Não adianta procurar, pois aqui, você não vai achar nada para te agradar! Mas, se mesmo assim você quiser espiar, sinta-se livre para "DIZemBUCHAR".
Domingo, Fevereiro 29, 2004
Brincando de Rimar: parte V
postado por: INGRID GUERRA 5:38 PM Dizembuche você também
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Sábado, Fevereiro 28, 2004
Eu pensei muito sobre o que escrever em meu blog neste dia. Afinal, 22 anos só se comemora uma vez. Gostaria de contar um pouco mais sobre minha vida, minha infância, meus outros aniversários. Mas, não queria produzir um texto que agradasse somente a mim, mas, sim, a todos que sempre passam por aqui. Infelizmente, ou não, acabei ficando sem tempo para escrevê-lo. Em compensação. Recebi de uma grande amiga, a quem costumo chamar de maninha do peito, uma linda homenagem, a qual, gostaria de dividir com vocês. Além dessa homenagem recebi outros presentes maravilhosos de meus amigos, ainda durante a madrugada: a ligação de minha outra maninha do peito; e-mails de pessoas muito especiais, fofety - maninha tb -, Edu - com quem não falava a muito tempo -, Gú; cartões maravilhosos e altos papos pelo icq. Agradeço a Todos o imenso carinho dispensado a mim. Obrigada de coração! É muito bom contar com amigos tão maravilhosos assim. Big abs procês!!
Feliz Aniversário, Minha Maninha!!!
Gostaria d escrever uma mensagem bem legal, mas bem legal mesmo! Diferente d todas q existem...
Uma mensagem sem rasuras ou uma única gota de tristeza molhando suas letras. Q ao lê-la seu coração pulsasse mais rápido, teus olhos brilhassem mais e seus lábios pudessem sorrir, comovidos!
Uma mensagem simples, mas espontânea, q t deixasse um pouco mais feliz e realizada!
Queria encher o seu "e-mail" d flores, d estrelas, d sorrisos, ao nível do teu merecimento. Queria pôr dentro do seu "e-mail" todos os corações q t amam incondicionalmente.
É mta pretensão, mas eu queria isto tudo, pq gosto muito d vc!
Q esta felicidade q t desejo hj t acompanhe sempre, para td o sempre. Que bom que você existe! E como é maravilhoso ser sua amiga! Quero q Deus subscreva, Sorrindo, td o q acabei d escrever...!
Q a Paz de Deus sempre te ilumine. Feliz aniversário, minha amiga!
Um beijão bem grandão, com carinho, Clari.
"As maiores coisas do mundo, e as mais belas não podem ser vistas nem sequer tocadas. Devem ser sentidas com o coração. "[Hellen Keller]
postado por: INGRID GUERRA 4:20 AM Dizembuche você também
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Sexta-feira, Fevereiro 27, 2004
Brincando de rimar: parte IV [aproveitando o sucesso de "versões" anteriores]
postado por: INGRID GUERRA 12:10 AM Dizembuche você também
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Quarta-feira, Fevereiro 25, 2004
Os outros
Todos nós já nos apaixonamos, ao menos, uma vez na vida. Conseqüentemente sentimos na pele os efeitos dessa paixão: já choramos; já escrevemos cartas que nunca foram enviadas; já ficamos com cara de bobas[os] na frente do ser amado; já perdemos a fala; já sentimos nossos corações baterem tão forte que tivemos medo de que ele saltasse por nossa boca; já perdemos a graça quando nossas pernas começavam a tremer sem parar, com medo que ele [a] percebesse; já falamos muita bobagens pensando em agradar; já ficamos "de cara" [bravas (os)] por ele [a] não ligar.
Mas nunca, ou quase nunca, paramos para pensar no que os outros, apaixonados por nós, fazem. Se a maioria de nós já se apaixonou, mais provável ainda é que outros tenham se apaixonado por nós.
Muitas vezes as paixões alheias nos passam despercebidas. Outras tantas percebemos sim, e como. Tanto que, quando indesejada, somos capazes de verdadeiros malabarismos para livrarmos delas. Mas, não podemos culpar ninguém. Afinal, também nós já insistimos em amores platônicos que nunca dariam certo.
