DIZem BUCHA

Não adianta procurar, pois, aqui você não vai achar nada para lhe agradar! Mas se mesmo assim você quiser espiar, sinta-se livre para "DIZemBUCHAR".
Frase do momento: "O teu amor é uma mentira que a minha vaidade quer"(Cazuza).



Sábado, Fevereiro 16, 2008


ADEUS MEU ROXINHO-PERTURBADOR!!!


Foram, ao todo, 246 posts produzidos durante os 1603 dias de vida deste meu roxinho-perturbador. Isso daria uma média, segundo meus cálculos, de um por semana. No entanto, a história não deve ser contada assim. Afinal, o início foi bem mais produtivo. Escrevia muito, sobre vários assunto: do cotidiano à política, me arriscando a comentar até mesmo futebol (sim, algo totalmente inusitado, concordo!).
Falei a respeito de livros, filmes e peças de teatros. Publiquei minhas crônicas, cartas, reportagens (entre outros exercícios de redação produzidos na faculdade) e, quem diria, pseudo-poemas. Aliás, chamo-os assim por não ter nenhuma pretensão poética. Eles são, em verdade, apenas uma deliciosa brincadeira com rimas, escritos em noites solitárias, nas quais somente as palavras preenchiam o hiato existente entre meus desejos e a realidade. Dentre todos, o mais marcante parece ter sido Eu quero um Pedro pra mim, pois, gerou comentários inesquecíveis e homenagem no orkut, de uma de minhas “maninhas” (clari).
As crônicas ganharam vida longe do blog. O Tempo emocionou não apenas colegas e professores, mas o querido Bira, técnico de som da rádio da FAMECOS. Outras como A idade da razão (na “sala’da” comunicação) e Olhos Atentos foram parar no meu portfólio. Contudo, meu apreço por A coisa e eu, A maldição do 33 (Terça-feira, Março 23, 2004) e Cadê meu it (Segunda-feira, Fevereiro 27, 2006) também são imensos. Revê-las agora chega a dar uma certa nostalgia.
Enfim, é difícil deixar para trás as coisas que amamos. Até porque, embora tenha abandonado o DIZem BUCHA no último ano, continuo louca por ele, por todas as divagação expostas aqui: da filosofia barata das frases do momento, em particular a minha criação-mor “o amor é uma merda, mas a falta de amor, ou de alguém para amar, é a própria prisão-de-ventre"; às doidices de Notícias Bizarras - coisas maluca que ocorrem no mundo – como as histórias mirabolantes à la Hitchcok: Ancião vive com cadáver da mãe, por cinco anos, na França ou, ainda, ao estilo cômico de Richard Beijamin, em um dia a casa cai: Chão cede e mulher cai nua no apartamento de baixo.
Cada link deste arquivo é como um pequeno pedaço da minha vida (ao menos dos últimos anos dela), com todas as alegrias, tristezas, revoltas e euforias destes (quase) 4 anos e meio que hoje deixo para trás, antes que Globo-Ponto-Com me expulse. Afinal, minha cota (de não-assinante) chegou ao fim. Por isso, mudo-me para uma nova casa: Arquivos de Gaveta. Levando daqui apenas os textos publicados em 2008. Assim, será como começar o ano em uma casa nova, mas com alguns móveis antigos que me lembrarão os bons momentos que passei até ali chegar. Portanto, só posso dizer Au revoir, mom chéri DIZem BUCHA!


Figura? Clique: Moidsch


NOVO BLOG: ARQUIVOS DE GAVETA

postado por: INGRID GUERRA 9:22 PM DIZemBUCHA aí!!
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Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008



Faz Parte Do Meu Show

Te pego na escola e encho a tua bola com todo o meu amor
Te levo pra festa e testo o teu sexo com ar de professor
Faço promessas malucas tão curtas quanto um sonho bom
Se eu te escondo a verdade, baby, é pra te proteger da solidão

Faz parte do meu show
Faz parte do meu show, meu amor

Confundo as tuas coxas com as de outras moças
Te mostro toda a dor
Te faço um filho
Te dou outra vida pra te mostrar quem sou
Vago na lua deserta das pedras do Arpoador
Digo 'alô' ao inimigo
Encontro um abrigo no peito do meu traidor

Faz parte do meu show
Faz parte do meu show, meu amor

Invento desculpas, provoco uma briga, digo que não estou
Vivo num 'clip' sem nexo
Um terror retrocesso
meio bossa nova e 'rock'n roll'

Faz parte do meu show
Faz parte do meu show, meu amor

Meu amor, meu amor, meu amor...

Composição: Cazuza / Renato Ladeira



Frase do momento: "O teu amor é uma mentira que a minha vaidade quer" - Cazuza - O nosso amor a gente inventa.

