olhos vidrados em busca de informações. De repente, em uma manhã "cinzenta", em mais uma de suas corridas maravilhosas, algo terrível aconteceu.
Airton Senna da Silva, o meu primeiro grande amor, havia sofrido um grave acidente e corria risco de morte. Meu coração disparou, não conseguia sair de frente da tevê. Queria notícia, torcia para que ele sobrevivesse, assim como cada brasileiro que por ele supria grande admiração. Infelizmente nossas preces não foram suficientes. Senna morreu.
Meu mais puro e verdadeiro amor abandonou-me, fisicamente, para sempre. Mas, ao partir ele não foi sozinho. Junto a ele, para além da eternidade, fora também um pedacinho do meu coração. E no hiato deixado meu peito estarão, perpetuamente, as mais belas lembranças dos momentos felizes que passamos "juntos".


Você

De repente a dor
De esperar terminou
E o amor veio enfim
Eu que sempre sonhei
Mas não acreditei
Muito em mim


Vi o tempo passar
O inverno chegar
Outra vez mas desta vez
Todo pranto sumiu
Um encanto surgiu
Meu amor

Você
É mais do que sei
É mais que pensei
É mais que esperava, baby

Você
É algo assim
É tudo pra mim
É como eu sonhava, baby

Sou feliz agora
Não não vá embora não
Não não não não não

Não não vá embora
Não não vá embora
Não não vá embora
Não não vá embora
Vou morrer de saudade
Vou morrer de saudade
Vou morrer de saudade

Não vá embora
Não vá embora
Não vá embora
Vou morrer de saudade
Vou morrer de saudade

Não vá embora
Não vá não vá
Vou morrer de saudade
Vou morrer de saudade

* Tim Maia

postado por: INGRID GUERRA 12:49 AM Dizembuche você também Comments:


Segunda-feira, Março 15, 2004

Brincando de Rimar: parte VI

postado por: INGRID GUERRA 12:40 AM Dizembuche você também Comments:


Sábado, Março 13, 2004

Corrigindo:

Os erros ortográficos existentes no texto "A minha, a sua, a nossa... virgindade" acabam de ser corrigidos. Agradecimentos especiais a meu amigo Jota que, delicadamente, indicou-os a mim em um e-mail. 'brigadão pelo toque! Espero que continue, sempre que possível, colaborando.
Estendo a meus outros leitores o pedido de colaboração. Caso constatem algum erro de qualquer gênero, por favor, me avisem. Obrigada

postado por: INGRID GUERRA 12:09 AM Dizembuche você também Comments:


Sexta-feira, Março 12, 2004

A minha, a sua, a nossa... virgindade!

Até quando iremos tratar a virgindade como um bicho-de-sete-cabeças? É incrível como em pleno século XXI a sociedade ainda não consiga percebê-la como algo natural, que possa durar décadas ou ser eliminada no início da adolescência.
O assunto voltou a ser discutido depois de entrar em tramas de novelas da rede globo de televisão.
Anos de evolução tecnológica, informacional e mental não foram suficientes para sanar os preconceitos que ainda circundam o assunto.
Embora algumas pesquisas mostrem que virgindade não é mais tabu, quando o assunto entra em voga é que se vê o quão atrasado estamos em relação a isso.
O período que sucedeu a revolução feminina e também a sexual teve, de certa forma, um apelo evolutivo.
Hoje tanto as garotas quanto os garotos podem escolher quando e com quem desejam ter sua primeira relação. Mas essa "evolução" trouxe, também, algumas adversidades. Afinal, uma cobrança que antes era feita apenas aos integrantes do sexo masculino, agora, também se dá no universo feminino. Essa necessidade de entrar para o "clube dos experientes" já levou muitas garotas a se arrependerem por uma entrega precipitada e impensada. Não obstante fez com que alguns meninos repensassem seus valores, optando assim, por retardar este rito de passagem. O que não significa que não foram crucificados ou tachados de adjetivos mil em decorrência desta escolha. Algo absolutamente lastimável.
Outro problema que percebo é o quanto se fala pouco sobre o assunto. Claro, indiscutivelmente mais do que há anos atrás. Mas, ainda muito pouco para esclarecer mentes confusas ou eliminar pré-conceitos.
Grande parte da sociedade ainda possui a visão mitificada da "garota virgem". Acreditam que, geralmente, sejam meninas tímidas; recatadas; que não proclamam a palavra sexo em público; e, se a "religião permitir", antes de chegarem aos 20 [ou do casamento] deixarão de sê-lo. Estereótipos este que além de errados são também ridículos. Considero relevante mencionar aqui que quando falo de "garotas virgens" estou tratando de meninas que nunca tiveram relações sexuais de nenhum tipo. O fato de possuir um hímen, apesar de ter praticado outros formas envolvimento sexual não as caracteriza como tal. Não me oponho a escolha de ninguém, apenas quero mostrar-lhes que garotas muito bem informadas, descoladas e espertas podem nunca ter tido nenhum tipo de relacionamento mais intimo, mesmo tendo idade já avançada, ao contrário do que diz o senso comum.
Só porque grande parte das adolescentes "adquirem" uma vida sexual ainda no período escolar, não significa que com todas seja assim. Muito menos que garotas virgens tenham vergonha de falar sobre sexo, emitirem opinião e até - porque não? - dar conselhos.
Informação existe em toda a parte. Nem mesmo precisamos nos dar ao trabalho de procurar com muito afinco, afinal, ela chega a nos das mais variadas formas: em filmes, programas de tevê, novelas, através dos jornais, revistas e "n" outras formas. O que faremos delas é o que fará a diferença.