Provavelmente já tive mais de uma pessoa apaixonada por mim. Porém jamais esquecerei de um de "meus admiradores". Foram 3 anos de uma "paixão" insistente. Para me conquistar, ou ao menos se aproximar de mim, ele chegou a pedir-me conselhos para seduzir uma de minhas amigas. Na verdade, claro, com intenções de aplicar a mim, minhas próprias dicas. Guardava jornais antigos, para posteriormente me dá-los, pois sabia de minha coleção de crônicas da Martha Medeiros. Passou a sair mais cedo de casa para pegar o mesmo ônibus que eu quando tínhamos aulas no campus. E, certa vez, mesmo sem aulas, levou-me até a universidade só pelo "prazer" de minha presença.
Éramos amigos e conversávamos bastante. Ele era [e ainda é] uma pessoa maravilhosa, a quem desejo toda a felicidade do mundo. Um cara inteligente, atencioso, simpático, amigo, enfim, qualidades não lhe faltavam. Acredito que seria um excelente namorado. Porém, não mandamos em nossos corações e como sabia de seus sentimentos por mim, ficava, muitas vezes, com receio de dar-lhe alguma falsa esperança e, conseqüentemente, acabava tratando-o de uma maneira não muito delicada.
Nunca me senti bem agindo dessa forma, mas, precisava mostrar-lhe que ele merecia alguém que o amasse de verdade. E essa era a minha maneira "torta" de fazê-lo ver isso. Hoje já não sei se posso considerá-lo, ainda, um amigo. Acredito que ele tenha se magoado com algumas coisas que fiz e desde então nunca mais nos falamos. Espero que tenha finalmente encontrado alguém que retribua a ele todo seu amor.
Além dessa história já soube de várias outras de paixões mal resolvidas de partes alheias. Garotos que se apaixonaram por amigas e fizeram de tudo para conquistá-las. E no quesito estratégias de sedução os garotos são sempre mais criativos. Conseguem "desencavar" informações a respeito de seus "objetos de desejo" dos lugares mais estranhos. São capazes de descobrir até mesmo qual seu creme dental predileto. Ou ler a coleção de livros de seu escritor favorito só para ter sobre o que falar com você. O que pode não fazer com que você o ame, mas, com certeza conquistaria sua admiração caso você descobrisse do que ele foi capaz por você.
Apesar destas histórias não terem, geralmente, um final feliz. São delas que tiramos as maiores lições, ou, no mínimo, deliciosas recordações dos tempos de estudantes. Por isso, continuem se entregando a suas paixões, ao menos, para ter do que lembrar quando ficarmos velhinhos.
postado por: INGRID GUERRA 11:13 PM Dizembuche você também
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Brincando de rimar: parte III
postado por: INGRID GUERRA 1:50 AM Dizembuche você também
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Segunda-feira, Fevereiro 23, 2004
postado por: INGRID GUERRA 11:57 PM Dizembuche você também
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Domingo, Fevereiro 22, 2004
Revelações
No decorrer de nossas vidas somos expostos a revelações. Umas boas, outras ruins. Mas todas, geralmente, surpreendentes.
Você se apaixona por um garoto que parece saído de seus sonhos. De repente, ao apresentá-lo aos seus pais você descobre que ele é seu irmão e que vocês foram separados na maternidade [novelesco demais?]. Ou, ainda, você namora com alguém a anos, tornam-se noivos e no dia do casamento, você descobre que ele[a] é bissexual e mantêm um relacionamento, tão duradouro quanto o de vocês, com outra pessoa.
A pessoa de quem você menos esperava, pois considerava que ela desejava apenas seu mal na empresa, foi a que mais lhe deu força, indiretamente, para sua promoção.
O cara mais arrogante da faculdade: que tira sarro de todos, só quer saber de farra e algazarra, e parece sentir-se o rei da cocada-preta é, em verdade, apenas um garoto inseguro, por não gostar de si próprio, que quer aproveitar a companhia dos amigos para se divertir um pouco e esquecer seus conflitos internos.
Enquanto você acredita, fielmente, que todos a sua volta te consideram o ser mais "sem sal" da face terrestre. Alguém, que realmente importa, é capaz de perceber em você uma beleza e sensualidade que nem mesmo você é capaz de notar. Melhor do que isso, somente se essa revelação for feita a você no momento em que você mais precisa, por estar prestes a entrar em crise depressiva, devido sua estranha mania de se auto-desprezar.