Figura: Moidsch

postado por: INGRID GUERRA 4:27 AM DIZemBUCHA aí!!
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Sábado, Fevereiro 02, 2008



As histórias de minha vida.


Há muito tempo atrás, quando ainda era estudante do ensino médio, uma de minhas professoras levou para sala de aula a crônica: Leituras fundadoras (publicada no jornal Zero Hora de 7/11/99). Nela, Martha Medeiros fazia um resgate sobre a iniciação da literatura em sua infância e adolescência.
Estas chamadas leituras fundadoras – expressão cunhada pelo escritor francês Christian Bobin – são, na verdade, os primeiros livros que marcaram consideravelmente a vida de cada um de nós.
Sempre senti vontade de fazer a minha própria lista, mas nunca coloquei nada no papel. Contudo, nestas férias, tive uma surpresa maravilhosa ao relembrar, com uma amiga, a estória de uma garotinha que perdeu a mãe durante uma viagem para São Paulo. Indefesa, na Paulicéia Desvairada, tendo apenas seu tigrinho de pelúcia ao lado, ela precisava encontrar o tio e fugir de uma pseudo-assistente social. Fôra assim, na companhia de Pimpa, a menina criada por Marcos Rey em Sozinha no mundo, que preenchi algumas folhas de minha ficha na biblioteca da escola.
Passada essa obsessão, me entreguei à narrativa de Josué Guimarães e, por vezes, sofri tanto quanto Mariana pelo jeito fugidio de Cássio em É tarde para saber. Obra que, por sinal, reli em janeiro. Foi engraçado perceber que minha implicância com Cássio não mudou muito, já a complacência com a ingenuidade de Mariana não pode ser considerada a mesma.
Na adolescência (mais precisamente aos 15) fiz meu début com a literatura estrangeiras e conheci meu amado-mor, Gabriel García Márquez, em sua melhor forma: através de O amor nos tempos do cólera (lançado este ano nos cinemas). Impossível não se comover com a paixão de Florentino Ariza por Fermina Daza e sua capacidade de esperá-la por 51 anos, nove meses e quatro dias. O livro me foi emprestado por uma amiga da minha irmã, com ótimas recomendações. Aliás, devo a ela (Vanessa) meu eterno agradecimento. Pois, a partir de então, passei a colecionar (e ler, lógico) muitas outras escrevinhações do sr. Gabo.
Anos mais tarde, após a descoberta de que livros eram objetos acessíveis, mesmo para proletárias como eu, deixe-me levar por títulos intrigantes como A metamorfose, de Franz Kafka e 1984, de George Orwell, sem saber ao certo ao que me levariam tais leituras. Desta forma, intriguei-me com a sorte do caixeiro-viajante Gregor Samsa, que em uma manhã acorda não mais no mesmo corpo com o qual fôra dormir, mas transformado em um inseto monstruoso. Assim como, revoltei-me com o Grande Irmão e seu (partido) IngSoc. Porém, não posso negar o divertimento gerado pelas contradições do duplipensar (“Guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força”) e da novílingua.
Já no gênero jornalístico me encantei pela narrativa do grande mestre da reportagem, Gay Talese, e suas excepcionais histórias. Se Deus permitir, um dia irei escrever tão bem quanto ele e, principalmente, com o mesmo espírito e perseverança existentes em Fama e Anonimato e A mulher do próximo. Depois de tantas recordações, só posso dizer que apesar de não ter sido criada sob uma grande influência literária, creio que consegui formar uma base bastante sólida para todas as leituras seguintes que fiz e que ainda farei durante a minha vida. E você, como fez a sua?


Figura? Click : Azul de Corso

postado por: INGRID GUERRA 12:28 AM DIZemBUCHA aí!!
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Sábado, Janeiro 19, 2008



Menos limite.