postado por: INGRID GUERRA 12:07 AM Dizembuche você também Comments:


Quinta-feira, Março 11, 2004

mexendo já esse traseiro "gordo"

Divagação demais pode ser prejudicial à saúde, por isso, está mais do que na hora de abandonar alguns pensamentos e colocar o cérebro para trabalha. Acabou a moleza. Chega de passar grande parte do dia entre os travesseiros. É hora de agir. Colocar em prática os projetos e restabelecer a saúde mental. Se tudo der certo nas próximas semanas inicio meu estágio [não remunerado, por enquanto] aqui na PUC-RS. Começo a escrever sobre cinema para um "Blog comunitário" e invisto em meus planos de produção cinematográfica de um curta. Afinal "parada não dá pra ficar", não é?

postado por: INGRID GUERRA 2:00 AM Dizembuche você também Comments:


Domingo, Março 07, 2004

Uhh, eu quero você, como eu quero!

Inspiração é uma coisa estranha. Quando você mais precisa dela ela, simplesmente, desaparece. Você fica ali, quebrando a cabeça, pensando, pensando, pensando e nada de proveitoso surge. Então você resolve sair: "arejar a cabeça", caminhar um pouco. Pronto. Basta você estar a quilômetros de distância de um computador ou mesmo de um bloquinho de anotações para elas [inspirações] borbulharem em sua mente. O problema é que até você chegar em casa passará por conhecidos; distrair-se-á com uma vitrine "recheada" de livros, cds, sapatos, bolsas, camisas, calças, ou seja lá qual for seu objeto de desejo; ou apenas esquecerá, como num passe de mágica, o que estava "matutando".
Aí, a única coisa que nos resta é proclamar aquela frase "espetacular": ninguém merece!

Por falar em "arejar a cabeça": uma ótima alternativa para isso é aproveitar as tardes de sol para desfrutar dos parques e praças da cidade. Preparar um mate, ou um tererê e juntar a galerinha, tem coisa melhor? Você se diverte, relaxa e ainda coloca o papo em dia. Bom, melhor que isso só se você estiver acompanhada do seu gatinho [a] pra te encher de beijinhos. D'accord?

postado por: INGRID GUERRA 7:41 PM Dizembuche você também Comments:


Quarta-feira, Março 03, 2004

Volta às aulas


As aulas recomeçaram e junto a elas os trabalhos, as leituras acadêmicas, o convívio com colegas - alguns bacanas, outros indesejados -. Algumas mudanças de professores, de salas e turmas. Novas amizades, novas parcerias, novas realidades.
Novos convites, novas "paqueras", novos formas de ver as pessoas e coisas que sempre estiveram presentes e que não dávamos muito valor. Novos apelidos, novas descobertas, novos projetos e novas discussões.
É tanta novidade que fica impossível citar todas. O importante é que elas sejam boas, mesmo que nem sejam tão novas assim. Felizmente, neste início de semestre, ainda não tive do que reclamar. Embora já tenha ganhado "fama" de "estranha" em minha nova turma pela forma como me porto em sala de aula [divagações e maneira de me sentar]. Os professores parecem ser muito bacanas, alguns mais entusiasmados, outros nem tanto, mas, ainda assim, nenhum com jeito de carrasco. O que é, altamente, relevante e pode até tornar-se um bom incentivo.
As proposta não são novas mas, de certa forma, lhes incitam a participação. Uma delas aderi e irei mostrá-la logo abaixo a vocês. A proposta de uma de minhas professoras, de português, era, entre outras: escrever a respeito de como você se imagina daqui a vinte anos. Não necessariamente como você desejaria estar.
Então, aqui apresento-lhes uma possível versão de futuro. Não exatamente o que desejaria para mim, ao menos, não totalmente. Alias, nem tudo que escrevi aqui condiz com a realidade. Embora, em toda ficção, sempre haja um pouco da realidade do escrito. Espero que gostem!