Hoje foi, para mim, um destes dias em que somos agraciados por boas revelações. Descobri que posso parecer sensual para alguém. Justo eu, que acredito ser a menos feminina das mulheres [garotas]. Depois dessa [revelação], não duvido de mais nada na vida. Tudo é possível. Viva as boas e revitalizadoras revelações!
The Closer I Get To You
The closer I get to you
O mais perto que eu chego de você
The more you make me see
Mais você me faz ver
By giving me all you got (tell me more)
Dando-me tudo que você tem
Your love has captured me
Seu amor prendeu-me
Over and over again
Repetidamente
I tried to tell myself that we
Tento dizer a mim mesmo que nós
Could never be more than friends
Nunca poderíamos ser mais que amigos
But all the while, inside , I knew it was real
E o tempo todo no meu íntimo, eu sabia que era real
The way you make me feel
A forma como você me faz sentir
Lying here next to you
Deitada junto a você
Time just seems to fly
O tempo parece voar
Needing you more and more (more and more)
Precisando mais e mais de você
Let's give love a try
Vamos dar uma chance ao amor
Sweeter and sweeter love grows
Oh, mais doce cresce o amor
And heaven's there for those
E o céu está lá para aqueles
Who fool the tricks of time
Que enganam as armadilhas do tempo
With hearts of love will find
Com os corações amantes, eles encontram
True love in a special way
o amor verdadeiro de um modo especial
The closer I get to you
O mais perto que eu chego de você
The more you make me see
Mais você me faz ver
By giving me what you've got
Dando-me tudo que você tem
Your love has captured me
Seu amor prendeu-me
Over and over again
Repetidamente
I tried to tell myself that we
Tento dizer a mim mesmo que nós
Could never be more than friends
Nunca poderíamos ser mais que amigos
All the while, inside ,
O tempo todo no meu íntimo,
I knew it was real
eu sabia que era real
The way you make me feel (you Know)
A forma como você me faz sentir [você sabe]
My baby, my baby, my baby, my love
postado por: INGRID GUERRA 2:18 AM Dizembuche você também
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Sábado, Fevereiro 21, 2004
Aproveitando esta minha fase de pouco paciência, mas, alta criatividade pseudopoética, postarei mais um "poeminha". Este, escrito, há algum tempo atrás, em mais uma de minhas noites solitárias. Nas quais, somente as palavras preenchiam o hiato existente entre meus desejos e minha realidade.
postado por: INGRID GUERRA 12:02 AM Dizembuche você também
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Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004
Brincando de rimar:
postado por: INGRID GUERRA 1:11 AM Dizembuche você também
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Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004
Absorvida por uma imensa e intensa falta de ânimo para postar [entre outras coisas], deixo vocês na companhia do artista plástico Victor Hugo Porto e suas exuberantes mulheres.
Importante:
Meu antigo UIN foi desativado por falhas "técnicas". Meu novo UIN é: 258.964.891
postado por: INGRID GUERRA 12:55 AM Dizembuche você também
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Terça-feira, Fevereiro 17, 2004
A maldição que move o mundo
Dessa história todos estão cansados de saber, mas será que vocês já se deram conta do porquê?
Um garoto órfão de mãe viaja com o pai para o país de origem deste. Ao chegar lá o pai morre. Os tios paternos "adotam" a criança, conseguem sua cidadania e impedem-na de voltar para a guarda da avó materna que detinha o direito de cuidar do menino.
A avó materna não aceita o afastamento, principalmente, pela forma agressiva como a família paterna age. Então, desesperada ela vai a busca do garoto, mas não obtém sucesso.
Processos são abertos para que ela [avó materna] recupere a guarda do menino. O governo dos dois países é convocado pelas famílias a resolverem o caso. Mas, quem consegue obter maior incentivo governamental parece ser a família paterna, que se apossou da criança.
Negociações são tratadas, a família materna ganha os processos, mas a criança não volta aos braços da avó.
No país natal de seu pai a criança é exposta diariamente à imprensa, participando, até mesmo, de comerciais e entrevistas onde dizia preferir permanecer com a família paterna. Tudo, claro, pré-estabelecido pelos tios.