É possível que parte das pessoas que se arriscam a entrar aqui não tenham assistido a Meu nome não é Johnny, ainda. Porém, acredito, todos já devem ter ouvido falar na película e/ou na frase que define a personagem principal:
“Ele tinha tudo, menos limite”.
A história é essa mesmo: um privilegiado membro da classe média (alta) do Rio de Janeiro, puxa um beck na adolescência, da maconha passa a cheirar, depois começa a vender para os amigos e dali para a cidade toda. Sem jamais precisar pisar em uma favela, acabou se tornando um dos maiores vendedores de drogas do asfalto carioca. Tudo fácil assim, sem maiores complicações, até o dia em que foi preso. Mas esta narrativa eu não quero contar. Quem ainda não conhece, visite o site oficial.
Não obstante, por mais nonsense que possa parecer, tenho que admitir que senti um pouco de inveja do sr. João Guilherme Estrella ou, ainda, de sua namorada Sofia e aquela galera toda que aproveitava cada momento, deixando o futuro para depois. Claro, guardadas as devidas proporções. Afinal, não tenho a menor vontade de me drogar, tornar-me uma viciada, muito menos traficante.
A questão toda se encontra nessa palavrinha chave: limite. O tenho em excesso. Chega a ser desgastante, viver nesta eterna preocupação com as conseqüências de cada ato, deixar os minutos passar sem saboreá-los com o devido valor. Parece até que vim ao mundo para servir de platéia, por mais que deseje ser a protagonista.
Para mudar este roteiro, já pensei até em beber, tomar um belo porre, mesmo. O problema é que meu metabolismo não ajuda, o máximo que fico é com sono. A euforia proporcionada pelo álcool se quer passa perto do meu córtex cerebral (sic). Ou seja (cerveja), perdeu playboy (dhã)!
Então só me resta mesmo aproveitar os momentos de êxtase que o cinema é capaz de oferecer. E em Meu nome não é Johnny, são muitos. A começar pelos maravilhosos diálogos que percorrem o filme – como o da noite que João (Selton Melo) conquista Sofia (Cléo Pires). Vale muito a pena conferir, não apenas esta cena, mas todas as outras deste belo produto nacional.

João Guilherme Estrella: Ó lá, ó lá, ó lá minha deusa de marfim!
Godoi: Deusa de quê? De massinha?
J.G.E.: Não, de marfim, Godoi!
Laura: Ó ta sem o varetão(?) de Niterói!
Julinho: Ó se liga, hein, xará?! Acho que o varetão de Niterói pula miudinho na mão dela.
J.G.E.: O que é pular miudinho, brother? Por que isso?
G. A mulher é bailarinha?
J. Bailarina? Hehe... É baladeira, hormonal, saidinha.
J.G.E.: Baladera, hormonal, saidinha, faz maluco perder o sono? É meu número. Vô lá!

J.G.E.: E aí Sophia, tudo bem?
(...)
(...)
Sofia: E aí, conta aí...
J.G.E.: Não... 'tamos aí! E o brunão?
S. O que tem o brunão?
J.G.E.: 'Tá contigo lá em Niteróis, fazendo as coisas dele lá?!
S. 'Cê quer saber se a gente 'tá junto?
J.G.E.: Eu até gostaria, viu!?
S. Você é sempre assim, dá 500 voltas pra chegar em alguém?
J.G.E.: Não, não é que é alguém, é você. Eu fico meio nervoso assim de falar contigo.
S. Ah, pega bem até!
J.G.E.: Ah, então vou seguir nervoso, seguir nesse caminho!
S. E aí, ‘cê sabe que o mundo pode acabar amanhã, né? E a gente tem que curtir a vida, então eu vou te ajudar 'tá? Quer sair comigo?
J.G.E.: Então não é melhor a gente ir logo, antes que o mundo acabe?


postado por: INGRID GUERRA 2:40 AM DIZemBUCHA aí!!
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Terça-feira, Janeiro 15, 2008


Uma "pessoinha" fofa, carinhosamente apelidade de Le Baratin, me enviou esta música dizendo que ela havia sido, praticamente, feita para mim (tá, não foram bem estas palavras, mas tá valendo). Eu gostei e acho que tem a ver mesmo... então, aí vai!




A Seta e o Alvo


Eu falo de amor à vida,
Você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte.


Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa,
Mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo: "Te amo!"
E você só acredita quando eu juro.

Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.

Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.
E o que era?
Era a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar.

Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade.

É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa não te espera!

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

Sempre a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

* Composição: Paulinho Moska e Nilo Romero


Ilustração? Clique: Moidsch

postado por: INGRID GUERRA 1:47 AM DIZemBUCHA aí!!
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Quarta-feira, Janeiro 09, 2008


