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Um ser humano feito de Chocolate
Em uma manhã gelada, do início de agosto, fui apresentada ao homem por quem dedico uma "eminente" admiração e carinho, quase amor, uma "paixão" talvez.
Ele não é nenhum galã de Hollywood ou ator de novelas mas tem voz de dublador e um imenso talento para interpretações cômico-dramáticas.
Muda o tom de voz e sua expressão como um camaleão cercado de pessoas. E em sala de aula instiga os alunos a participações: com berros, cochichos, provocações, caras e bocas, sem contar, é claro, quando "pega no pé de alguém" a quem questionará durante toda a aula. Mas isso não causa problemas a ele, pois, com seu senso de humor inigualável e seu jeitinho de moleque misturado a um certo ar de carrasco ele conquista qualquer um.
Ele consegue transformar uma disciplina que "tem tudo" para ser a mais horripilante das matérias - do primeiro semestre - em algo tão agradável que nos faz esperar ansiosamente pelo próximo encontro, trazendo de volta, aos bancos escolares [ou da universidade, como preferirem], até mesmo, alunos que teoricamente estariam dispensados de assisti-lo.
Suas falas não se resumem ao conteúdo estudado em Teoria da Comunicação, ao contrário, percorrem caminhos distintos, que vão de relatos do seu cotidiano familiar, passam pela analise comportamental de pessoas - em shopping center, boates e barzinhos da moda. Onde as meninas usam seu famoso batom - I'm here boy - [lançado pelos cosméticos Jacques]¿, e chegam a retratos da solidão e os efeitos causados por ela.
Um ser humano feito de chocolate, segundo sua própria definição, que já - não sabe - ao certo se é: um professor, um educador ou um profissional da educação, mas, que com toda certeza ama o que faz e transmite como ninguém [ou como pouco] seu carinho pela profissão.
Estas poucas linhas são dedicadas ao professor Jacques A. Wainberg, um homem apaixonante que conquistou, tenho certeza, não somente o meu coração mas o de muitas outras pessoas.
Este texto foi inspirado em meu professor de Teoria da Comunicação, Jacques A. Wainberg, mas o dedico, também, a outros professores que marcaram minha vida escolar e acadêmica, e que ficarão para sempre em minha memória: minhas queridas professoras Fátima, Maria Justina e Carla que transformavam a matemática em uma de minhas matérias favoritas [embora hoje eu tenha esquecido, por falta de prática, o que elas se empenharam em ensinar]. Ao meu caro e inspirador professor Larry que sabe como ninguém falar sobre todos os assuntos possíveis e imagináveis de forma aprazível. Ao professor Júlio e a minha querida professora do 3º ano [que não lembro o nome] que ensinaram-me geografia. Aos professores Marcio Granez, teoria do jornalismo e Celso Schröder, introdução ao jornalismo, além de, Ricardo e Rodrigo professores de inglês.
Dedico ainda a alguns professores que embora não me fossem tão queridos reconheço seu valor e seu trabalho, como: meus professores de história Losandro e minha professora 2º ano; Irineu Sauer de química; e como não poderia deixar de fora, nossa estimada professora de literatura Sueli, Susu para os íntimos, e ao professor Roger de Biologia (que é uma figura).
Poucos são os professores que conquistaram minha admiração, por isso, achei relevante demostrar meu carinho por estas pessoas que sabem realmente o valor de uma aula ministrada com amor. Embora, geralmente minha visão de bons professores destoe de alguns de meus colegas, com raras exceções.
4º mostra de Curtas do Gasômetro.
Pelo 4º ano consecutivo a usina do gasômetro apresentou uma versão reduzida do Festival de Curtas de São Paulo. Uma proposta super bacana que amplia o acesso do público a uma programação alternativa.
Infelizmente os jornais da cidade não colaboraram muito com a mostra, que ocorreu de 11 a 14 de Setembro, já que, ao informar o horário de apresentação dos curtas relataram aos leitores apenas o horário das 20 horas, sendo que, haviam sessões das 16:00 às 22:00, impossibilitando assim que as pessoas interessada [e um tanto quanto desenformadas] pudessem assistir um maior número de "filmes/vídeos".
Curtas que assisti:
* Mãe mostro -
* Anfitriões -
* Mãos verdes -
* Amor só mãe - Dennilso Ramalho.
* conrad, bruxaria, ..., canibalismo. [a virgem da nova civilização] - Luciano M.
* Dolores - Phil S.
* E alguns que traziam uma proposta gay.
Destaque - ainda - para um curta alemão que [infelizmente não lembro o nome] foi muito aplaudido pelo público. O curta conta as aventuras de um motorista de empilhadeira. </INGRID GUERRA> <!--12:58 PM-->
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Longe do Paraíso...
No final da década de 50 [século passado], na cidade de Hartford - Connecticut, Estados Unidos -, a família Whitaker tem uma vida [aparentemente] perfeita. Frank (Dennis Quaid), é um executivo bem sucedido da empresa Magnatech, na qual serve - ainda - como modelo de família feliz ao lado de sua esposa Cathy (Julianne Moore) e seus dois filhos.
Mas, no outono de 1957 a vida de Cathy começa a mudar, mostrando que por trás desta pseudo-perfeição existe um outro mundo, repleto de conflitos e dramas familiares.
Seu universo em estilo propaganda de margarina desmorona quando ela descobre que seu marido é homossexual. Deprimida e sem coragem de contar a ninguém sobre o problema que está enfrentando, Cathy encontra em seu jardineiro negro (Dennis Haysbert) um rosto amigável e disposto a alegrar seus dias mais nebulosos.
Infelizmente o que parece a solução, para seus conflitos, torna-se um problema a mais a ser enfrentado, pois, a hipocrisia - de todos os lados - e o preconceito racial eminentemente visível na época, impedem-na de prosseguir com esta bela amizade.
É com abordagens polêmicas e uma belíssima fotografia que o diretor Todd Haynes nos - conta - a história de Longe do Paraíso. Um filme que tinha tudo para ser uma bela amostra da sétima arte, mas, que deixa [ao meu ver] um pouco a desejar.
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