A exposição freqüente do garoto na mídia acaba gerando um grande "apego" nacional pela permanecia do garoto naquele país. Políticos entram na briga pela garoto e o caso se estende por 2 anos e 11 meses. Até que, finalmente, o governo brasileiro toma algumas medidas e com a ajuda, desta vez, também, do governo taiwanes, o garoto é entregue a avó.
Daí eu pergunto: o que faria uma família lutar tanto pela guarda de um sobrinho, envolvendo toda e qualquer espécie de influencia governamental para que ele permanecesse aos seus cuidados? Será o amor pela criança? O desejo de dar-lhe um futuro melhor, com melhores condições de vida? Ou será a herança que ele herdará do pai, e que só agora aparece nesta velha história?
Tire suas conclusões. Mas, uma coisa é certa, nenhum tio seria capaz de colocar dois países em "batalhas judiciais" somente para ficar ao lado do sobrinho [já dizia minha mãe]. Não mesmo.
postado por: INGRID GUERRA 2:12 AM Dizembuche você também
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Domingo, Fevereiro 15, 2004
Até pouco tempo atrás estava fazendo parte do projeto de um portal feminino chamado Ellegância. Como o projeto não gerou frutos e antes mesmo de sua estréia oficial foi eliminado da net, postarei aqui um dos primeiros textos que escrevi para o site. A proposta era, neste primeiro texto, falar um pouco sobre mim, relacionando isso ao assunto correspondente a minha coluna. No caso, amor e sexo.
O verdadeiro amor
Nossas vidas são movidas por paixões. Não apenas aquelas que dedicamos a um homem ou a uma mulher, mas, também, as que empregamos a uma profissão.
Estas paixões, muitas vezes, começam de mansinho [ao contrário do que diz o senso comum] e acabam se apossando de nossos corações.
De repente um turbilhão de emoções invade nossos corpos e nos mostram um mundo repleto de crises, objeções, "ebulição", transpiração, derrotas, vitórias, conquistas, bons e maus momentos. E apesar dos obstáculos somos seduzidos de tal forma que não há como resistir a seu 'chamado'.
Por nossas paixões somos capazes de cometer os atos mais absurdos, é por elas que lutamos durante toda nossa vida. Não adianta tentar escapar. Cedo ou tarde somos abduzidos por este sentimento que se instala do lado esquerdo de nosso peito de forma avassaladora.
Comigo as coisas não foram " muito" diferentes. Passei minha infância toda pensando que seria arqueóloga, arquiteta, ou qualquer outra profissão em que eu pudesse desenhar. Na adolescência, onde a maioria dos jovens adquire dúvidas quanto a seu futuro, eu tinha a certeza de que seria um estilista de sucesso. Mas, o "destino" preparou-me uma grande surpresa.
Com a reprovação, por dois anos consecutivos, no vestibular para estilismo resolvi ouvir "os apelos" de meus amigos e familiares para que ingressasse na faculdade utilizando outro Grande talento que preferi manter em segundo plano por quase toda minha vida. O Dom da escrita.
Sempre ouvi pessoas dizendo que escrevia muito bem e que meus textos eram realmente bacanas. Mas, devidos alguns percalços enfrentados ainda na época da escola, conseqüentes de professores maus-preparados, adquiri certa aversão ao português, deixando, com isso, essa aptidão natural adormecida.
Felizmente em 2002, aos 20 anos, prestei vestibular para Comunicação Social - Jornalismo, na cidade de Ijuí [Noroeste do Rio Grande do Sul], e redescobri meu verdadeiro amor. Hoje, tenho a certeza de que fiz a escolha certa ao ouvir as pessoas ao meu redor que diziam que embora meus desenhos fossem realmente bons o meu futuro seria escrever.
Minha verdadeira paixão é cruel, muitas pessoas que por ela se encantam, sofrem com seus rendimentos, esforços desvalorizados, suas exigências e sua competição. No entanto, todos estes defeitos não a impedem de torná-la a mais maravilhosa das profissões, pois quando o reconhecimento chega, nada é capaz de apagar o brilho em nosso olhar.
Falando nisso...
Amor & Sexo
Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão
Sexo é padrão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...
Amor é do bem...
Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois
Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal...
E tal e coisa...