Coisas que perdemos pelo caminho

Tal como 1933, para Dominic Molise, 2007 foi para mim um ano ruim. Ambos jovens, prestes a conquistar o tão suado diploma e cheios de sonhos, os quais, com o passar dos meses, se destruíram. Porém, fomos até o fim, convictos de nossas escolhas, apesar de transformados pelo árduo percurso.
Pode parecer exagero, drama ou tolices de uma menina mimada, para quem está de fora. Ainda assim, não irei me privar deste desabafo, ou melhor, do enterro, sem polpa ou cerimônia, definitivo e protocolar desta data.
Nunca foi tão fácil dar adeus aos 375 dias que deixei para trás, nas primeiras horas de 2008. Cada precioso minuto foi “degustado” da melhor forma possível: balançando o esqueleto e sacudindo a cabeleira até as 4 da manhã, ao som de Joan Jett, entre tantos outros. Tudo para espantar qualquer indício de baixo astral.
Afinal, ele esteve presente em muitas etapas do meu amadurecimento (?). Como no dia em que apresentei minha monografia à banca examinadora – após muitas noites sem dormir, latinhas de Red Bull e xícaras de café sem efeito. Ouvir os professores dizendo que minha análise, apesar de interessante, era muito jornalista, pouco acadêmica e incompatível com uma monografia, me fez questionar o papel do orientador e perder a fé no ensino real. Demorei um pouco para entender que esse comentário seria a maior prova de que nasci mesmo para ser Jornalista (leia-se: repórter).
Contudo, a ziquizira continuou ao meu lado e novamente tive de engolir a seco palavras duras. Desta vez do professor Leonam, no último dia de estágio de Aperfeiçoamento de Texto, dizendo que eu sabia que aquilo (a matéria sobre garotos de programa que esperei um ano e meio para fazer) não era uma grande reportagem. E o pior de tudo é que tive de concordar com ele, embora tenha me empenhado ao máximo (e entrevistado 3 deles) para fazer um bom trabalho, realmente não consegui deixá-la completa (afinal, não foi possível falar com um especialista no assunto).
Estes dois episódios me marcaram tanto que dali em diante não consegui fazer nada de forma produtiva. Nem mesmo ler meus autores favoritos parecia prazeroso, quem dirá qualquer outra coisa. Isolei-me em um limbo intelectual.
Por outro lado, como uma compensação, o recesso de quase meia década sem beijar chegou ao fim e tive acesso a um dos melhores abraços do mundo. Para quem sabe valorizar pequenos atos, o simples modo como alguém segura a sua mão pode revelar maravilhas e provocar sentimentos inconfessáveis.
Mas no mundo real nem tudo é azul e a mesma pessoa que, por ventura, fora capaz de tamanha delicadeza, talvez nunca troque mais do que meia dúzia de frases comigo. E como uma legítima rejection junkie será exatamente este Snoopy quem irá me roubar algumas horas preciosas, que poderiam ser infinitamente melhor aproveitadas.
Ainda assim, os segundos continuaram a passar e a recuperação precisou ser feita ao longo do caminho. Sob muitas lágrimas e tentativas de fuga, a ilusão de que até o dia da formatura tudo estaria bem, eu empregada e meus problemas acabados foi diminuindo. Embora, no fim, parte disso até tenha sido verdade e o ano acabado infinitamente melhor do que começou. Todavia, a ingenuidade a respeito da vida foi tirada de mim, ainda que a esperança persista com uma força renovada neste 2008.


Figura? Clique: Charuca

postado por: INGRID GUERRA 9:53 PM DIZemBUCHA aí!!
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Sábado, Dezembro 01, 2007


Jornalistas no front


Ingrid Guerra

Os correspondentes de guerra são, de certa forma, incansáveis observadores da morte e das imperfeições humanas. Trabalham sob tensão e risco permanente. Precisam ter bons conhecimentos de história e geografia, além de idiomas. Mas, acima de tudo, devem estar preparados física e psicologicamente para enfrentar situações adversas. Ainda assim, esta é uma das atividades mais almejadas pelos profissionais da área, como confirma o jornalista Rodrigo Lopes, enviado ao Oriente Médio durante o conflito entre Líbano e Israel em 2006, pelo jornal gaúcho Zero Hora:
“Uma guerra para mim era um sonho profissional. Acho que é um fato jornalístico de grande envergadura que revela o ser humano por completo: o que ele tem de melhor e de pior”.
No entanto, as razões para que milhares deles se desloquem, desde o século XIX, sempre que uma nova guerra é travada vão além da importância do fato em si. José Hamilton Ribeiro, repórter especial da rede Globo e antigo correspondente da revista Realidade, que perdera a perna esquerda ao pisar em uma minha quando cobria a Guerra do Vietnã, as enumera:
“Um pouco é vaidade; um pouco, espírito de aventura; um pouco, ambição profissional; e muito é a sensação, entre romântica e missioneira, de que faz parte de sua vocação estar onde a notícia estiver, seja para ali atuar como testemunha da história, seja para denunciar o que estiver havendo de abuso de poder (político, psicológico, econômico, militar), seja para açoitar a injustiça, a iniqüidade e o preconceito. Após tudo isso, uma pitada de falta de juízo”.

P.S. Quem quiser ler a reportagem completa precisa acessar meu blog-portfólio porque o Blogger não me permite colocar um texto tão extenso aqui. Ou seja, só acesse-o se estiver disposto a ler muito. Sei que sou suspeita para falar... mas, vale a pena. Revelações surpreendentes estão em "Anti-heróis da história".


Ilustração? Orlandeli

postado por: INGRID GUERRA 2:20 PM DIZemBUCHA aí!!
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