De volta para o futuro

Não, hoje não é um dia especial. Não há nenhuma data a ser comemorada ou coisas do tipo. Apenas peguei-me pensando em como se passaram meus últimos anos. Meus últimos vinte anos para ser mais exata.
Talvez a idade esteja provocando em mim reações semelhantes as que sentia ainda na adolescência, quando acreditava que estava envelhecendo rápido demais. O que será que aquela garota de 22 anos diria de mim, agora, aos 42? Será que ela se satisfez com minhas escolhas? Será que se sente feliz com sua vida, sua forma física, seu sucesso profissional, sua "velhice", após tantos anos?
Difícil dizer, afinal, ela amadureceu muito durante este tempo. Algumas de suas convicções "caíram por terra", outras ganharam mais força e a impulsionaram a buscar o que ela tanto aspirava.
Nunca em sã consciência, na juventude, admitiria que alguém proclamasse que, algum dia, me tornaria mãe. Calunias, dizia eu. Jamais carregarei em meu ventre um outro ser! Para que causar tanto mal a uma criatura trazendo-o a vida, nesta selva de tiranos, irracionais?! Nossa, quanta revolta com a humanidade. Quanto medo de um futuro de dor. Quanta insegurança e fragilidade.
Embora não achasse, na época, ou, no mínimo, tentasse dissuadir aos outros - e, muitas vezes, a mim mesma - quanto a minha fraqueza. Eu era, sim, uma garota que precisava de proteção, de carinho, de amor. Claro, não vindos de qualquer pessoa. Não de uma amiga - ou amigo -, menos ainda de um familiar, afinal, de todos eles tinha de sobra estes e outros sentimentos e atitudes. Mas, de alguém do sexo oposto ao meu. Alguém que valorizasse meus esforços em busca de seu coração; alguém que me admirasse por não jogar, não fazer charme, não brincar com sentimentos; alguém que gostasse de verdade de minha sinceridade, aberta e sem temores; alguém que soubesse o real significado de cada palavra e que só as usasse quando convicto da reação que elas causariam; alguém que quando me ¿enviasse¿ beijos apaixonados, estivesse realmente apaixonado por mim, e não apenas tentando se divertir as custas de uma garota de coração mole.
Cheguei a achar, na época, que este dia nunca chegaria. Que as pessoas já não estivessem pré-dispostas a amar e ser amado, ao menos, não intensamente, como eu desejava. No entanto, o futuro, que hoje se tornou passado, me mostrou, desta vez, meu equivoco.
Encontrei, sim, alguém disposto a me oferecer tudo o que sempre desejei e, claro, a receber o que guardava há muito tempo, com carinho e dedicação, para oferecer-lhe.
Para minha surpresa ele ressurgiu das cinzas, como uma fênix, quando já não esperava que nele pudesse haver, ainda, algum resquício de um sentimento que, nem mesmo na época, tive certeza de que existisse.
Embora nunca tenhamos, oficialmente, nos casado, tivemos diversas luas-de-mel. Viajamos pelo mundo: conhecemos lugares já conhecidos, por algum de nós; descobrimos lugares nunca antes vistos; fizemos amizades com pessoas das mais variadas culturas e classe sociais; tivemos oportunidades jamais imaginadas; salvamos vidas; mostramos ao mundo a realidade e ajudamos a modificá-la. Ambos nos realizamos profissional e pessoalmente.
Temos um filho. Um garoto lindo que de tão ligado a nós, meu marido e eu, escolheu seguir nossos passos. E, muito em breve, estará entrando na faculdade para cursar jornalismo.
É certo que nem tudo foram flores neste período. Também tivemos nossas brigas, nossas discussões fúteis, nossos momentos negros profissionalmente e na vida a dois. No entanto, aprendemos, juntos, a agradecer por eles também. Pois sem os maus-momentos nunca saberíamos valorizar os bons.
A maturidade e, talvez, a maternidade tenham gerado em mim uma ambição gigantesca pela vida. Estou longe de desejar a morte ou considerar que já fiz tudo o que deveria neste mundo. Já escrevi alguns livros, já plantei árvores, já tive um bebê, já tive - melhor, tenho - sucesso profissional e sou uma mulher realizada em todos os sentidos. Por isso mesmo o que menos desejo é "partir dessa para um melhor". Afinal tenho pique para viver ainda mais quarenta e dois anos. E se nesta idade cheguei com um corpinho de trinta, aos oitenta e, após tantas revoluções cientificas, com certeza, terei, no máximo, a aparência de uma quarentona enxuta.

postado por: INGRID GUERRA 10:59 PM Dizembuche você também Comments:


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Ingrid/Female/21-25. Lives in Brazil/Rio Grande do Sul/Porto Alegre/Rio Branco, speaks Portuguese and English.
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