* Rita Lee
postado por: INGRID GUERRA 12:15 PM Dizembuche você também
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Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004
Atividade do final de semana: Teatro
BAILEI NA CURVA
Ao longo dos anos foi se tornando um clássico. Sucesso de público e crítica, estreou em 83 e desde então vem sendo montado em todo o país. A partir da perspectiva infantil, tece uma crítica ao Brasil que gerou o Golpe Militar de 64, mostrando a história de um povo que sonhava consigo mesmo e previa um futuro de justiça social e solidariedade. Mais do que um clássico ou sucesso de público e crítica, contar novamente a história de sete crianças que cresceram sob o regime militar é acreditar nesse sonho, ainda mais nos dias de hoje, onde a hipocrisia, a insensibilidade, as soluções individuais, uma crise econômica sem proporções e um autoritarismo disfarçado tomam conta desse mundo pós-alguma-coisa que se perdeu por aí.
ROTEIRO E DIREÇÃO: Júlio Conte
AUTORES: Cláudia Accurso, Flávio Bicca Rocha, Hermes Mancilha, Júlio Conte, Lúcia Serpa, Márcia do Canto, Regina Goulart.
ELENCO: Cintia Ferrer, Érico Ramos, Felipe de Paula, João Walker, Jú Brondani, Mariana Vellinho, Patrícia Mendes, Tiago Conte.
OS HOMENS DE PERTO [MEN IN BACK]
O que aconteceria se um dos atores morresse no meio de uma temporada?...Cancelar o espetáculo?...Nessa dureza?...Jamais!! ¿As mulheres têm toda a razão: nós fazemos xixi na tampa da privada, deixamos as roupas no chão do banheiro, somos os senhores únicos e absolutos dos controles remotos da casa, não reparamos no penteado novo, odiamos olhar vitrine, nosso deus é o pay per view do futebol e tudo o mais que já foi amplamente discutido. Agora chegou a hora da nossa versão. Os homens, vistos de perto, cantam, representam, fazem rir e dançam...balé...e são hilariantes¿.
TEXTO: Artur Pinto
ELENCO: Oscar Simch, Rogério Beretta, Zé Victor Castiel
DIREÇÃO: Néstor Monasterio
Informações sobre as peça do Porto Verão Alegre, clique aqui.
M E M Ó R I A
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.
Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.
* Carlos Drummond de Andrade
postado por: INGRID GUERRA 1:11 AM Dizembuche você também
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Sexta-feira, Fevereiro 06, 2004
Totalmente Surreal?!!!
Estava dirigindo tranqüilamente em uma estrada qualquer desse mundão a fora. De repente um motociclista me ultrapassa em uma curva perigosa, mas, felizmente, ocorre tudo bem. Em seguida um outro carro - não lembro ao certo do modelo, apenas que se tratava de um carro negro, imponente - faz o mesmo.
A estrada estava calma, no entanto, algo me dizia para ter cuidado. Segui meu caminho com atenção redobrada, confiando, claro, nos meus instintos que provaram, minutos depois, o quão valioso me foram.
Distraída com o som do carro e com a rapidez com que um caminhão se aproximava de mim - provavelmente ganhado velocidade e força para ultrapassar meus 120 km/h - não pude ver o momento exato do acidente, apenas, o corpo do motociclista caindo ao chão do lado oposto a estrada e sua cabeça rolando pela pista.
Minha reação imediata foi desviar e diminuir a velocidade com os freios para que o caminhão que vinha atrás de mim também reduzisse sua marcha. Não consegui parar, mas, percebi que fora o motorista do carro negro o culpado por aquela tragédia.
Continuei rodando, sem saber o que fazer, como ajudar. Foi quando avistei uma cidade próxima e resolvi entrar nela, comunicar o ocorrido a PRF [Polícia Rodoviária Federal] e tentar descobrir algo.
Não lembro ao certo o que ocorreu depois disso, apenas, o momento em que, após estacionar em uma rua deserta e escura, desci do carro e avistei um policial rodoviário.
Gritei seu nome e ele veio até mim. Contei-lhe o que havia sucedido. Ele disse-me que iria checar, fez algumas ligações e me questionou sobre outros assuntos sem a menor ligação com acidente. Achei estranho e resolvi ir embora. Caminhei um pouco antes de voltar ao meu carro. Já havia escurecido, as pessoas nas ruas pareciam me olhar de um jeito estranho, a cidade toda me parecia surreal [pq será???], resolvi voltar ao meu carro. Estava com medo, o melhor a fazer era abandonar aquele lugar o quanto antes. Chequei se ninguém estava me seguindo, entrei no carro, coloquei a chave no volante, mas antes que pudesse dar a partida senti o braço de alguém segurando algo, provavelmente uma faca, sobre meu pescoço. Antes que eu pudesse me virar ele pulou para o banco da frente, dizendo que não me mexesse. Para minha surpresa o homem que me ameaçava era o policial com quem havia falado horas antes. Ele abaixou meu banco e ameaçou subir no meu colo.
Então, acordei, em uma casa estranha, com enormes cômodos, pouquíssimos moveis e com muita gente feliz conversando ao redor de um televisor. Só havia homens jovens ali, as mulheres conversavam em outro local. Aproximei-me de um garoto atraente, sentei-me ao seu lado, estavam todos assistindo um filme de terror: um motociclista tinha sua cabeça arrancada em um acidente. Mas eu estava mais interessada no gatinho ao meu lado, em quem fazia cafuné.
Ele olhou para mim, disse-me que eu estava linda, perguntou-me se eu gostaria de sair com ele. Disse-lhe que sim, ele puxou-me pelo pescoço e me deu um beijo gostoso e demorado. Antes que eu pudesse organizar toda aquela informação, e antes mesmo que pudesse sair com aquele gatinho, acordei. Sem saber ao certo se deveria ficar feliz ou triste.
postado por: INGRID GUERRA 5:51 AM Dizembuche você também
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Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004
ALBÚM DE FAMÍLIA
Minha tataravó: mãe do meu bisavô.
Meu bisavós: Ida Martha Müller e Karl Richard Müller - pais de minha avó materna -.
Minha avó materna: Martha Eva Guerra
Alguma Semelhança????
Olhem só estas fotos. Não parece a mesma garotinha nas duas?!
Esta é minha avó, Martha, ainda garotinha.
E esta sou eu....
postado por: INGRID GUERRA 11:09 PM Dizembuche você também
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Fatalmente atraidos
Não importa o sexo, a idade, a situação financeira ou a opção sexual. Em um palco todos ficamos atraentes.
Não interessa a celulite, a flacidez, as espinhas, as orelhas de abano ou seja lá qual for o seu defeito. O palco eliminará toda e qualquer imperfeição que tiveres.
Como comprovar minha "tese"? Basta você analisar a sua reação nos últimos shows ou peça de teatro que assistiu.
Tá difícil lembrar? Deixe-me tentar ajudá-la.
Aproximadamente uma semana atrás você pegou o jornal e deu de cara com a foto daquela banda com um som super bacana. Você olhou para o vocalista, o baixista, o guitarrista, o baterista e outros integrantes da mesma e pensou: tadinhos, é uma pena que sejam tão sem sal.
Na semana seguinte, você decide ir finalmente no show da tal banda. Chegando lá, trata de arrumar um lugar estrategicamente localizado para não perder nenhum "lances" da festa. Preferencialmente, claro, com vista para o palco.
De repente aqueles seres que não chamariam sua atenção nem que tivessem uma mancha vermelha no bumbum começam a exercer um certo magnetismo sobre sua pessoa.
Pronto. Você, com toda a certeza, sai dali comentando com suas amigas a respeito dos lindos lábios carnudos do vocalista, das pernas do baixista, do abdômen do guitarrista ou, no mínimo, achando que o tecladista, apesar de não muito vistoso, tinha um jeitinho cativante.
Não adianta tentar fugir, afinal, esse não é um privilegio seu, somos todos assim. Homens e mulheres estão juntos nesta obsessão pelo "palco". Não dá para negar.
postado por: INGRID GUERRA 1:10 AM Dizembuche você também
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Terça-feira, Fevereiro 03, 2004
Não queria fazer isso, mas, vamos lá.
Assunto do dia: bobagens "inúteis" (?!) comentadas.
CELEBRIDADE
Desde que a novela estreou na Rede Globo essa maldita palavrinha não sai da boca, nem dos textos que vemos pela mídia. É celebridade pra cá, celebridade pra lá, e ninguém mais fala em outra coisa. Atores, atrizes, cantores, e toda sorte de pessoas famosas perderam suas denominações antigas para serem chamadas apenas de celebridades. O que é uma tremenda babaquice. Mas, como tudo na vida este será, acredito, mais um modismo com prazo de validade. Tão longo a novela chegue ao fim e o povo, como num passe de mágica, esquecerá que um dia usou a palavra em questão.
Apesar de estar, também eu, proclamando-a aqui, justifico sua utilização na função de enfatizar seu uso exacerbado. Pior que o emprego exagerado do termo só mesmo a novela em si.
E por falar nela, vamos a novela.
Nos dois últimos capítulos da trama das 8 [que passa as 21:00], a vilã Laura consegue recuperar provas de que Ubaldo é verdadeiramente o compositor de "musa de verão", canção a qual compôs em homenagem a beleza de sua ex-namorada, mãe de Laura, há anos atrás.
Com as provas em mão Laura e Ubaldo pretendem processar Lineu e Maria Clara por prestarem falso testemunho no julgamento que condenou Ubaldo a 15 anos de detenção pela morte do ex-noivo de Maria Clara, o qual dizia ser o compositor da canção que redeu fortuna ao detentor da marca Summer Spell, e sua garota propaganda.
Ciente do estrago que Laura poderá causar na vida de Maria Clara com o processo, Vladimir, noivo de Darlene - que ajudou Laura a conseguir a documentação e fita que provam a versão de Ubaldo -, tenta recuperá-las invadindo a casa de Laura.
O público, claro, torce para que Vladimir, o "garoto" bonzinho que sonha voltar a ser bombeiro e só pratica o bem, obtenha sucesso em mais essa tarefa e livre Maria Clara das "garras" de Laura.
Então eu me pergunto: Cadê o senso de justiça do povo? Tá certo, Ubaldo matou o Wagner Lopes por ter roubado [(?) será esse o termo correto?] os direitos autorais de "musa de verão". Mas já pagou pelo que fez. Além disso, ele "apenas" reagiu a um furto, infelizmente, levando as últimas conseqüências sua ira por ter sido lesado.
Nada mais justo, então, que agora, livre, após ter cumprido sua pena, busque recuperar sua dignidade perdida e lute para receber os lucros que sua canção gerou enquanto amargurava anos de sofrimento em uma penitenciaria.
Todos cometemos erros, é humano. Se Ubaldo pagou pelo seu, porque Maria Clara e Lineu não podem pagar? Pq são aparentemente bonzinhos!!!! Cuidado, de gente "boazinha" o inferno está cheio, sabiam?!!!
Somente uma última observação: Ficção não se discute. Afinal, tudo pode acontecer, mas...
* ilustração Bebel [Zero Hora]
EU NÃO PERTENÇO A VOCÊ
EU NÃO PERTENÇO A VOCÊ
BEM, TALVEZ EU QUISESSE
MAS NÃO CONSIGO ME VER
VIVENDO AO TEU LADO
EU TENTO ESQUECER
DAQUELE BEIJO ROUBADO
QUE EU NUNCA DEI EM VOCÊ
QUE EU NUNCA DEI EM VOCÊ
SOZINHA EM SEU QUARTO
SEI QUE VOCÊ PENSA EM MIM
EM MEU JEITO DE FALAR, ANDAR
E TAMBÉM DE VESTIR
ISSO ME LEVA A CRER
QUE AINDA EXISTO PRA VOCÊ
E QUE EU NÃO SAIO DA SUA CABEÇA ...
SE UM DIA LHE DISSEREM QUE
FUI EMBORA SEM MENCIONAR SEU NOME
ACREDITE! POIS CANSEI
DE ESPERAR POR ALGUÉM
QUE SEI QUE NÃO VIRÁ!
JOGUEI SUAS COISAS FORA
TUDO QUE ESCREVI POR VOCÊ
PEGUEI MEU RUMO "EMBORA"
PARA TENTAR ESQUECER
DO DIAS DIFÍCEIS
E NOITES QUE NÃO DORMI
LEMBRANÇAS QUE FIZERAM
MINHA ALMA SE FERIR ...
[Jonathan Corrêa - Reação em Cadeia]
postado por: INGRID GUERRA 4:26 AM Dizembuche você também
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Domingo, Fevereiro 01, 2004
Tá bom, eu sei. Minha crônica ficou gigante. Desculpem! Mas uma coisa posso garantir, quem conseguir lê-la até o fim não irá se arrepender.
A VIDA COMO ELA É...
Beatriz adorava comer pimentões. Quando criança comia sem parar até que sua mãe deixasse de comprá-los. Já Marcos não podia nem vê-los que passava mal. Como Beatriz era, também, apaixonada por Marcos decidiu abandonar os pimentões enquanto estivesse ao seu lado. Passaram-se anos e ele nunca desconfiara dessa paixão de sua mulher.
Ana, no então, acreditava cegamente que o marido amasse suas calcinhas minúsculas. Sempre que desejava agradá-lo as usava, mesmo que aquilo provocasse nela um imenso desconforto. Paulo, por sua vez, nunca comentou com Ana sua preferência por calcinhas maiores pois achava que sua mulher sentia-se muito mais feminina usando as menores.
Anos de convivência também não foram suficientes para que Clara conhecesse realmente seu filho. Para ela, Rafael era apenas um garoto rebelde sem causa que saia a noite com roupas de roqueiro e, com certeza, fumava um baseado pelas ruelas da cidade. Nunca soube ao certo se suas suspeitas eram verídicas ou não. Acreditava ser melhor sofrer com a dúvida do que suportar o peso da realidade. Pobre Clara, morreu sem saber que Rafael sempre fora um garoto de ouro. Ele queria apenas um pouco de liberdade, queria sentir-se independente, lutar por suas convicções e vestir-se da melhor forma possível para agradar sua amada Bianca que tocava baixo em uma banda feminina de Punk Rock, e nunca fumara se quer um cigarro comum.
Bianca também tinha seus segredos. Nunca ousou contar a ninguém que suas noites de amor com Rafael não proporcionavam a ela o prazer que tantas vezes ouvira as pessoas falarem. Apenas deixava-se possuir, pelo carinho incondicional que sentia por Rafa. Além disso, aquilo tudo lhe parecia normal. Uns nascem com sorte outros sem.
Dizem que nunca conheceremos totalmente uma pessoa. Que o ser humano é complexo de mais para se deixar desvendar em todos seus mistérios. Sempre esconderemos algo de alguém, talvez para escondermos de nos mesmos nossos mais profundos pensamentos ou atos. No entanto, nos esquecemos de uma coisa muito importante: "o outro" só conseguirá nos entender, satisfazer e nos ajudar se deixarmos ele nos conhecer melhor.
Não adianta você se esforçar para conquistar alguém se você não for autentica. Acredito que a maioria dos relacionamentos se desgasta em função disso. No começo tudo parece perfeito pois nos esforçamos ao máximo para agradar nossas paixões. Deixamos de lados nossos próprios anseios, nos submetendo ao que o outro pensa, deseja ou fala. De repente, quando já não suportamos mais esconder nosso verdadeiro eu, caímos na crise do convívio e o fim do relacionamento torna-se cada vez mais próximo.
Infelizmente fomos criados para sermos hipócritas, para escondermos nossos sentimentos, para não nos expormos demais. Por isso, temos medo quando alguém demonstra o que sente de forma aberta e ao invés de nos entregarmos ao amor fugimos em busca de alguém que nós pareça mais misterioso ou de difícil acesso. Então surge a velha historia da Maria que ama Eduardo que ama Beatriz que ama Tina que não ama ninguém.
Nossas "mutações" não se resumem apenas a aos casos amoroso. Fingimos, também, ser quem não somos no emprego, entre amigos, em festa e principalmente com nossos pais. Na adolescência temos a tendência de vê-los como inimigos que podarão qualquer pretensão de liberdade e passamos a criar projeções de nos mesmo para nos defendermos disso. Quer saber o que acontece no final? Viramos seres que não somos, atrelados a convenções idiota, temendo tudo e todos em um mundo hipócrita onde ninguém diz o que realmente pensa e quando diz é odiado pelo povo.
Mas, como tudo na vida, a escolha é sua. Você prefere ser uma fraude amada por todos ou "o original" odiado por muitos?
postado por: INGRID GUERRA 10:42 PM Dizembuche você também
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